<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844</id><updated>2012-02-19T13:14:44.200-02:00</updated><category term='Amor'/><category term='Reforma Íntima'/><category term='Geral'/><category term='Esforço'/><category term='Virtudes'/><title type='text'>Caderneta Pessoal</title><subtitle type='html'>Blog voltado às pessoas interessadas em Espiritismo e Reforma Intima. Atuando na Fraternidade dos Discípulos de Jesus (FDJ), na Aliança Espírita Evangélica (AEE). Este blog não é de fato uma caderneta pessoal, o nome é apenas uma homenagem à esta grande ferramenta.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>92</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-4579209683846482870</id><published>2011-04-24T18:37:00.000-03:00</published><updated>2011-04-24T18:37:52.522-03:00</updated><title type='text'>A Ressurreição de Jesus</title><content type='html'>Só para constar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela semana havia sido a Páscoa judaica, talvez no terceiro e quarto dias (3a e 4a) ou quarto e quinto dias. Por isso a cidade estava cheia e o sinédrio queriam evitar que Jesus ali pudesse atrair a atenção de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus morre no sexto dia (sexta feira) na hora nona (14-15h). É sepultado no mesmo dia antes do sol se por e começar o shabat (que se iniciava às 18h da sexta e ia até 18h do sábado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa o sábado, que era o dia que os Judeus guardavam para sua espiritualização. Além dos guardas que se postavam junto ao local do sepultamento de Jesus, ninguém ali se aproximou naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira hora (6-7h) da manhã do primeiro dia (que hoje chamamos de Domingo, mas que seria a nossa "primeira feira", por isso alguns calendários iniciam a semana no domingo, o que está corretíssimo), Maria de Magdala vai até o local do sepultamento e vê os guardas no chão, a pedra do túmulo aberta e lá dentro a mesa vazia sem o corpo de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anjos que ali estavam perguntavam a ela o que ela procurava, se procurava entre os mortos aquele que está vivo... E ela viu Jesus, vivo, que a orienta e ela vai até os outros contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus apareceu a ela em espírito. Não foi de carne e osso. Jesus veio nos mostrar com sua própria morte do corpo que a vida segue após o túmulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele que após ter ensinado uma doutrina totalmente espiritual não poderia ressurgir num corpo de carne e osso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria a vitória do material, o que seria um absurdo. Mas Jesus mostra a todos que eles poderiam matar o corpo, mas que espiritualmente o espírito vence e supera o túmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição de Cristo é espiritual. E isso muda o nosso modo de pensar. Muda nossas decisões, pois nós também iremos sobreviver à morte e não adianta ir jogando a nossa vida fora, temos que aproveitá-la. Este é um ensinamento importante, somos imortais. Isso muda tudo em nossa vida, não vamos pensar mais tão materialmente, mas sim em conseguir angariar coisas eternas para a nossa vida futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem assistiu o filme O Corpo, com Antonio Banderas, sabe bem o que estou dizendo. Uma doutrina baseada na ressurreição física de coloca uma pedra sem firmeza para pisarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e Tomé? Ele e nós também duvidamos. Nossa fé precisa de provas. E queremos colocar as mãos em suas chagas para termos certeza que aquele é o Messias. E isso é possível em materializações vulgares, muito mais seria possível na materialização do espírito do governador planetário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Jesus aparecia mais intensamente aos seus discípulos nos primeiros dias, durante os 40 dias seguintes, este dia recebeu o nome de Domingo, ou dia de (estar com) Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que na páscoa cristã possamos sempre lembrar que somos imortais, que nossa alma vai seguir e que isso deve ser ensinados ao nossos descendentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-4579209683846482870?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/4579209683846482870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=4579209683846482870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/4579209683846482870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/4579209683846482870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/ressurreicao-de-jesus.html' title='A Ressurreição de Jesus'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-5145590192603785670</id><published>2011-04-23T16:14:00.000-03:00</published><updated>2011-04-23T16:14:29.749-03:00</updated><title type='text'>Orgulho e Preconceito</title><content type='html'>Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Orgulho_e_Preconceito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jane Austin (1775-1817) foi uma autora inglesa de romances, que teve seu trabalho reconhecido e enaltecido nos quase 200 anos de sua morte. Seu primeiro livro é o também conhecido "Razão e Sensibilidade", publicado em 1811. "Orgulho e Preconceito", publicado em 1813, tinha anteriormente o título "Primeiras Impressões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos filmes baseados diretamente em "Orgulho e Preconceito", as películas "Mensagem para você" (com Tom Hanks e Meg Ryan) e "Diário de Bridget Jones" (com Renee Zellweger e Colin Firth) são releituras confessas do original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inacreditável que Jane Austin, que teve uma vida simples, mas com acesso à leituras e voracidade por elas, pudesse ter tido a inspiração para compreender e "roubar" o título do capítulo derradeiro de "Cecília" (de Fanny Burney) e emplacado o novo título de "Primeiras Impressões" como "Orgulho e Preconceito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de amor entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy realmente correlaciona estes dois defeitos, Orgulho e Preconceito. Um parece o arco e o outro a flecha. Ambos personagens tem os dois defeitos, talvez ele mais orgulhoso e ela mais preconceituosa (como ao longo dos dois séculos sempre foram intepretados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, estes defeitos andam juntos, um alavanca o outro. O orgulho e preconceito nascem de nossa necessidade de "defendermos" o nosso "eu". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro vem do reino animal: preciso me proteger do que está fora, preciso cadastrar o perigo que vem de fora para não correr risco de sofrer um ataque qualquer (preconceito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo, também primitivo: só existe uma razão para minha existência, que eu possa ser amado, admirado ou temido pelos outros, sendo que minha vida esteja baseada nisso e se alguém colocar isso em risco, devo me defender (orgulho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O orgulho é um sentimento que temos há muitos séculos, há muitas existências. Ele nos leva a situações ruins, não é uma virtude, ou meia virtude, é um defeito inteiro e junto do egoísmo formam as duas raízes de todos os defeitos e males que assolam este planeta. Como já dissemos em post anterior, para o "orgulho positivo", favor procurar uma outra palavra mais apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negar o orgulho é negar a quem somos, ao que nos trouxe até aqui. Os defeitos do hoje eram virtudes no ontem. Mas depois que o espírito vive uma fase mais madura, aquilo que era uma força, hoje pode ser substituído por outros sentimentos relacionados a humildade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, no mundo hominal nós podemos nos "defender" e "sobreviver" sem o uso do orgulho, mesmo num planeta ainda complicado como este. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito é uma das melhores armas que o orgulho têm para se defender do que vem de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes pensamos em nós e ficamos deprimidos. E com isso, buscamos falar e cuidar dos outros para esquecermos de nós mesmos. E fofocar é uma forma de preconceituar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos viver hoje olhando para nós e nos amando como somos? Sim, sim, sim. Sem nos rebaixarmos ou nos enaltecermos. Vivendo a realidade estamos conosco mesmos, lembrando de nós. Este é o caminho da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que num filme que dura 2 horas, ou num livro que lemos em 7 ou 15 dias, é didático entendermos que o orgulho e o preconceito sejam problemáticos para uma vida a dois. Se você senta com um casal em desavença, mas conversando em separado, verá cada qual com uma versão, ambas parciais, ambas com verdades e mentiras, coisas explícita e outras ocultas. Quando erramos, mostramos nossas nobres razões e pedimos o perdão de direito. Quando o outro erra, não quero perdoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elizabeth, assim como Mr. Darcy, buscam se melhorar o tempo todo, durante todo o livro. Eles se gostaram desde o primeiro olhar, desde o primeiro dia. Sentiram medo de sofrer, medo diante dos obstáculos gigantescos que imaginavam existir. Medo de não conseguir superá-los, de se decepcionar, de se amarem menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, que no início do livro buscava argumentos para odiá-lo, ouvia as histórias e tomava partido. Depois ouvia seus sentimentos e buscava ver um outro lado bom dele. Logo depois caía na mesma armadilha anterior e se defendia. E assim por diante, ia se aproximando e distanciando. A falta de diálogo era desastrosa. É preferível eu achar algo de alguém do que realmente conhecer quem esta pessoa é. Muitas vezes temos coisas a dizer ao outro, mas por orgulho, esperamos que ele descubra por si só. Darcy teve que escrever uma carta para se explicar, mas que mesmo assim ainda não a satisfaz. Ele precisou auxiliar suas irmãs caçula e mais velha para que ela entendesse os seus sentimentos, para que ela compreendesse quem ele é e do que seria capaz. Ele não pediu nada em troca, fez por amor. Mas fez, por que ela lhe abriu os olhos, que o fez vencer o orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior legado da obra é falar destes dois defeitos, de colocar luz sobre eles. E que esta obra se perpetue para que muitos milhões de corações possam ser despertados para isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-5145590192603785670?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/5145590192603785670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=5145590192603785670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/5145590192603785670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/5145590192603785670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/orgulho-e-preconceito.html' title='Orgulho e Preconceito'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-5734408660024680477</id><published>2011-04-19T05:49:00.000-03:00</published><updated>2011-04-19T05:49:29.283-03:00</updated><title type='text'>A Mente: o espelho da vida - Emmanuel</title><content type='html'>A mente é o espelho da vida em toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da&lt;br /&gt;luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a&lt;br /&gt;retratar a Glória Divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta,&lt;br /&gt;na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca. Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. O reflexo esboça a emotividade. A emotividade plasma a idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante. Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos. Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que&lt;br /&gt;provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o&lt;br /&gt;influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao &lt;br /&gt;progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reflexo mental mora no alicerce da vida. Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que  reflete os objetivos do Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade&lt;br /&gt;Comparemos a mente humana – espelho vivo da consciência lúcida  – a um grande escritório, subdividido em diversas seções de serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí possuímos o Departamento do Desejo, em que operam os propósitos e as aspirações, acalentando o estimulo ao trabalho; o Departamento da Inteligência, dilatando os patrimônios da evolução e da cultura; o Departamento da Imaginação, amealhando as riquezas do ideal e da sensibilidade; o Departamento da Memória, arquivando as súmulas da experiência, e outros, ainda, que definem os investimentos da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à  razão, depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas províncias obscuras do instinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eletricidade é energia dinâmica. O magnetismo é energia estática. O pensamento é força eletromagnética. Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em  todas as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da forma que servem à romagem do espírito para as Metas Supremas, &lt;br /&gt;traçadas pelo Plano Divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vontade, contudo, é o impacto determinante. Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina. O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a &lt;br /&gt;capacidade de reflexão que lhe é própria; no entanto, na Vontade temos o controle que a dirige nesse ou naquele rumo, estabelecendo causas que comandam os problemas do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos de reparação e sofrimento, a Inteligência pode aprisionar-se na enxovia da criminalidade, a Imaginação pode gerar perigosos&lt;br /&gt;monstros na sombra, e a memória, não obstante fiel à sua função de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala, pode cair em deplorável relaxamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a Vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito. Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental, quando se trate da conexão entre os semelhantes, porque a sintonia constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da disciplina sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos na corrente do bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-5734408660024680477?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/5734408660024680477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=5734408660024680477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/5734408660024680477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/5734408660024680477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/mente-o-espelho-da-vida-emmanuel.html' title='A Mente: o espelho da vida - Emmanuel'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-611166005153492125</id><published>2011-04-13T08:20:00.000-03:00</published><updated>2011-04-13T08:20:40.690-03:00</updated><title type='text'>No ambiente de trabalho II</title><content type='html'>6. Ter espírito de servir. Lembrar que o maior de todos na terra, lavou os pés de seus discípulos. Devemos sempre estar abertos a colaborar com os companheiros que estão ao nosso lado. Se todos estiverem nesta toada, o grupo é como um barco a remo em que todos remam para o mesmo sentido, unem as forças, se protegem, se amparam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Respeito. Respeitar o trabalho que Deus lhe deu, respeitar os companheiros, os clientes, as determinações. Respeitar a si próprio. Pense no que você diria de si próprio daqui há 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Paciência e Tolerância. Aceitar como as pessoas são, saber que cada uma tem o seu tempo, pois também temos o nosso tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Líder e Liderado. São relações que devem ser cuidadas com muito carinho. Quando estamos nos dois papéis, precisamos respeitar a ambos. Criar um clima de paz, confiança, de poder ouvir e ser ouvido. Todo líder deve cuidar de seus liderados com muito carinho, respeito, amor, cuidados gerais. Deve pensar e criar um clima de crescimento, de evolução da carreira. Se quiser ter boa equipe trabalhando para ti, cuide dela. Eu já perdi boas equipes e fiquei anos sem ter ao menos uma. E pensava: o que eu fiz de errado para perder tudo? E pensando no que fiz, fui mudando minha atitude com os liderados. E o contrário vale também. Podemos nos perguntar o por que de termos um chefe tão cruel ou ruim, mas será que merecemos um chefe melhor? Façamos por merecer, sendo fiéis ao atual e preservando-o de problemas desnecessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Não falar mal, não pensar mal de ninguém (difícil, né? mas não custa tentarmos todos os dias). Buscar eliminar qualquer tipo de fofoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo isso, algumas pessoas podem pensar que eu seja um exemplo, que não sou. As coisas que escrevo aqui valem para mim, são reflexões que eu preciso me fortalecer. Sou como você que está lendo, precisando de água fresca para cruzar este deserto. Um grande abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-611166005153492125?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/611166005153492125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=611166005153492125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/611166005153492125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/611166005153492125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/no-ambiente-de-trabalho-ii.html' title='No ambiente de trabalho II'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8192672847864720796</id><published>2011-04-12T07:17:00.000-03:00</published><updated>2011-04-12T07:17:19.872-03:00</updated><title type='text'>No ambiente de trabalho</title><content type='html'>1. Buscar pela manhã, antes de seguir para o ambiente de trabalho, ainda em casa (se possível), sentar-se e abrir um livro edificante, ler um pouco e depois fechar os olhos, buscar a sintonia com o plano superior, encher o coração de boas energias, limpar a mente dos maus pensamentos e visualizar o ambiente de trabalho, vibrando amor e paz para todas pessoas que ali estarão, enchendo de luz todos os corações, principalmente daquelas pessoas que muitas vezes não nos damos bem. Vibrar amor por aqueles que trabalham conosco, muitas vezes sob nossa tutela. Todos vêm de casa com seus desafios, que possamos ser pacientes e conscienciosos. Repetir isso todas as manhãs, não negligenciando ou desdenhando da força do Bem, mas ao mesmo tempo não menosprezando a força do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Manter a sintonia durante o dia, não se envolvendo emocionalmente com as coisas, confiando em Deus, exercitando a Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Poder ajudar as pessoas, sendo Cristão nas pequenas coisas, nas mínimas atitudes. Ouvir o próximo, dar apoio quando algo acontece na vida deles, estar à disposição. Se preparar para ajudar, pois o trabalho de auxílio virá. Fazer isso sem que prejudique sua responsabilidade, mas tenha em mente que sempre é possível ajudar aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ética e Moral são atributos do Cristão no ambiente de trabalho. E ninguém normalmente critica uma atitude correta, respeitam, mesmo que pensem e ajam diferente. Fica a força do exemplo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Conversar com os mais humildes, faxineiros, vigias, copeiros. Normalmente acordaram bem mais cedo, moram bem mais longe, ganham bem menos, mas vibram um amor às vezes maior que aquele que tem mais condições. Sorria e seja gentil com estes pequeninos todos os dias, estarás sorrindo diretamente a Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem mais. Bom trabalho a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8192672847864720796?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8192672847864720796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8192672847864720796' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8192672847864720796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8192672847864720796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/no-ambiente-de-trabalho.html' title='No ambiente de trabalho'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8272898366862952727</id><published>2011-04-10T10:05:00.000-03:00</published><updated>2011-04-10T10:05:54.012-03:00</updated><title type='text'>Pais e Filhos</title><content type='html'>"Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar" (Renato Russo em Pais e Filhos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias fictícias, pois a visão de cada um não reflete a realidade como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um casal que não está totalmente equilibrado resolve adotar uma criança, um menino de poucos meses de nascimento. O pai, com um sério alcoolismo "social", resolve que irá educar o filho com rigidez, pois "assim é que se faz", "de pequeno é que se torce o pepino". O garoto vai crescendo embaixo de críticas e perseguições do pai. Quando está com alguns poucos anos de idade, faz de tudo para atrair a atenção do pai, portanto faz as coisas erradas e fica olhando, aguardando a reação, a bronca, as palmadas. Quando está somente com a mãe, ele é um menino doce, tranqüilo, alegre. Quando está com o pai, é levado, choraminga, chora mesmo, está revoltado. Quando um terceiro dialoga com ele, longe dos pais, lhe passa as coisas com amor, procurando ver o lado da criança, o menino reage bem, sente-se amado e não precisa criar problemas, pois se sente seguro. Os pais estão agora em crise, podem se separar. Como será o dia a dia desta criança? O que pode provocar no futuro deste menino uma imagem de pai como esta?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma menina, filha de pais separados, tem uma mãe ausente e desatenta e um pai atencioso. Porém a mãe mantém a guarda e recebe a pensão. Desde pequena a garota tem problemas por falta de atenção da mãe, teve todas as dificuldades para falar, para se expressar, para se desenvolver. A mãe culpa a separação, mas os problemas já existiam antes disso ocorrer. A menina inicia uma terapia e melhora, mas logo a mãe interrompe o tratamento. A garota tem problemas sérios de aprendizagem, mas que podem ser superados caso entre numa terapia. E o pai terá que entrar na justiça uma vez mais para tentar resolver este assunto. O que será desta menina e o que ela vai pensar dos pais, o quanto eles lutaram por ela?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um outro casal, que mora com as duas filhas, os quatro dormindo num quarto sem janela, pois vivem humildemente num porão de uma casa. A filha de 5 anos e meio ajuda a mãe a cuidar da irmãzinha recém nascida. Segura no colo, troca a fralda, arruma o quarto. Muita harmonia e luz neste simples lar. As duas meninas crescerão se respeitando e se amando, descobrindo o verdadeiro papel de família e de serem irmãs".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um menino 4 anos mais novo que o seu irmão busca ser como ele, não vive sua vida, tenta viver a do irmão, ser como o irmão. Vive com poucos amigos da sua idade, vive revoltado, vai mal na escola etc. A mãe e o pai trabalham muito e os dois vivem com uma empregada e uma babá. Até que a mãe perde o emprego e fica em casa por um ano. Neste período ela cuida muito dos filhos, está presente em todos os pontos, organiza a vida deles, acompanha as lições de casa, dá segurança a ambos. O mais novo se sente bem, seguro, tem agora seus amigos, vai bem na escola, é mais amoroso e calmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma mãe que trabalha muito também perde o emprego. Pode ficar mais perto dos filhos e com isso ajuda no desenvolvimento de ambos, tanto na parte psicológica, quanto na saúde. Depois de quase um ano desempregada, os filhos estão bem e se sentem mais amados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter filhos de fato é um processo natural, mas nos dias de hoje no qual as pessoas buscam tomar suas decisões independente dos conceitos e preconceitos sociais. Ou seja, hoje tem filho quem deseja (ou quem não se cuidou). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter filhos, naturais ou adotivos, é uma opção, um ato de caridade, pois dá trabalho, é uma baita responsabilidade. O que nossos pais fizeram por nós nesta vida, nos ajudando a aprender e crescer - devemos realizar o mesmo aos nossos filhos, dando amor e paz a eles. Vale uma vida, literalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes pensamos no nosso trabalho profissional, pensamos em nossas vidas, mas quando nos dedicamos a estes pequeninos que Deus nos confiou, a nossa alegria é tamanha, nada mais vai nos dar alegria maior que esta. É assim a Lei de Deus, a Lei do Amor, Lei do Universo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8272898366862952727?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8272898366862952727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8272898366862952727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8272898366862952727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8272898366862952727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/pais-e-filhos.html' title='Pais e Filhos'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-6031540098139561105</id><published>2011-04-06T07:25:00.000-03:00</published><updated>2011-04-06T07:25:42.425-03:00</updated><title type='text'>Caderneta Pessoal e Reforma Íntima</title><content type='html'>Muito já se disse sobre a Caderneta Pessoal dentro do movimento espírita. E por isso, mesmo os movimentos que não a utilizam, falam dela como se a conhecessem. Mesmo que você participe de um centro que a utilize, encontrará pessoas que ali não a compreendem e não gostem dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem escreve na caderneta e trabalha ali seus sentimentos, conseguem efetivamente entrar num estado de compreensão de si próprio que, continuamente, vai levá-lo ao auto-conhecimento de si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe uma só maneira de se fazer a reforma íntima ou de ter auto conhecimento. Como muitos preferem, a reflexão ou meditação são outras vias. Eu diria que não devemos deixar uma pela outra, pois todas elas são complementares e assim como todas tem seus benefícios, vou colocar aqui os da Caderneta Pessoal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escrever e ler faz parte da evolução da sociedade e do nosso crescimento individual. É um salto que demos, coletivamente e individualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conhecer os sentimentos que realmente temos em diversas situações traz um estado de compreensão sobre nós que permite ao mesmo tempo nos perdoar, nos tirar da sintonia que muitas vezes entramos e nos dá o entendimento do caminho que devemos percorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A caderneta é um caderninho com folhas em branco. Não há uma regra para fazê-la, cada um escreverá do seu jeito. Se fosse uma coisa pronta, um formulário, aí sim seria uma formalização, uma normalização. Mas não há forma ou norma. Existem dicas que os Discípulos podem trocar entre si, dentro de suas vivências. São maneiras de se incentivar uns aos outros sobre caminhos que descobriram em suas investidas de reforma íntima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Planejar sem escrever é um absurdo. Se reformar sem se planejar é ineficiente, é como viajar sem se saber o caminho, sem mapa, sem contar com os mantimentos necessários... Planejamento, qualquer que seja, requer que tracemos um plano e que regularmente possamos nos avaliar e nos replanejar. É assim que deve ser uma caderneta, um planejamento dinâmico de nossa reforma íntima. Como fazer isso é de cada um, é pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Colocar data é uma coisa importante para que se avalie o planejamento, ajuda. É uma dica. Com o tempo se vê que caderneta sem datas não dão ao seu dono a sensação de tempo que é importante em todos os aspéctos desta encarnação, não só na reforma íntima. O tempo é uma referência vital da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Identificar o sentimento que se tem na anotação não é uma regra, mas é a razão de existir a caderneta. Sem conhecermos os sentimentos que estão por trás das atitudes e dos pensamentos e das emoções, não nos reformaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois falaremos mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-6031540098139561105?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/6031540098139561105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=6031540098139561105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6031540098139561105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6031540098139561105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/caderneta-pessoal-e-reforma-intima.html' title='Caderneta Pessoal e Reforma Íntima'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-7889927114549825751</id><published>2011-04-04T07:58:00.000-03:00</published><updated>2011-04-04T07:58:40.310-03:00</updated><title type='text'>A reciclagem dos erros</title><content type='html'>É importante que saibamos nos situar no momento histórico que vivemos. Mas se ampliarmos mais um pouco a nossa mente e nosso raciocínio, podemos nos situar em nosso momento evolutivo em relação ao momento evolutivo do nosso planeta - nossa aldeia global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, é possível se pensar, compreender e entender que não estamos muito abaixo ou muito acima em nossa escala evolutiva. Algumas coisas sabemos e outras pensamos saber. Alguma sabemos que não sabemos e outras nem sabemos que não sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas precisamos viver e entendemos que precisamos saber de tudo. E não precisamos. Mas insistimos e teimamos em nos colocar como quem sabe de tudo. Temos opinião para tudo. Principalmente sobre os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou falando somente da fofoca. Mas pior. Estou falando daquilo que carregamos dentro de nosso coração e que tomamos como verdade. E está longe de ser a verdade. Tomamos como verdade pois achamos que precisamos ser conclusivos sobre muitas coisas, que precisamos ter certeza de muitas coisas, que precisamos ter julgamento sobre tudo. Não precisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do princípio dos tempos até hoje, saindo do reino animal para o hominal, nós precisamos nos sentir seguros, pois havíamos ganho o livre arbítrio e a consciência, que misturados com o medo provindo do reino anterior, nos gerou a preconceituação sobre quem são os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos colocar de mente aberta sem conceituar quem é o outro, mesmo que seja o nosso conjuge (que pensamos que conhecemos) é difícil. É bem mais fácil passar a régua e cadastrar a pessoa dentro de nosso coração da maneira que entendemos. Quem são as pessoas, por conta deste nosso comportamento, é algo que passamos longe de compreender. E jogamos fora diariamente a chance de conhecê-las milímetro a milímetro, pois desejamos julgá-las de quilômetro a quilômetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso, todos nós pensamos bobagens dos outros. E vamos morrer com isso. Desde assuntos importantes até banais vão nos acompanhar ao caixão. Os que ficarão aqui mais um pouco do que nós, vítimas de nossos preconceito pensarão: "Chegando lá em cima ele vai ver que não sou assim como ele pensa. Chegando lá, ele vai saber a verdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança na justiça divina, pois o reino dos céus não é deste mundo, é correta. Porém, na prática, nem tudo pode ser de imediato. Chegar lá no plano espiritual depois de 80 anos julgando incorretamente a tudo e a todos e de uma só vez cair todas as fichas... é impossível. As coisas precisam de tempo. E nossa mente também se esquece de muitos detalhes. Com o tempo viramos a página, nem pensamos mais naquilo que nos preocupávamos faz 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que muda em nós do lado de lá é a maneira de pensarmos. Como ali temos certeza que não vamos morrer, partimos do pressuposto que não sabemos quem são os outros, pois não sabemos quem somos. E conforme vão nos aparecendo as situações é que vamos nos reciclando daquilo que pensávamos na terra. Podemos acelerar isso, se trabalharmos bastante, se formos disciplinados para tal, estudando, refletindo, orando e nos alinhando com o evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos livros de André Luiz é comum ver este tipo de reencontro e de reflexões sobre quem éramos. Mas muitas vezes nós não somos estimulados e uma parte do que pensamos de errado vai para um fosso que precisa ser queimado pela luz divina. Quando acendemos uma luz em nossa mente, vários pontos se iluminam por tabela. É uma teia de luz que temos em nossa mente. Puxa-se um nós e os outros também se influenciam. E com isso, vamos remodelando o nosso pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos ir para o outro lado para cair estas fichas ou podemos realizar estas reciclagens já?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo por coisas aqui na terra, por um lado e pelo outro, julgador e julgado. O de julgado dói mais. E vejo que não quero fazer isso com outra pessoa, pois isso não se faz... Mas eu faço. É bom sofrer os espinhos para lembrar sou falível e faço isso com os outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-7889927114549825751?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/7889927114549825751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=7889927114549825751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7889927114549825751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7889927114549825751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/reciclagem-dos-erros.html' title='A reciclagem dos erros'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8576702218705555261</id><published>2011-04-01T08:03:00.000-03:00</published><updated>2011-04-01T08:03:58.133-03:00</updated><title type='text'>O quanto você vale</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!" (Parábola dos Talentos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado". (S. LUCAS, cap. XII)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando no espelho, escuto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pensou no que o plano espiritual pensa de você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pensou no quanto você vale para eles? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar aqui encarnado, tendo feito um curso de formação espiritual, um curso de médiuns etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar aqui neste vale de lágrimas que está se formando o nosso planeta, tendo um preparo para ajudar o próximo a secar os seus olhos umidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto custou aos espíritos este preparo que te deram? Quantas horas, quantos anos, quanta proteção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes pensou em desistir de tudo por bobagens? Tem noção de como tudo isso aqui te salvou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos dos amigos do plano espiritual gostariam de estar no seu lugar para ajudar ao próximo? Dariam a "morte" por isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao seu lado temos casais em desavenças, traições, obsessões, pessoas com depressão, pessoas que desenvolveram câncer por não perdoar. Choro e ranger de dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta sede de orientação quando estamos perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem noção do quanto você pode fazer por eles? Este é um momento único desta humanidade, é a hora da divisão do joio e do trigo. Quantas almas podemos ajudar para que se salvem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos anjos guardiões estão junto com estes sofredores, verdadeiros sofredores, aconselhando em seus ouvidos que ainda permanecem surdos às boas palavras. Se eles pudessem estar no seu lugar, encarnado, com preparo para falar, eles falariam e trabalhariam arduamente pelo próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto vale a sua presença para este anjo da guarda da pessoa que realmente sofre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sofre, mas é tanto assim? Dá para aguentar, né? Percebe o seu preparo? Entende por que os espíritos ajudam muito as pessoas que freqüentam as escolas de todas as religiões? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa que passa por uma escola é uma pessoa que vale muito para eles, uma pessoa que pode fazer muito. Uma pessoa que faz escola ainda é muito raro, são poucas neste planeta em que o materialismo predomina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais séria é a instituição religiosa, quanto mais dedicação têm as pessoas que ali freqüentam, mais espíritos bondosos estão ali para auxiliar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8576702218705555261?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8576702218705555261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8576702218705555261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8576702218705555261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8576702218705555261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/04/o-quanto-voce-vale.html' title='O quanto você vale'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-3213791048408363987</id><published>2011-03-30T07:47:00.001-03:00</published><updated>2011-03-30T07:47:47.441-03:00</updated><title type='text'>Ação, Reação e Conciliação</title><content type='html'>"Ouvistes o que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Mas eu vos digo, que não resistais ao mal. A quem te bater na face direita, apresenta também a outra. A quem quiser fazer demanda contigo para tomar a tua túnica, deixa levar também o manto. E se alguém te forçar a dar mil passos, anda com ele dois mil. A quem quer de ti um empréstimo, não lhe dês as costas. Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem; deste modo vos mostrareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque faz raiar o sol sobre os bons e os maus, e chover sobre os justos e os injustos. Pois, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Acaso os desprezados cobradores de impostos não fazem também assim e, se cumprimentardes somente a vossos irmãos, que fareis de especial? Acaso os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito" (Mateus 5:38-48).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário". (Terceira lei de Newton)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro dos Espíritos, questão número 4;&lt;br /&gt;Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?&lt;br /&gt;– Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e a vossa razão vos responderá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale sempre esclarecer, para que possamos corretamente refletir, que a Lei de "Ação e Reação" e a Lei de "Causa e Efeito" são leis diferentes, harmonizadas e complementares (como todas as leis divinas), mas regem coisas distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira lei de Newton vale para a matéria, mas nós humanos não somos somente matéria, somos espíritos, criados à semelhança de Deus. Se somente existisse a Lei de Ação e Reação, nós não evoluiríamos, pois seriamos como a matéria, que aguarda uma ação externa para se transformar. A guerra entre Judeus e Palestinos segue bem a Ação e Reação e com isso nós vemos o alongar desta, muitas vezes desafiando a nossa esperança disso tudo se finalizar. Um joga a bombinha para o outro lado do muro e jogam outra de volta num "indo e vindo infinito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano tem o poder da conciliação, que interrompe o processo de ação e reação. A Conciliação é a ação espiritual, ação inteligente, sobre as coisas. É através desta terceira parte que nós paramos o processo doloroso de ação e reação sobre nossas vidas e fazemos a diferença. É pela conciliação que o ser humano descobriu como pode atuar para se superar, para evoluir, para conseguir reorganizar as suas coisas e colocar a sua inteligência a seu serviço, aos seus propósitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós devemos atuar sobre o material e dominá-lo, não o contrário. Não podemos ser escravos da matéria, mas seus artesãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia, já foi dito, não é o último degrau de nossa evolução social. Hoje já existe a conciliação, que procura atender às minorias, atender a todos. Só o voto das maiorias não atende a justiça divina, devemos olhar o nosso próximo com mais amor de dar-lhes direito de ser como são. Um exemplo disso é que, agora em vários países, a liberdade religiosa é permitida e respeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cuidado com as nossas ações é imprescindível pois sempre iremos sofrer suas reações. Que saibamos entender que podemos agir diferente a cada vez, melhorando nossas atitudes, pensamentos e sentimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-3213791048408363987?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/3213791048408363987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=3213791048408363987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3213791048408363987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3213791048408363987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/acao-reacao-e-conciliacao.html' title='Ação, Reação e Conciliação'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-6769277658537256427</id><published>2011-03-23T07:25:00.002-03:00</published><updated>2011-11-15T10:20:19.341-02:00</updated><title type='text'>Mão no Remo (Mete a Vela)</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Nesta vida, nesta vida cada qual tem um barco em que navega.&lt;br /&gt;E o azar é natural, nem há nada mais fatal, e a justiça é cega.&lt;br /&gt;Mas se os ventos sopram contra, ou se vem a tempestade&lt;br /&gt;Nunca mais o barco encontra o porto da felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão no remo, mão no remo, com toda a coragem&lt;br /&gt;Pra levar vantagem no mar desta vida&lt;br /&gt;Pois se queres ser feliz no amor, tens que remar com vigor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mete a vela, mete a vela&lt;br /&gt;Quando for a hora, irei no mar afora, em busca da sorte&lt;br /&gt;Aproveitando a maré a favor, terás pra sempre valor" (Noel Rosa, Mão no Remo)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mão no Remo" é uma das mais sublimes poesias de Noel Rosa sobre o amor. É quase uma obra póstuma, quase uma obra como espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão &lt;b&gt;mão no remo&lt;/b&gt; reflete sobre o verdadeiro significado do amor: esforço, suor, constância, energia que colocamos. Normalmente remamos de costas para onde estamos indo, não sabemos de nosso futuro, mas seguimos um planejamento prévio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mete a vela&lt;/b&gt;, a segunda parte da música, reflete que devemos usar os sopros dos ventos da vida para nos impulsionar. Ou seja, quando o vento sopra a favor, melhor usar a vela do que somente persistir no remo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Noel Rosa, viver e amar é saber usar o remo e a vela ao mesmo tempo, às vezes só um, às vezes outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem coloquei as mãos nos remos e remei. Só que os ventos estavam à favor. Meti a vela e o barco fluiu como nunca. Dei a minha primeira preleção desde março de 2004 com imensa alegria no coração. Depois nos passes, tudo correu bem. E na vida plena, surge a causa dos bons ventos: a reconciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Reconciliação&lt;/b&gt;, nome feminino (Do lat. reconciliatióne).&lt;br /&gt;Restabelecimento das relações entre pessoas que andavam desavindas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lutei muito pela reconciliação, muitas vezes lutei errado e aprendi algumas coisas:&lt;br /&gt;- Precisava respeitar o tempo do meu próximo.&lt;br /&gt;- Necessitava de um tempo para que eu pudesse refletir nos meus erros, conhecê-los e reconhecê-los.&lt;br /&gt;- Buscar a sintonia com o meu mentor ao invés de discussões mentais comezinhas.&lt;br /&gt;- Refleti sobre qual é o verdadeiro valor desta amizade.&lt;br /&gt;- Aprendi muitas coisas sobre meus sentimentos (vale um post só sobre isso), alguns eram ruins de arrepiar, outros eram de dor, de falta, de perda. Turbilhão. Tive até dores reais em meu coração, achei que iria enfartar (o que preocupou todo mundo). Doía de verdade e aliviava quando eu colocava a mão direita sobre ele. &lt;br /&gt;- Tive que aprender a me respeitar, respeitar o meu limite, lutar pelo que eu desejava, me colocar, pensar pela minha própria cabeça, não me preocupar com o que os outros pesam, ser mais autêntico. Colocar a minha vontade também. Respeitar quem eu sou.&lt;br /&gt;- Me colocar no lugar do próximo.&lt;br /&gt;- Vibrar amor pelo próximo, perdoar, superar, esquecer o passado, virar a página, aceitação da perda.&lt;br /&gt;- Não precisamos rebaixar para decidir: não é por que tomamos uma decisão entre a e b, que a outra alternativa era ruim. Ao contrário, era tão boa quanto a escolhida. Foi bom reconhecer isso para entender o porque de ter sido tão doloroso.&lt;br /&gt;- Reconhecimento do valor do meu próximo, que provocou a onda de admiração e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacana, né? Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e depois apresenta a tua oferta! (Jesus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina sair desta tempestade espiritual e ontem navegar com vento a favor, em céu estrelado, sendo que com a benção do brilho de uma estrela, que me indica (e impulsiona) o rumo de minha barca. Mão no remo, mete a vela...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-6769277658537256427?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/6769277658537256427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=6769277658537256427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6769277658537256427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6769277658537256427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/mao-no-remo-mete-vela.html' title='Mão no Remo (Mete a Vela)'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-2441042471956938541</id><published>2011-03-22T23:52:00.000-03:00</published><updated>2011-03-22T23:52:14.895-03:00</updated><title type='text'>Lei de justiça, amor e caridade - O Livro dos Espíritos</title><content type='html'>Justiça e direitos naturais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;873 O sentimento de justiça é natural ou é resultado de idéias adquiridas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É tão natural que vos revoltais com o pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve, sem dúvida, esse sentimento, mas não o dá: Deus o colocou no coração do homem; por isso encontrareis, muitas vezes, nos homens simples e primitivos noções mais exatas de justiça do que naqueles que têm muito conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;874 Se a justiça é uma lei natural, por que os homens a entendem de maneiras diferentes, e que um considere justo o que parece injusto a outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É que à Lei se misturam freqüentemente paixões que alteram esse sentimento, como acontece com a maior parte dos outros sentimentos naturais, e fazem o homem ver as coisas sob um falso ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;875 Como se pode definir a justiça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;875 a O que determina esses direitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens feito leis apropriadas aos seus costumes e caráter, essas leis estabeleceram direitos que variaram com o progresso dos conhecimentos. Observai que as vossas leis atuais, sem serem perfeitas, já não consagram os mesmos direitos da Idade Média. No entanto, esses direitos antiquados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito estabelecido pelos homens nem sempre, portanto, está de acordo com a justiça. Regula apenas algumas relações sociais, enquanto, na vida particular, há uma imensidão de atos unicamente inerentes à consciência de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;876 Fora do direito consagrado pela lei humana, qual é a base da justiça fundada sobre a lei natural?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Cristo disse: “Não façais aos outros o que não quereis que vos façam”. Deus colocou no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça pelo desejo que cada um tem de ver respeitados os seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na incerteza do que fazer em relação ao semelhante numa determinada circunstância, o homem deve perguntar-se como desejaria que se fizesse com ele na mesma circunstância: Deus não poderia lhe dar um guia mais seguro do que a própria consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ O critério da verdadeira justiça é, de fato, desejar aos outros o que se deseja para si mesmo, e não desejar para si o que se desejaria para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural desejar o mal para si, se tomarmos o desejo pessoal como norma e ponto de partida, estaremos sempre certos de apenas desejar o bem para o próximo. Em todos os tempos e todas as crenças, o homem tem sempre procurado fazer prevalecer seu direito pessoal. A sublimidade da religião cristã foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;877 A necessidade para o homem de viver em sociedade lhe impõe obrigações particulares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos dos semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos sempre será justo. Em vosso mundo, onde tantos homens não praticam a lei da justiça, cada um usa de represálias, e isso gera perturbação e confusão em vossa sociedade. A vida social dá direitos e impõe deveres recíprocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;878 Podendo o homem se enganar sobre a extensão de seu direito, quem pode fazê-lo conhecer esse limite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O limite do direito será sempre o de dar aos seus semelhantes o mesmo que quer para si, em circunstâncias iguais e reciprocamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;878 a Mas se cada um conceder a si mesmo os direitos de seu semelhante, em que se torna a subordinação em relação aos superiores? Não causará a anarquia de todos os poderes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Os direitos naturais são os mesmos para todos, desde o menor até o maior; Deus não fez uns mais puros que outros, e todos são iguais diante d’Ele. Esses direitos são eternos. Porém, os direitos que o homem estabeleceu desaparecem com suas instituições. Cada um percebe bem sua força ou fraqueza e saberá sempre ter uma certa consideração com aquele que a mereça por sua virtude e sabedoria. É importante destacar isso, para que os que se julgam superiores conheçam seus deveres e mereçam essa consideração. A subordinação não será comprometida quando a autoridade for exercida com sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;879 Qual deve ser o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porque praticaria também o amor ao próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direito de propriedade. Roubo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;880 Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O de viver. Ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante nem fazer o que possa comprometer sua existência física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;881 O direito de viver dá ao homem o direito de juntar o necessário para viver e repousar, quando não puder mais trabalhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, mas deve fazê-lo socialmente, como a abelha, por um trabalho honesto, e não juntar como um egoísta. Até mesmo certos animais lhe dão o exemplo do que é previdência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;882 O homem tem o direito de defender o que juntou pelo seu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A lei de Deus diz: “Não roubarás”; e Jesus: “É preciso dar a César o que é de César”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ O que o homem junta por um trabalho honesto é uma propriedade legítima que tem o direito de defender, porque a propriedade que é fruto do trabalho e um direito natural tão sagrado quanto o de trabalhar e viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;883 O desejo de possuir é natural?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, mas quando é apenas para si e para satisfação pessoal é egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;883 a Será legítimo o desejo de possuir, para não se tornar peso para ninguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Existem homens insaciáveis que acumulam bens sem proveito para ninguém, só para satisfazer as paixões. Acreditais que isso seja bem visto por Deus? Aquele que, ao contrário, junta por seu trabalho para ajudar seus semelhantes pratica a lei de amor e caridade e seu trabalho é abençoado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;884 O que é uma propriedade legítima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Só é propriedade legítima a que foi adquirida sem prejudicar ninguém. (Veja a questão 808.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ A lei de amor e de justiça, ao ensinar que devemos fazer aos outros o que quereríamos que nos fizessem, condena, por isso mesmo, todo meio de ganho contrário a essa lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;885 O direito de propriedade é ilimitado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sem dúvida, tudo o que é adquirido de forma legítima é uma propriedade. Porém, como dissemos, a legislação dos homens, sendo imperfeita, consagra freqüentemente direitos que a justiça natural reprova. É por essa razão que os homens reformam suas leis à medida que o progresso se realiza e compreendem melhor a justiça. O que parece perfeito num século é bárbaro no seguinte. (Veja a questão 795.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caridade e amor ao próximo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;886 Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade como a entendia Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Benevolência com todos, indulgência com as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer todo o bem que está ao nosso alcance e que gostaríamos que nos fosse feito. Esse é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como irmãos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caridade, para Jesus, não se limita à esmola. Ela abrange todas as relações com nossos semelhantes, sejam inferiores, iguais ou superiores. Ensina a indulgência, porque temos necessidade dela, e não nos permite humilhar os outros, ao contrário do que muitas vezes se faz. Se uma pessoa rica nos procura, temos por ela mil atenções, mil amabilidades; se é pobre, parece não haver necessidade de nos incomodar. Porém, quanto mais lastimável sua posição, mais se deve respeitar, sem nunca aumentar sua infelicidade pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;887 Jesus também disse: “Amai até mesmo os inimigos”. Porém, o amor aos inimigos não é contrário às nossas tendências naturais? A inimizade não provém da falta de simpatia entre os Espíritos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sem dúvida, não se pode ter pelos inimigos um amor terno e apaixonado; não foi o que Jesus quis dizer. Amar aos inimigos é perdoar e pagar o mal com o bem. Agindo assim nos tornamos superiores a eles; pela vingança, nos colocamos abaixo deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;888 O que pensar da esmola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O homem reduzido a pedir esmola se degrada moral e fisicamente: ele se embrutece. Numa sociedade baseada na lei de Deus e na justiça, deve-se prover a vida do fraco sem humilhação e garantir a existência daqueles que não podem trabalhar sem deixar sua vida sujeita ao acaso e à boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;888 a Vós reprovais a esmola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não; não é a esmola que é reprovável, é muitas vezes a maneira como é dada. O homem de bem que compreende a caridade, como Jesus, vai até o infeliz sem esperar que ele estenda a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira caridade é sempre boa e benevolente, tanto no ato quanto na forma. Um serviço que nos é oferecido com delicadeza tem seu valor aumentado; mas se é feito com ostentação, a necessidade pode fazer com que seja aceito, porém o coração não se sente tocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrai-vos também que a ostentação tira, aos olhos de Deus, o mérito do benefício. Jesus ensinou: “Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita”, ensinando a não ofuscar a caridade com o orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso distinguir a esmola propriamente dita da beneficência. O mais necessitado nem sempre é aquele que pede; o temor da humilhação tolhe o verdadeiro pobre, que sofre sem se lamentar; é a esse que o homem verdadeiramente humano deve procurar sem ostentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei. Lei divina pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados; a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vos esqueçais de que o Espírito, seja qual for seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnado ou no mundo espiritual, está sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior diante do qual tem esses mesmos deveres a cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sede caridosos, praticando não apenas a caridade que tira do bolso a esmola que dais friamente àquele que ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os defeitos de vossos semelhantes. Em vez de desprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede doces e benevolentes para todos que são inferiores; sede doces e benevolentes mesmo em relação aos seres mais insignificantes da criação e tereis obedecido à lei de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Vicente de Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;889 Não existem homens reduzidos a mendigos por sua própria culpa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sem dúvida; mas se uma boa educação moral lhes ensinasse a praticar a lei de Deus, não cairiam nos excessos que causam sua perdição; é daí, especialmente, que depende o melhoramento de vosso globo. (Veja a questão 707.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor maternal e filial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;890 O amor materno é uma virtude ou um sentimento instintivo comum aos humanos e animais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tanto um quanto outro. A natureza deu à mãe o amor pelos filhos no interesse de sua conservação; mas no animal esse amor está limitado às necessidades materiais e termina quando os cuidados tornam-se inúteis. No homem, ele persiste por toda a vida e comporta um devotamento e um desinteresse que são virtudes. Sobrevive até mesmo à morte e prossegue no mundo espiritual. Observai bem que há nele outra coisa a mais que no animal. (Veja as questões 205 e 385.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;891 Uma vez que o amor materno está na natureza, por que há mães que odeiam seus filhos desde o nascimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É algumas vezes uma prova escolhida pelo Espírito da criança, ou uma expiação, se ele mesmo foi um mau pai, mãe ou um mau filho em uma outra existência. (Veja a questão 392.) Em todos os casos, a mãe ruim só pode ser animada por um mau Espírito que se empenha em dificultar a existência do filho para que ele fracasse nas provas que aceitou. Mas essa violação das leis da natureza não ficará impune e o Espírito da criança será recompensado pelos obstáculos que tenha superado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;892 Quando os pais têm filhos que causam desgostos, não são perdoáveis por não terem a mesma ternura que teriam em caso contrário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, porque é um encargo a eles confiado e é sua missão fazer todos os esforços para reconduzi-los ao bem (Veja as questões 582 e 583). Além disso, esses desgostos são freqüentemente o resultado dos maus costumes que foram dados desde o berço: eles então colhem o que semearam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-2441042471956938541?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/2441042471956938541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=2441042471956938541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2441042471956938541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2441042471956938541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/lei-de-justica-amor-e-caridade-o-livro.html' title='Lei de justiça, amor e caridade - O Livro dos Espíritos'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1800087677001389952</id><published>2011-03-22T23:48:00.001-03:00</published><updated>2011-03-22T23:48:12.001-03:00</updated><title type='text'>Lei de Liberdade - O Livro dos Espíritos</title><content type='html'>Liberdade natural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;825 Há posições no mundo em que o homem pode se vangloriar de desfrutar de liberdade absoluta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, porque todos necessitam uns dos outros, tanto os pequenos quanto os grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;826 Em que condição o homem poderia desfrutar de liberdade absoluta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Na de eremita no deserto. Desde que haja dois homens juntos, há direitos a respeitar e nenhum deles tem mais liberdade absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;827 A obrigação de respeitar os direitos dos outros tira do homem o direito de ser senhor de si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De jeito nenhum, porque esse é um direito que a natureza lhe concede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;828 Como conciliar as opiniões liberais de certos homens com a tirania que, muitas vezes, eles mesmos praticam no lar e com os seus subordinados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eles têm da lei natural só a compreensão, porém contrabalançada pelo orgulho e egoísmo. Quando esses princípios não são uma comédia calculadamente representada, o homem tem a perfeita noção de como deveria agir, mas não o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;828 a Como serão considerados na vida espiritual os que procederam assim neste mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quanto mais inteligência tenha um homem para compreender um princípio, menos é desculpável por não aplicá-lo a si mesmo. Eu vos digo, em verdade, que o homem simples, mas sincero, está mais avançado no caminho de Deus do que aquele que quer parecer o que não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escravidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;829 Há homens que são, por natureza, destinados a ser propriedades de outros homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Toda sujeição absoluta de um homem a outro é contrária à lei de Deus. A escravidão é um abuso da força e desaparecerá com o progresso, como desaparecerão pouco a pouco todos os abusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ A lei humana que consagra a escravidão é contra a natureza, uma vez que iguala o homem ao irracional e o degrada moral e fisicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;830 Quando a escravidão faz parte dos costumes de um povo, os que dela se aproveitam são condenáveis, por agirem seguindo um procedimento que parece natural?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O mal é sempre o mal e todos os sofismas não farão com que uma má ação se torne boa. Mas a responsabilidade do mal é relativa aos meios de que se dispõe para compreendê-la. Aquele que tira proveito da lei da escravidão é sempre culpado da violação da lei natural; mas, nisso, como em todas as coisas, a culpa é relativa. A escravidão, tendo se firmado nos costumes de alguns povos, tornou possível ao homem aproveitar-se dela de boa-fé, como de uma coisa que parecia natural; mas a partir do momento que sua razão se mostrou mais desenvolvida e, acima de tudo, esclarecida pelas luzes do Cristianismo, demonstrando que o escravo é um ser igual diante de Deus, não há mais desculpa que justifique a escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;831 A desigualdade natural das aptidões não coloca algumas raças humanas sob a dependência de outras mais inteligentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, mas para erguê-las e não para embrutecê-las ainda mais pela escravidão. Os homens têm considerado durante muito tempo algumas raças humanas como animais de braços e mãos e se julgaram no direito de vendê-los como animais de carga. Eles acreditam possuir um sangue mais puro, insensatos que vêem apenas a matéria! Não é o sangue que é mais ou menos puro, mas o Espírito. (Veja as questões 361 e 803.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;832 Há homens que tratam seus escravos com humanidade, que não lhes deixam faltar nada e pensam que a liberdade até os exporia a piores privações; o que dizeis deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Digo que esses cuidam melhor de seus interesses. Têm também muito cuidado com seus bois e cavalos, para tirar mais proveito deles no mercado. Não são tão culpados quanto os que os maltratam, mas dispõem deles como de uma mercadoria ao impedir o direito de serem livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade de pensar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;833 Há no homem alguma coisa livre de qualquer constrangimento e da qual desfruta de uma liberdade absoluta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É pelo pensamento que o homem desfruta de uma liberdade sem limites, porque o pensamento desconhece obstáculos. Pode-se deter seu vôo, mas não aniquilá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;834 O homem é responsável por seu pensamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É responsável diante de Deus; somente Deus, podendo conhecê-lo, o condena ou o absolve segundo Sua justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade de consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;835 A liberdade de consciência é uma conseqüência da de pensar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A consciência é um pensamento íntimo que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;836 O homem tem direito de colocar obstáculos à liberdade de consciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, nem à liberdade de pensar. Pertence apenas a Deus o direito de julgar a consciência. Se os homens regulam por suas leis as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da natureza, regula as relações do homem com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;837 Qual o resultado dos obstáculos postos à liberdade de consciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Constranger os homens a agir de modo diferente do que pensam, torná-los hipócritas. A liberdade de consciência é uma das características da verdadeira civilização e do progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;838 Toda crença é respeitável mesmo que seja notoriamente falsa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Toda crença é respeitável quando é sincera e conduz à prática do bem. As crenças condenáveis são as que conduzem ao mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;839 É repreensível escandalizar na sua crença aquele que não pensa como nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É falta de caridade e ofende a liberdade de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;840 Será atentar contra a liberdade de consciência impor restrições às crenças que provocam problemas à sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Podem-se reprimir os atos, mas a crença íntima é inacessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ Reprimir os atos exteriores de uma crença quando ela ocasiona um prejuízo qualquer aos outros não é atentar contra a liberdade de consciência, porque a repressão não impede a pessoa de manter a crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;841 Deve-se, em respeito à liberdade de consciência, deixar que se propaguem doutrinas nocivas e pode-se, sem prejudicar essa liberdade, procurar trazer de volta ao caminho da verdade aqueles que se perderam ao admitir falsos princípios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Certamente que sim; e até mesmo se deve. Mas ensinai a exemplo de Jesus, pela doçura e persuasão, e não pela força, o que seria pior que a crença daquele a quem se quer convencer. Se há algo que seja permitido impor é o bem e a fraternidade. Mas não acreditamos que o meio de levá-los a admitir seja agindo com violência: a convicção não se impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;842 Todas as doutrinas têm a pretensão de ser a única expressão da verdade; como se pode reconhecer a que tem o direito de se posicionar assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Será aquela que faz mais homens de bem e menos hipócritas, ou seja, pela prática da lei de amor e de caridade em sua maior pureza e sua aplicação mais abrangente. A esse sinal reconheceis que uma doutrina é boa, já que toda doutrina que semear a desunião e estabelecer uma demarcação entre os filhos de Deus só pode ser falsa e nociva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre-arbítrio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;843 O homem tem sempre o livre-arbítrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Uma vez que tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre-arbítrio o homem seria como uma máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;844 O homem desfruta de seu livre-arbítrio desde seu nascimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Há liberdade de agir desde que haja a liberdade de fazer. Nos primeiros tempos da vida a liberdade é quase nula; ela vai evoluindo e seus objetivos mudam de acordo com o desenvolvimento das faculdades. A criança, tendo pensamentos relacionados com as necessidades de sua idade, aplica seu livre-arbítrio às escolhas que lhe são necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;845 As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer não são um obstáculo ao exercício do livre-arbítrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– As predisposições instintivas são do Espírito antes de sua encarnação; conforme é mais ou menos adiantado, podem levá-lo a praticar atos condenáveis, e ele será auxiliado nisso pelos Espíritos com essas mesmas tendências, mas não há arrebatamento irresistível quando se tem a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder. (Veja a questão 361.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;846 O organismo tem influência sobre os atos da vida? E se tem, ela não acaba anulando o livre-arbítrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Espírito está certamente influenciado pela matéria que o pode entravar em suas manifestações; eis por que, nos mundos onde os corpos são menos materiais, as faculdades se desenvolvem com mais liberdade. Porém, não é o instrumento que dá as faculdades. Além disso, é preciso separar aqui as faculdades morais das intelectuais; se um homem tem o instinto assassino, é seguramente seu próprio Espírito que o possui e o transmite, e não seus órgãos. Aquele que canaliza o pensamento para a vida da matéria torna-se semelhante ao irracional e, pior ainda, porque não pensa mais em se prevenir contra o mal, e é nisso que é culpado, uma vez que age assim por sua vontade. (Veja a questão 367 e segs. – “Influência do organismo”.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;847 A anormalidade das faculdades tira do homem o livre-arbítrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aquele cuja inteligência é perturbada por uma causa qualquer não é mais senhor de seu pensamento e assim não tem mais liberdade. Essa anormalidade é, muitas vezes, uma punição para o Espírito que, numa outra encarnação, pode ter sido fútil e orgulhoso e ter feito mau uso de suas faculdades. Ele pode renascer no corpo de um deficiente mental, como o escravizador no corpo de um escravo e o mau rico no de um mendigo. Porém, o Espírito sofreu esse constrangimento com perfeita consciência. Está aí a ação da matéria. (Veja a questão 371 e seguintes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;848 Os desatinos das faculdades intelectuais causadas pela embriaguez é desculpa para atos condenáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, porque o bêbado voluntariamente se privou de sua razão para satisfazer paixões brutais; em vez de uma falta, comete duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;849 No homem primitivo, a faculdade dominante é o instinto ou o livre-arbítrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É o instinto, o que não o impede de agir com total liberdade em certas circunstâncias; como a criança, ele aplica essa liberdade às suas necessidades e ela se desenvolve com a inteligência. Porém, como vós, sois mais esclarecidos do que um selvagem e também mais responsáveis pelo que fazeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;850 A posição social não é, algumas vezes, um obstáculo à total liberdade dos atos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O mundo tem, sem dúvida, suas exigências. Deus é justo e tudo leva em conta, mas vos deixa a responsabilidade do pouco esforço que fazeis para superar os obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatalidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;851 Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme o sentido que se dá a essa palavra, ou seja, todos os acontecimentos são predeterminados? Nesse caso, como fica o livre-arbítrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A fatalidade existe apenas na escolha que o Espírito fez ao encarnar e suportar esta ou aquela prova. E da escolha resulta uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição que ele próprio escolheu e em que se acha. Falo das provas de natureza física, porque, quanto às de natureza moral e às tentações, o Espírito, ao conservar seu livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor para ceder ou resistir. Um bom Espírito, ao vê-lo fraquejar, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir de modo a dominar sua vontade. Um Espírito mau, ao lhe mostrar de forma exagerada um perigo físico, pode abalá-lo e assustá-lo. Porém, a vontade do Espírito encarnado está constantemente livre para decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;852 Há pessoas que parecem ser perseguidas por uma fatalidade, independentemente de seu modo de agir; a infelicidade não é um destino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São, talvez, provas que devem suportar e que escolheram. Mas definitivamente não deveis acusar o destino pelo que, freqüentemente, é apenas a conseqüência de vossas próprias faltas. Nos males que vos afligem, esforçais-vos para que vossa consciência esteja pura, e já vos sentireis bastante consolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ As idéias justas ou falsas que fazemos das coisas nos fazem vencer ou fracassar de acordo com nosso caráter e posição social. Achamos mais simples e menos humilhante para o nosso amor-próprio atribuir nossos fracassos à sorte ou ao destino, e não à nossa própria falta. Se a influência dos Espíritos contribui para isso algumas vezes, podemos sempre nos defender dessa influência afastando as idéias que nos sugerem, quando são más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;853 Algumas pessoas mal escapam de um perigo mortal para logo cair em outro; parece que não teriam como escapar à morte. Não há fatalidade nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A fatalidade só existe, no verdadeiro sentido da palavra, apenas no instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um meio ou por outro, não o podeis evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;853 a Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morreremos se a hora não é chegada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, não morrereis, e sobre isso há milhares de exemplos; mas quando a hora chegar, nada poderá impedir. Deus sabe por antecipação qual o gênero de morte que terás na Terra e, muitas vezes, vosso Espírito também sabe, porque isso foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;854 Por causa da inevitável hora da morte, as precauções que se tomam para evitá-la são inúteis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não. As precauções que tomais são sugeridas para evitar a morte que vos ameaça, são meios para que ela não ocorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;855 Qual é o objetivo da Providência ao nos fazer correr dos perigos que não têm conseqüências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando vossa vida é colocada em perigo, é uma advertência que vós mesmo desejastes, a fim de vos desviardes do mal e vos tornardes melhor. Quando escapais desse perigo, ainda sob a influência do risco que passastes, refletis seriamente, conforme a ação mais ou menos forte dos bons Espíritos sobre vós para vos melhorardes. O mau Espírito, voltando a tentação (digo mau subentendendo o mal que ainda existe nele), pensa que escapará do mesmo modo a outros perigos e novamente deixa se dominar pelas paixões. Pelos perigos que correis, Deus vos lembra de vossa fraqueza e a fragilidade de vossa existência. Se examinardes a causa e a natureza do perigo, vereis que, muitas vezes, as conseqüências são a punição de uma falta cometida ou de um dever não cumprido. Deus vos adverte assim para vos recolherdes em vós mesmos e vos corrigirdes. (Veja as questões 526 e 532.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;856 O Espírito sabe por antecipação como desencarnará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sabe que o gênero de vida escolhido o expõe a desencarnar mais de uma maneira do que de outra. Sabe igualmente quais as lutas que terá de enfrentar para evitá-la e, se Deus o permitir, não fracassará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;857 Há homens que enfrentam os perigos dos combates com a convicção de que sua hora não chegou; há algum fundamento nessa confiança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Freqüentemente, o homem tem o pressentimento de seu fim, como pode ter o de que não morrerá ainda. Esse pressentimento vem por meio dos seus protetores, que querem adverti-lo para estar pronto para partir, ou estimulam sua coragem nos momentos em que é mais necessária. Pode vir ainda pela intuição que tem da existência escolhida, ou da missão que aceitou e sabe que deve cumprir. (Veja as questões 411 e 522.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;858 Por que os que pressentem a morte a temem menos que os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É o homem que teme a morte e não o Espírito; aquele que a pressente pensa mais como Espírito do que como homem: ele a compreende como sua libertação e a espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;859 Se a morte não pode ser evitada, ocorre o mesmo com todos os acidentes que nos atingem no decorrer da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Freqüentemente esses acidentes são pequenas coisas para as quais podemos vos prevenir e, algumas vezes, fazer com que as eviteis, dirigindo vosso pensamento, porque não gostamos de vos ver sofrer; mas isso é de pouca importância para a vida que escolhestes. A fatalidade, verdadeiramente, consiste apenas na hora em que deveis nascer e morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;859 a Há fatos que, forçosamente, devam acontecer e que a vontade dos Espíritos não podem afastar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, mas vós, antes de encarnar, vistes e pressentistes quando fizestes vossa escolha. Entretanto, não acrediteis que tudo o que acontece está escrito, como se diz. Um acontecimento é, muitas vezes, a conseqüência de um ato que praticastes por livre vontade, caso contrário o acontecimento não teria ocorrido. Se queimais o dedo, é conseqüência de vossa imprudência e ação sobre a matéria. Apenas as grandes dores, os acontecimentos importantes que podem influir na evolução moral, são previstos por Deus, já que são úteis para a vossa depuração e instrução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;860 O homem, por sua vontade e ações, pode fazer com que os acontecimentos que deveriam ocorrer não ocorram, e vice-versa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pode, desde que esse desvio aparente caiba na ordem geral da vida que escolheu. Depois, para fazer o bem, como é seu dever e único objetivo da vida, ele pode impedir o mal, especialmente aquele que poderia contribuir para um mal maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;861 O homem que comete um homicídio sabe, ao escolher sua existência, que se tornará um assassino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não. Sabe que, escolhendo uma determinada espécie de vida,poderá ter a possibilidade de matar um de seus semelhantes, mas não sabe se o fará porque há nele, quase sempre, uma decisão antes de cometer qualquer ação; portanto, aquele que delibera sobre uma coisa é sempre livre para fazê-la ou não. Se o Espírito soubesse antecipadamente que, como homem, deveria cometer um assassinato, é porque isso estava predestinado. Sabei que ninguém foi predestinado ao crime e todo crime, como todo e qualquer ato, é sempre o resultado da vontade e do livre-arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, confundis sempre duas coisas bem distintas: os acontecimentos materiais da vida e os atos da vida moral. Se algumas vezes existe fatalidade, é nos acontecimentos materiais cuja causa está fora de vós e são independentes de vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, esses emanam sempre do próprio homem, que sempre tem, conseqüentemente, a liberdade de escolha. Para esses atos, nunca existe fatalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;862 Existem pessoas para as quais nada sai bem e que um mau gênio parece perseguir em todas as suas ações; não está aí o que podemos chamar de fatalidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É uma fatalidade, se quiserdes chamar assim, mas é decorrente da escolha que essa pessoa fez para a presente existência, porque há pessoas que quiseram ser provadas por uma vida de decepção, para exercitar sua paciência e sua resignação. Não acrediteis, entretanto, que essa fatalidade seja absoluta; muitas vezes é o resultado do falso caminho que tomaram e que nada têm a ver com sua inteligência e suas aptidões. Aquele que deseja atravessar um rio a nado sem saber nadar tem grande probabilidade de se afogar; assim é com a maioria dos acontecimentos da vida. Se o homem somente empreendesse coisas compatíveis e de acordo com suas capacidades, quase sempre teria êxito. O que faz com que se perca é seu amor-próprio e sua ambição, que o fazem sair de seu caminho e o induzem a considerar como vocação o desejo de satisfazer certas paixões. Ele fracassa e é por sua culpa; mas, em vez de admiti-la espontaneamente, prefere acusar sua estrela. Seria melhor ter sido um bom trabalhador e ganho honestamente a vida do que ser um mau poeta e morrer de fome. Haveria lugar para todos, se cada um soubesse se colocar em seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;863 Os costumes sociais não obrigam o homem a seguir determinado caminho em vez de outro, e ele não está submetido ao controle da opinião geral na escolha de suas ocupações? O que se chama de respeito humano não é um obstáculo ao exercício do livre-arbítrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São os homens que fazem os costumes sociais e não Deus. Se a eles se submetem, é porque lhes convêm, e isso é ainda um ato de seu livre-arbítrio, uma vez que, se quisessem, poderiam libertar-se deles; então, por que se lamentar? Não são os costumes sociais que devem acusar, mas seu tolo amor-próprio, que os leva a preferir morrer de fome a abandoná-lo. Ninguém levará em conta esse sacrifício feito à opinião pública, enquanto Deus levará em conta o sacrifício que fizerem à sua vaidade. Isso não quer dizer que seja preciso afrontar essa opinião sem necessidade, como fazem algumas pessoas que têm mais originalidade do que verdadeira filosofia. Há tanto desatino em alguém se fazer objeto de crítica ou parecer um animal selvagem quanto existe sabedoria em descer voluntariamente e sem reclamar, quando não se pode permanecer no topo da escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;864 Existem pessoas para as quais a sorte é contrária, outras parecem favorecidas, pois tudo lhes sai bem; a que se deve isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Freqüentemente porque elas sabem orientar-se melhor; mas isso pode ser também um gênero de prova. O sucesso as embriaga; elas confiam em seu destino e freqüentemente acabam pagando mais tarde esses mesmos sucessos com cruéis revezes, que poderiam ter evitado com a prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;865 Como explicar a sorte que favorece certas pessoas nas circunstâncias em que nem a vontade nem a inteligência interferem? O jogo, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Alguns Espíritos escolheram antecipadamente certas espécies de prazer; a sorte que os favorece é uma tentação. Quem ganha como homem perde como Espírito; é uma prova para seu orgulho e sua cobiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;866 A fatalidade que parece marcar os destinos materiais de nossa vida seria, também, o efeito de nosso livre-arbítrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vós mesmos escolhestes vossa prova; quanto mais for rude e melhor a suportardes, mais vos elevareis. Aqueles que passam a vida na abundância e na felicidade humana são Espíritos fracos, que permanecem estacionários. Assim, o número de desafortunados ultrapassa em muito o dos felizes neste mundo, já que os Espíritos procuram, na maior parte, a prova que será mais proveitosa. Eles vêm muito bem a futilidade de vossas grandezas e prazeres. Aliás, a vida mais feliz é sempre agitada, sempre inquieta, apesar da ausência da dor. (Veja a questão 525 e seguintes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;867 De onde vem a expressão nascer sob uma boa estrela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Velha superstição que ligava as estrelas ao destino de cada homem. É uma simbologia que algumas pessoas fazem a tolice de levar a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecimento do futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;868 O futuro pode ser revelado ao homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Em princípio, o futuro é desconhecido e apenas em casos raros ou excepcionais Deus permite que seja revelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;869 Com que objetivo o futuro é oculto ao homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se conhecesse o futuro, negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade, porque seria dominado pelo pensamento de que, se uma coisa deve acontecer, não tem por que se preocupar, ou procuraria dificultar o acontecimento. Deus quis que assim fosse, para que cada um cooperasse no cumprimento das coisas, até mesmo daquelas a que gostaria de se opor. Assim, preparais, vós mesmos, freqüentemente sem desconfiar disso, os acontecimentos que sucederão no curso de vossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;870 Mas se é útil que o futuro seja oculto, por que Deus permite algumas vezes sua revelação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Permite, quando esse conhecimento prévio deva facilitar o cumprimento de algo em vez de dificultá-lo, ficando obrigado o homem a agir de modo diferente do que faria sem esse conhecimento. Além disso, é, freqüentemente, uma prova. A perspectiva de um acontecimento pode despertar pensamentos bons ou maus. Se um homem souber, por exemplo, que receberá uma herança com que não contava, pode ser que essa revelação desperte nele a cobiça, pela expectativa de aumentar seus prazeres terrestres, pelo desejo de se apossar de imediato da herança, desejando, talvez, a morte daquele que lhe deve deixar a fortuna. Ou, então, essa perspectiva pode despertar-lhe bons sentimentos e pensamentos generosos. Se a predição não se cumpre, sofrerá uma outra prova: a decepção. Mas ele não terá, por isso, mérito ou demérito pelos pensamentos bons ou maus que a expectativa do acontecimento ocasionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;871 Uma vez que Deus sabe tudo, sabe, igualmente, se um homem deve fracassar ou não numa prova? Nesse caso, qual é a necessidade dessa prova, que nada acrescentará ao que Deus já sabe a respeito desse homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É o mesmo que perguntar por que Deus não criou o homem perfeito e realizado; (Veja a questão 119.) por que o homem passa pela infância antes de atingir a idade adulta. (Veja a questão 379.) A prova não tem a finalidade de esclarecer a Deus sobre o mérito dessa pessoa, visto que sabe perfeitamente para que a prova lhe serve, mas, sim, para a deixar com toda a responsabilidade de sua ação, uma vez que é livre para fazer ou não. Tendo o homem a escolha entre o bem e o mal, a prova tem a finalidade de colocá-lo em luta com a tentação do mal e lhe deixar todo o mérito da resistência. Embora saiba muito bem, antecipadamente, se triunfará ou não, Deus não pode, em Sua justiça, puni-lo nem recompensá-lo por um ato que ainda não foi praticado. (Veja a questão 258.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ Assim acontece entre os homens. Por mais capaz que seja um estudante, qualquer certeza que se tenha de vê-lo triunfar, não se confere a ele nenhum grau sem exame, ou seja, sem prova; do mesmo modo, o juiz não condena um acusado senão por um ato consumado e não por prever que ele possa consumar esse ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais se examinam as conseqüências que resultariam para o homem se tivesse o conhecimento do futuro, mais se vê quanto a Providência foi sábia em ocultá-lo. A certeza de um acontecimento feliz o mergulharia na inércia; a de um acontecimento infeliz, no desencorajamento; tanto em um quanto em outro, suas forças estariam paralisadas. Por isso o futuro é apenas mostrado ao homem como um objetivo que deve atingir por seus esforços, mas sem conhecer o processo pelo qual deve passar para atingi-lo. O conhecimento de todos os incidentes do caminho lhe diminuiria a iniciativa e o uso de seu livre-arbítrio; ele se deixaria levar pela fatalidade dos acontecimentos, sem exercer suas aptidões. Quando o sucesso de uma coisa é assegurado, ninguém se preocupa mais com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo teórico da motivação das ações do homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;872 A questão de ter a vontade livre, isto é, o livre-arbítrio, pode se resumir assim: a criatura humana não é fatalmente conduzida ao mal; os atos que pratica não estavam antecipadamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Ele pode, como prova e expiação, escolher uma existência em que terá a sedução para o crime, seja pelo meio em que se encontre ou pelos atos em que tomará parte, mas está constantemente livre para agir ou não. Assim, o livre-arbítrio existe no estado de Espírito, com a escolha da existência e das provas, e no estado corporal, na disposição de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que estamos voluntariamente submetidos. Cabe à educação combater essas más tendências; ela o fará utilmente quando estiver baseada no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral será possível modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução, e como a higiene, que preserva a saúde e previne as doenças, modifica o temperamento. O Espírito livre da matéria, no intervalo das encarnações, faz a escolha de suas existências corporais futuras, de acordo com o grau de perfeição que atingiu, e nisso, como dissemos, consiste principalmente o seu livre-arbítrio. Essa liberdade não é anulada pela encarnação. Se cede à influência da matéria é porque fracassa nas próprias provas que escolheu, e para ajudá-lo a superá-las pode evocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos. (Veja a questão 337.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o livre-arbítrio o homem não teria nem culpa na prática do mal, nem mérito no bem; e isso é igualmente reconhecido no mundo, onde sempre se faz censura ou elogio à intenção, ou seja, à vontade; portanto, quem diz vontade diz liberdade. Eis por que o homem não pode justificar ou desculpar suas faltas atribuindo-as ao seu corpo sem abdicar da razão e da condição de ser humano para se igualar ao irracional. Se o corpo humano fosse responsável pela ação para o mal, o seria igualmente na ação para o bem. Entretanto, quando o homem faz o bem, tem grande cuidado para evidenciar o fato em seu favor, como mérito seu, e não exalta ou gratifica seus órgãos. Isso prova que, instintivamente, ele não renuncia, apesar da opinião de alguns filósofos sistemáticos, ao mais belo dos privilégios de sua espécie: a liberdade de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fatalidade, como se entende geralmente, faz supor que todos os acontecimentos da vida estão prévia e irrevogavelmente decididos, e estão na ordem das coisas, seja qual for sua importância. Se assim fosse, o homem seria uma máquina sem vontade. Para que serviria sua inteligência, uma vez que em todos os atos seria invariavelmente dominado pelo poder do destino? Uma doutrina assim, se fosse verdadeira, teria em si a destruição de toda liberdade moral; não haveria mais responsabilidade para o homem e, conseqüentemente, nem bem, nem mal, nem crimes, nem virtudes. Deus, soberanamente justo, não poderia castigar suas criaturas por faltas que não dependeram delas nem recompensá-las pelas virtudes das quais não teriam o mérito. Uma lei assim seria, além disso, a negação da lei do progresso, porque o homem que esperasse tudo do destino nada tentaria para melhorar sua posição, já que não conseguiria mudá-la nem para melhor nem para pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fatalidade não é, entretanto, uma idéia vã; ela existe na posição que o homem ocupa na Terra e nas funções que aí cumpre, por conseqüência do gênero de existência que seu Espírito escolheu como prova, expiação ou missão. Ele sofre, fatalmente, todas as alternâncias dessa existência e todas as tendências, boas ou más, que lhe são próprias; porém, termina aí a fatalidade, porque depende de sua vontade ceder ou não a essas tendências. O detalhe dos acontecimentos depende das circunstâncias que ele mesmo provoca por seus atos e sobre as quais os Espíritos podem influenciar pelos pensamentos que sugerem. (Veja a questão 459.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fatalidade está, portanto, para o homem, nos acontecimentos que se apresentam, uma vez que são a conseqüência da escolha da existência que o Espírito fez. Pode deixar de ocorrer a fatalidade no resultado dos acontecimentos, quando o homem, usando de prudência, modifica-lhes o curso. Nunca há fatalidade nos atos da vida moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na morte que o homem está submetido, de uma maneira absoluta, à implacável lei da fatalidade, porque não pode escapar da sentença que fixa o fim de sua existência, nem do gênero de morte que deve interrompê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a opinião geral, o homem possuiria todos os seus instintos em si mesmo; eles procederiam de seu próprio corpo, pelos quais não poderia ser responsável, ou de sua própria natureza, na qual pode encontrar uma desculpa, para si mesmo, dizendo que não é sua culpa, uma vez que foi criado assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Doutrina Espírita é evidentemente muito mais moral: admite no homem o livre-arbítrio em toda sua plenitude e, ao lhe dizer que, se faz o mal, cede a uma má sugestão exterior, deixa-lhe toda a responsabilidade, uma vez que reconhece seu poder de resistir, o que é evidentemente mais fácil do que lutar contra sua própria natureza. Assim, de acordo com a Doutrina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espírita, não há sedução irresistível: o homem pode sempre fechar os ouvidos à voz oculta do obsessor que o induz ao mal em seu íntimo, assim como pode fechá-los quando alguém lhe fala; pode fazer isso por sua vontade, ao pedir a Deus a força necessária e rogando a assistência dos bons Espíritos. É o que Jesus nos ensina na sublime prece do Pai Nosso: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa teoria que mostra a causa determinante dos nossos atos ressalta evidentemente de todo o ensinamento dado pelos Espíritos. Não é apenas sublime em moralidade, mas acrescentaremos que eleva o homem a seus próprios olhos. Mostra-o livre para repelir um domínio obsessor, como pode fechar sua casa aos importunos. Não é mais uma máquina que age por um impulso independente de sua vontade; é um ser racional, que escuta, julga e escolhe livremente um entre dois conselhos. Apesar disso, o homem não está impedido de agir por sua iniciativa, por impulso próprio, já que, definitivamente, é apenas um Espírito encarnado que conserva, sob o corpo, as qualidades e os defeitos que tinha como Espírito. As faltas que cometemos têm, portanto, sua origem na imperfeição de nosso próprio Espírito, que ainda não atingiu a superioridade moral que terá um dia, mas que nem por isso tem seu livre-arbítrio limitado. A vida encarnada lhe é dada para se depurar de suas imperfeições pelas provas que passa, e são precisamente essas imperfeições que o tornam mais fraco e acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que aproveitam para se empenhar em fazê-lo fracassar na luta. Se sai vencedor, eleva-se; se desperdiça a oportunidade e fracassa, permanece o que era, nem pior, nem melhor: é uma prova que terá de recomeçar, e isso pode durar muito tempo. Quanto mais se depura, mais seus pontos fracos diminuem e menos se expõe àqueles que procuram incitá-lo ao mal; sua força moral cresce em razão de sua elevação e os maus Espíritos se afastam dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raça humana é constituída tanto de Espíritos bons quanto de maus, que estão encarnados neste planeta, e como a Terra é um dos mundos menos avançados, nela se encontram mais Espíritos maus do que bons; por isso há tanta perversidade aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos, portanto, todos os esforços para não voltarmos aqui após essa existência e merecermos ser admitidos num mundo melhor, num desses mundos privilegiados onde o bem reina absoluto, e lembraremos de nossa passagem pela Terra apenas como um exílio temporário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1800087677001389952?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1800087677001389952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1800087677001389952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1800087677001389952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1800087677001389952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/lei-de-liberdade-o-livro-dos-espiritos.html' title='Lei de Liberdade - O Livro dos Espíritos'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-6241744205720135423</id><published>2011-03-22T06:46:00.002-03:00</published><updated>2011-03-22T23:35:55.913-03:00</updated><title type='text'>A Lei de Igualdade - O Livro dos Espíritos</title><content type='html'>Igualdade natural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;803 Todos os homens são iguais diante de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, todos tendem ao mesmo objetivo e Deus fez suas leis para todos. Muitas vezes, dizeis: “O Sol nasce para todos”e dizeis aí uma verdade maior e mais geral do que pensais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ Todos os homens são submissos às mesmas leis da natureza; todos nascem com a mesma fraqueza, sujeitos às mesmas dores, e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Portanto, Deus não deu a nenhum homem superioridade natural nem pelo nascimento, nem pela morte: todos são iguais diante de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desigualdade das aptidões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;804 Por que Deus não deu as mesmas aptidões a todos os homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deus criou todos os Espíritos iguais; mas, como cada um viveu mais ou menos, conseqüentemente, adquiriu maior ou menor experiência; a diferença está na experiência e na vontade, que é o livre-arbítrio. Daí uns se aperfeiçoarem mais rapidamente do que outros, o que lhes dá aptidões diversas. A variedade dessas aptidões é necessária, para que cada um possa concorrer com os desígnios da Providência no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um não pode ou não sabe fazer o outro faz; é assim que cada um tem o seu papel útil. Depois, todos os mundos sendo solidários uns com os outros, é natural que habitantes de mundos superiores, na sua maioria criados antes do vosso, venham aqui habitar para dar o exemplo. (Veja a questão 361.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;805 Ao passar de um mundo superior a outro inferior, o Espírito conserva a integridade das faculdades adquiridas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, já dissemos, o Espírito que progrediu não regride; pode escolher, no estado de Espírito, um corpo mais grosseiro ou uma posição mais precária do que a anterior, mas tudo isso deve sempre lhe servir de ensinamento e ajudá-lo a progredir. (Veja a questão 180.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ Assim, a diversidade das aptidões entre os homens não tem relação com a natureza íntima de sua criação, mas do grau de aperfeiçoamento que tenha alcançado como Espírito, durante as várias encarnações. Deus, portanto, não criou a desigualdade das faculdades ou aptidões, mas permitiu que Espíritos de diferentes graus de desenvolvimento mantivessem permanente contato, a fim de que os mais avançados pudessem ajudar o progresso dos mais atrasados e também para que os homens, tendo necessidade uns dos outros, praticassem a lei de caridade que deve uni-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desigualdades sociais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;806 A desigualdade das condições sociais é uma lei da natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não. É obra do homem e não de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;806 a Essa desigualdade desaparecerá um dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Apenas as Leis de Deus são eternas. Vós não vedes essa desigualdade se apagar pouco a pouco todos os dias? Desaparecerá juntamente com o predomínio do orgulho e do egoísmo, apenas restará a diferença do merecimento. Chegará o dia em que os membros da grande família dos filhos de Deus não se olharão como de sangue mais ou menos puro, porque apenas o Espírito é mais ou menos puro, e isso não depende da posição social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;807 O que pensar dos que abusam da superioridade de sua posição social para oprimir o fraco em seu proveito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Esses se lamentarão: infelizes deles! Serão por sua vez oprimidos: renascerão numa existência em que suportarão tudo o que fizeram os outros suportar. (Veja as questões 273 e 684.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desigualdade das riquezas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;808 A desigualdade das riquezas não tem origem na desigualdade das aptidões, que dá a uns maiores meios de aquisição do que a outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim e não; e da astúcia e do roubo, que me dizeis vós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;808 a Mas a riqueza herdada, portanto, não é fruto das más paixões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que sabeis disso? Voltai à origem dela e vereis que nem sempre é pura. Sabeis lá se no princípio não foi fruto de roubo ou de injustiça? Porém, além da origem, que pode não ser boa, acreditais que a cobiça da riqueza, mesmo da bem adquirida, os desejos secretos que se concebem para possuí-la o mais rapidamente possível sejam sentimentos louváveis? É isso que Deus julga e vos asseguro que esse julgamento é mais severo do que o dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;809 Se uma riqueza foi mal adquirida, os que a herdam mais tarde são responsáveis por isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sem dúvida, eles não são responsáveis pelo mal que outros fizeram, principalmente porque ignoram o fato; mas convém saber que a riqueza, muitas vezes, chega às mãos de um homem apenas para lhe favorecer a ocasião de reparar uma injustiça. Felizes os que compreenderem isso! Ao fazer justiça em nome daquele que cometeu a injustiça, a reparação será levada em conta para ambos, porque, muitas vezes, quem cometeu a injustiça é que inspira essa ação aos herdeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;810 Sem se afastar da legalidade, qualquer um pode dispor de seus bens de uma maneira mais ou menos justa. É responsável, depois de sua morte, pelas disposições que haja feito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Toda ação tem seus frutos; os frutos das boas ações são doces; os outros são sempre amargos. Entendei bem isso, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;811 A igualdade absoluta das riquezas é possível e alguma vez já existiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, ela não é possível. A diversidade das faculdades e do caráter entre os homens se opõe a essa igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;811 a Entretanto, há homens que acreditam que aí está o remédio para os males da sociedade; que dizeis disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– São posições sistemáticas ou ambições ciumentas; eles não compreendem que a igualdade com que sonham seria logo rompida pela força das coisas. Combatei o egoísmo, que é a vossa praga social, e não procureis fantasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;812 Se a igualdade das riquezas não é possível, ocorre o mesmo com o bem-estar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, porque o bem-estar é relativo e cada um poderia dele desfrutar, se o entendesse bem, já que o verdadeiro bem-estar é empregar o tempo ao seu gosto e não em trabalhos para os quais não se sente nenhum prazer; e como cada um tem aptidões diferentes, não haveria nenhum trabalho útil por fazer. O equilíbrio existe em tudo, é o homem que quer alterá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;812 a Os homens poderão se entender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Os homens se entenderão quando praticarem a lei da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;813 Há pessoas que passam privação e miséria por sua culpa; a sociedade pode ser responsável por isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, já o dissemos: ela é muitas vezes a principal causa dessas situações; aliás, não é de sua responsabilidade cuidar da educação moral dos seus membros? É, muitas vezes, a má-educação que os levou a falsear o julgamento em vez de sufocar neles as tendências nocivas. (Veja a questão 685.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provas de riqueza e de miséria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;814 Por que Deus deu a uns riquezas e poder e a outros a miséria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para experimentar cada um de maneiras diferentes. Aliás, vós já o sabeis, essas provas foram os próprios Espíritos que escolheram e, muitas vezes, nelas fracassam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;815 Qual das duas provas é a mais terrível para o homem, a miséria ou a riqueza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tanto uma como outra; a miséria provoca a lamentação contra a Providência; a riqueza estimula todos os excessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;816 Se o rico tem mais tentações, não tem também mais meios de fazer o bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É justamente o que nem sempre faz; torna-se egoísta, orgulhoso e insaciável. Suas necessidades aumentam com a riqueza e ele acredita nunca ter o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ Neste mundo tanto as posições de destaque quanto a autoridade sobre seus semelhantes são provas tão arriscadas e difíceis para o Espírito quanto a miséria. Quanto mais se é rico e poderoso, mais se tem obrigações a cumprir e maiores são as possibilidades de fazer o bem e o mal. Deus experimenta o pobre pela resignação e o rico pelo uso que faz de seus bens e de seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A riqueza e o poder despertam todas as paixões que nos ligam à matéria e nos afastam da perfeição espiritual; é por isso que Jesus ensinou: “Em verdade vos digo que é mais fácil um camelo1 passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. (Veja a questão 266.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualdade dos direitos do homem e da mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;817 O homem e a mulher são iguais diante de Deus e têm os mesmos direitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim; Deus deu a ambos a compreensão do bem e do mal e a capacidade de progredir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;818 De onde vem a inferioridade moral da mulher em alguns países?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Do domínio injusto e cruel que o homem impôs sobre ela. É um resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Para os homens pouco avançados, do ponto de vista moral, a força faz o direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;819 Com que objetivo a mulher é mais fraca fisicamente do que o homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para assinalar suas funções diferenciadas e particulares. Ao homem cabem os trabalhos rudes, por ser mais forte; à mulher, os trabalhos mais leves, e ambos devem se ajudar mutuamente nas provas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;820 A fraqueza física da mulher não a coloca naturalmente sob a dependência do homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deus deu a uns a força para proteger o fraco, e não para que lhes imponham seu domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ Deus apropriou a organização de cada ser às funções que deve realizar. Se deu à mulher menos força física, dotou-a, ao mesmo tempo, de uma maior sensibilidade em relação à delicadeza das funções maternais e a fraqueza dos seres confiados aos seus cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;821 As funções às quais a mulher é destinada pela natureza têm importância tão grande quanto as do homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, e até maiores; é ela quem dá ao homem as primeiras noções da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;822 Ambos, sendo iguais diante da lei de Deus, devem ser também diante da lei dos homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É o primeiro princípio de justiça: não façais aos outros o que não quereis que vos façam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;822 a Assim, uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos entre o homem e a mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De direitos, sim; de funções, não. É preciso que cada um esteja no seu devido lugar; que o homem se ocupe do exterior e a mulher do interior, cada um de acordo com sua aptidão. A lei humana, para ser justa, deve consagrar a igualdade dos direitos entre o homem e a mulher; todo privilégio concedido a um ou a outro é contrário à justiça. A emancipação da mulher segue o progresso da civilização, sua subjugação marcha com a barbárie. Os sexos, aliás, existem apenas no corpo físico; uma vez que os Espíritos podem encarnar em um ou outro, não há diferença entre eles nesse aspecto e, conseqüentemente, devem desfrutar dos mesmos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualdade diante do túmulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;823 De onde vem o desejo do homem de perpetuar sua memória com monumentos fúnebres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Último ato de orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;823 a Mas a suntuosidade dos monumentos fúnebres, muitas vezes, não é feita pelos parentes que desejam honrar a memória do falecido e não pelo próprio falecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Orgulho dos parentes que desejam glorificar a si mesmos. Nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações: é por amor-próprio, pelo mundo e para ostentar riqueza. Acreditais que a lembrança de um ser querido seja menos durável no coração do pobre, porque só pode colocar uma flor no túmulo do seu parente? Acreditais que o mármore salva do esquecimento aquele que foi inútil na Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;824 Reprovais de modo absoluto a pompa dos funerais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não; quando honram a memória de um homem de bem, é justa e um bom exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;☼ O túmulo é o local de encontro de todos os homens; ali terminam definitivamente todas as distinções humanas. É em vão que o rico tenta perpetuar sua memória nos monumentos grandiosos; o tempo os destruirá, como o corpo. Assim quer a natureza. A lembrança de suas boas e más ações será menos duradoura do que seu túmulo; a pompa dos funerais não o limpará de suas torpezas e não o fará subir um só degrau na hierarquia espiritual. (Veja a questão 320 e seguintes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camelo: ao tempo de Jesus, as cordas de amarrar navios eram feitas de pêlos de camelo e eram conhecidas como camelo (N. E.).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-6241744205720135423?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/6241744205720135423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=6241744205720135423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6241744205720135423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6241744205720135423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/igualdade-e-branca.html' title='A Lei de Igualdade - O Livro dos Espíritos'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8581161181488621817</id><published>2011-03-20T22:34:00.001-03:00</published><updated>2011-03-21T07:16:02.404-03:00</updated><title type='text'>A Conversa</title><content type='html'>&lt;i&gt;"el que siembra su maiz, que se coma su pilon" (Son)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu para ensinar alguém. Justamente eu, que cometo erros e mais erros em minha vida. Mas vão umas dicas aqui do meu mentor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Tem momentos em que duas pessoas brigam. Isso tem para todo lado. E tem sempre um dos lados que deseja a reconciliação. E pode ter no outro lado quem não deseja ficar de bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que deseja fazer as pazes, uma boa notícia, você está certo e caso a outra pessoa não queira, tenha paciência, mas saiba que ganhou um ponto positivo com o Pai. Quanto mais sincera e evangelizada seja a sua vontade, desinteressadamente, maior seu mérito. Quanto mais você respeitar a decisão do próximo de não se reconciliar, melhor. Falar mal não é respeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que não deseja a paz, que fecha a porta e ignora o anseio de conciliar, você deve ter suas razões, é possível entendê-lo. Mas esta atitude faz sentido quando o outro lado te ameaça. Se isso ocorrer, ok. Se não, reveja se não há um pouco de &lt;b&gt;vingança em seus sentimentos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Deixar o cônjuge falar é importante. Muitas vezes a falavra vai sendo sufocada durante anos. Uma amiga minha precisa falar, quer falar, mas o marido não a escuta, não quer escutar. Ele prefere "discutir por discutir, só pra ganhar a discussão". Parece minha mãe sofrendo com o meu pai... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale sempre a pena ouvir a quem se ama. Se o nosso amor não puder falar conosco, se não pudermos acolhe-lo, se não pudermos ajudá-lo, &lt;b&gt;a quem ele recorrerá?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita vez somos aquele que dita as regras do casal. Não ouvimos com o coração nosso par. Imagina ouvir com o coração o que o outro tem a dizer. Temos que estimular o outro a dizer com liberdade, sem repressão. Bloquear, reprimir, limitar só fará com que a pessoa não consiga mais colocar para fora seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-a falar, mesmo que fale bobagens. Procure mais do que as palavras que ela disse. Procure os sentimentos que estão por trás delas, a verdadeira reclamação, legítimo apelo. &lt;b&gt;Pode ser que ela esteja querendo dizer algo que vai salvar a relação, não po-la em risco.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Quando queremos falar algo a alguém, nós devemos filtrar e realmente dizer aquilo que seja verdadeiro. Devemos sempre pensar bem nas críticas, ver se elas levam a algum lugar. Pode ser que mais de 80% sejam infundadas, mas no fundo do coração, os 20% são justos e são o que resolvem de fato a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de irmos nos justificando com oitenta, que trabalhemos os vinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurar ser claro e breve, carinhoso e acolhedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem filhos, independente de desejarem permanecer casados ou não, os pais têm obrigação de procurarem o diálogo, &lt;b&gt;devem este esforço aos filhos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário um casal estabelecer, antes de falar, &lt;b&gt;o ambiente&lt;/b&gt; que eles terão para se entenderem. Amor, paz, compreensão, ajuda mútua, ouvir com o coração, ombro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro tem o direito de falar. Vale para ambos. E temos o dever de ouvir e procurar entender bem onde a pessoa quer chegar com aquilo, &lt;b&gt;quais são os seus medos, quais são as suas dúvidas&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes gostamos de exemplificar do que teorizar. E com isso usamos um exemplo prático, achando que isso nos faz entender, mas ao contrário, confunde mais. Dizer "não quero que você saia com suas amigas" é limitado e agressivo, não resolve nada. Dizer "você é linda e tenho medo que suas amigas te estimulem que você me traia, mesmo sabendo que você não faria isso me deixa mal" já é um grande começo. Coloque seus verdadeiros medos para fora, &lt;b&gt;não tenha medo disso&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo destas premissas buscar o diálogo com a finalidade do respeitoso entendimento, &lt;b&gt;dentro da lei do amor&lt;/b&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8581161181488621817?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8581161181488621817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8581161181488621817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8581161181488621817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8581161181488621817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/conversa.html' title='A Conversa'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-3692858757008962805</id><published>2011-03-17T08:39:00.003-03:00</published><updated>2011-03-17T23:58:11.538-03:00</updated><title type='text'>Escutar e dar a chance do outro falar</title><content type='html'>Quantas vezes nós nos pegamos acreditando em fantasmas que não existem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes olhamos o nosso próximo e temos medo dele fazer algo contra nós e depois descobrimos que isso foi um engano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes vimos nossa opinião mudar ao longo do tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, o outro tem direitos iguais aos nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, um dia o outro resolve conversar com a gente. Conversar é uma coisa positiva, mas infelizmente rara. Provavelmente ele teve que romper barreiras para estar conosco, procurando se abrir. Valorizemos isso, valorizemos este esforço de nosso próximo de nos buscar para conversar, independente do que ele vai falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes ele vai falar de seus medos. Medos não são baseados em virtudes, mas nos defeitos. Medos são sentimentos que devemos colocar para fora para que possamos compreendê-lo e ir afastando-os. Medos são normalmente companheiros de nossas vidas, temos que conviver bem com eles, nunca sufocá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o nosso próximo vem conversar conosco sobre seus medos. Duplo jubilo, pois ele vai falar e e vai tentar lidar com os seus medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponha que o nosso próximo venha falar sobre algo que ele teme que nós façamos. Ou seja, nós é que estamos provocando medo nele. "Eu tenho medo de você ser um pai relapso", "acho que você nunca vai tomar jeito", "você já casou duas vezes, acho que vai me largar também", "tenho medo de você não me pagar o que me deve"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes a pessoa não fala em medo, mas é medo. Normalmente a pessoa que disfarça o medo diz: você é assim e ponto. Afirma como se fosse verdade, mas na verdade é só uma suposição, pois atrás disso tem o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, como dissemos acima, os medos não se justificam, são parciais e não refletem a realidade daquele (ou da situação) que temos medo. Portanto, quando alguém fala de nós e do que tem de receios, normalmente chuta a bola na arquibancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que fazer com quem bate à nossa porta para se abrir para falar dos seus medos e o problema somos nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir pacientemente, conversar educadamente, manter a calma, ir esclarecendo as coisas, procurar identificar a dúvida da pessoa, não se ofender, acalmá-la em relação ao medo indevido, reconhecer seus erros quando realmente existirem, procurar ser claro e firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil tudo isso, porém é o santo remédio. Imagine esta pessoa passar anos sem falar conosco do seus medos, pensando coisas equivocadas sobre nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitemos este grande momento com alegria. Dá um frio na barriga, mas com respeito e com amor, é hora da cirurgia que aliviará os dois lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes isso vai acontecer na vida de um casal? Um milhão de vezes. É bom aprendermos isso não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saibamos que ao final de falar de seus medos, depois de conversarmos, o nosso próximo já não pensará mais do mesmo jeito que pensava antes, já vai dissipando as nuvens. Vale a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-3692858757008962805?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/3692858757008962805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=3692858757008962805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3692858757008962805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3692858757008962805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/escutar-e-dar-chance-do-outro-falar.html' title='Escutar e dar a chance do outro falar'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-4465434253870837572</id><published>2011-03-16T07:49:00.000-03:00</published><updated>2011-03-16T07:49:31.294-03:00</updated><title type='text'>Diferença entre o Elogio e o Reconhecimento</title><content type='html'>A nossa sociedade coloca o reconhecimento e o elogio como sinônimos, mas não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogio é algo rasteiro, superficial, que dizemos a uma pessoa para deixá-la bem. É a bajulação. Quando elogiamos o nosso tiro é diretamente no orgulho da pessoa. O elogio não ajuda a pessoa elogiada. Se ela acreditar no elogio, ela se enganará também. O elogio nos tira da realidade e nos colocar em zona de risco. Normalmente o elogio não tem lastro e vem acompanhado de "você é o máximo", "o melhor de todos" e outras frases sem conteúdo nenhum que não reconhecem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o reconhecimento é mais profundo, pois entramos num estado de entendimento, de compreensão, de lucidez, vivenciando o momento e nos dirigimos a reconhecer de fato e de direito o que uma pessoa fez. Com isso, provocamos nesta pessoa um convite a entrar neste estado de entendimento, o que provoca nela um reconhecimento sobre si mesma, que a auxilia em sua reforma íntima. Se o elogio se endereça ao orgulho, o reconhecimento se endereça à humildade, ou seja ao coração da pessoa. Ser humilde não é se rebaixar ao máximo, mas sim buscar quem realmente somos, nem a mais, nem a menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para sentir quando elogiamos e quando reconhecemos, é só começar a exercitar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como é possível sentir quando reconhecem um trabalho nosso e quando nos elogiam por elogiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma maneira de reconhecer algo de uma pessoa é dizer o que aquilo que ela fez realmente significou dentro de si e tirar dali uma simples verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elogio são fogos de artifício que logo somem no ar depois de grandiosa aparição. O reconhecimento é um sol brilhando dentro de uma região sombria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elogio não impulsiona a pessoa por muito tempo. O reconhecimento é pedra firme que a pessoa pisará por toda sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;No dicionário já dá para sentir a enorme diferença:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significado de Elogio&lt;br /&gt;s.m. Discurso em louvor de alguém: elogio acadêmico.&lt;br /&gt;Louvor: fazer elogios a alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significado de Reconhecimento&lt;br /&gt;s.m. Ato ou efeito de reconhecer: reconhecimento de um direito.&lt;br /&gt;Lembrança de um benefício, gratidão por ele: testemunhar reconhecimento.&lt;br /&gt;Declaração, confissão: reconhecimento de uma falta.&lt;br /&gt;Exame, verificação: reconhecimento de um terreno.&lt;br /&gt;Dir. Ato pelo qual se admite a existência de uma obrigação: reconhecimento de dívida.&lt;br /&gt;Ato pelo qual se reconhece um governo legalmente constituído.&lt;br /&gt;Militar Operação para obter informações sobre o inimigo em determinada zona.&lt;br /&gt;Psicologia O fato de reconhecer o passado como passado: a memória admite a reprodução, o reconhecimento e a localização daquilo de que se recorda.&lt;br /&gt;Falso reconhecimento, paramnésia de caráter patológico que se distingue por isto mesmo da ilusão do já visto.&lt;br /&gt;Reconhecimento de firma, de assinatura, ato pelo qual se afirma a autenticidade de uma assinatura.&lt;br /&gt;Reconhecimento de filho, ato pelo qual os pais reconhecem um filho natural.&lt;br /&gt;Reconhecimento de utilidade pública, ato administrativo pelo qual se concede estatuto privilegiado a uma associação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-4465434253870837572?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/4465434253870837572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=4465434253870837572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/4465434253870837572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/4465434253870837572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/diferenca-entre-o-elogio-e-o.html' title='Diferença entre o Elogio e o Reconhecimento'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8624569676884346371</id><published>2011-03-15T07:22:00.001-03:00</published><updated>2011-11-15T10:09:43.738-02:00</updated><title type='text'>Falar de mim</title><content type='html'>Falar de mim é bem diferente de falar dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falo de mim, falo de coisas que estão dentro de mim. Se eu consigo já falar de meus sentimentos, eles são tão verdadeiros, mesmo que sejam defeitos, que a pessoa que me ouve fica tocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falo de meus sentimentos, é muito difícil que a pessoa que me ouve me ataque, me critique. Falar de mim é tão genuíno, tão puro e tão verdadeiro, que quem me ouve parece perceber o que eu sinto - e respeita isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso falar dos outros, mas isso será muito agressivo, pois o é quando falam do que eu sinto, penso e sou. Nas escolas de aprendizes devo ensinar sempre, como dirigente ou expositor, que devemos falar de nós, dar o nosso testemunho, não falar dos outros, não criticar os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém me agride eu falo do que eu senti, de como eu me senti. Isso melhor situa a "discussão" de uma maneira melhor do que eu dizer que pessoa que me agrediu é isso ou aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de mim é respeitar o outro. É respeitar a mim mesmo. Falar de mim é a única coisa que eu posso falar com propriedade, ou muito perto disso, se eu falar principalmente do que realmente senti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo de mim, pois assim não falo do meu próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma postura desta eu posso ajudar ao próximo de que maneira? Se eu não posso dizer para a pessoa que ela é isso e isso e isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu for incentivar, não vou afirmar que a pessoa é assim ou assado. Taxar os outros, mesmo num comentário positivo, é restringir a pessoa a um limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou nada que possa ser taxado. Meu próximo tão pouco é. Taxar os outros é apequenar o que os outros são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimentos não são para serem empacotados para presente. Sentimentos são o que são e a vida é o que é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8624569676884346371?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8624569676884346371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8624569676884346371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8624569676884346371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8624569676884346371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/falar-de-mim.html' title='Falar de mim'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-2963657376885543495</id><published>2011-03-15T00:54:00.001-03:00</published><updated>2011-03-15T06:00:47.404-03:00</updated><title type='text'>Estar à disposição</title><content type='html'>&lt;i&gt;"E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça?" (Saulo de Tarso em Atos dos Apóstolos 9:6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (Jesus no Evangelho segundo João 4:34).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem muitas delongas, tenho me colocado à disposição de Deus para realizar o bem às pessoas ao meu redor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciando por mim, pois para me fazer o bem eu preciso me disciplinar, me respeitar e não me boicotar (por exemplo, claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que estão ao meu redor vale o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ouvir sem julgar. Procurar entender o que as pessoas estão falando. Buscar sentir o sentimento delas. Olhar nos olhos, estar junto. A pessoa tem direitos iguais aos meus. Eu gostaria de ser acolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A boa palavra auxilia sempre. Buscar no alto a boa inspiração para falar o que mais a pessoa precisa. Estar à disposição é se entregar ao bem, deixando que o mentor daquela pessoa se manifeste. O compromisso é com este anjo que fala e que nós somos os carteiros. Muitas vezes os mentores falam com muita firmeza, pois a pessoa precisa. Ou falam com extremo amor. De qualquer maneira, os mentores nunca passam raiva, ódio, violência. Sempre será algo que proporcione o  crescimento. Não exagerar no falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Sempre há tempo de ajudar à alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Estar atento ao lado e si mesmo. Buscar com os olhos a oportunidade de auxílio vindo em nossa direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. As ajudas que podemos dar são sempre à conta gotas. Ter paciência e respeitar o limite do próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Quando agradecerem, oriente que agradeçam a Deus e ao mentor da pessoa. É a mais pura verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Orar pelos necessitados que bateram à nossa porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Quando alguém se abre, é como entrar na casa da pessoa e sentar no seu sofá. Muito respeito ao nosso anfitrião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Não permitir que a euforia de auxiliar ao próximo tome conta, impedindo de auxiliarmos devidamenete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Esquecer o bem que fizemos, pois muitas outras coisas temos que fazer. Não há tempo para se vangloriar ou sustentar posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu estaja verdadeiramente à Sua disposição todos os dias de minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-2963657376885543495?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/2963657376885543495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=2963657376885543495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2963657376885543495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2963657376885543495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/estar-disposicao.html' title='Estar à disposição'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-2638958394468139295</id><published>2011-03-12T07:57:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T08:02:28.029-03:00</updated><title type='text'>A Felicidade - By Zaki</title><content type='html'>"O que eu quero eu não tenho&lt;br /&gt;O que eu não tenho eu quero ter&lt;br /&gt;Não posso ter o que eu quero&lt;br /&gt;E acho que isso não tem nada a ver"&lt;br /&gt;(Renato Russo e Felipe Lemos em Conexão Amazônica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta do punk descrita no verso acima é muito mais freqüente conosco e com o nosso redor do que imaginamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum ficarmos tristes. Em algumas situações da vida podemos ficar abatidos. Em raros momentos da existência na carne podemos até entrar em depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza é uma enfermidade em nossas almas que precisamos curar. Em mais de 90% dos casos de tristeza que temos são infundados. Ou seja, ficamos tristes por coisas que não deveríamos ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cultura cubana, ao contrário da nossa, as pessoas não se permitem a pensamentos de tristeza tão facilmente. Com isso, o cubano resolve grande parte dos seus problemas assim: não vou ganhar nada ficando triste e choramingas, bola pra frente. Mas lá, com esta "não permissão" de se sentir triste, causa efeitos colaterais, pois quando existe os casos de depressão, nem a pessoa que está passando, nem seus amigos sabem como lidar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos todos buscando a felicidade, como uma coisa que vem de fora de nós, uma coisa que nunca chega. Normalmente entendemos que a felicidade está nas coisas idealizadas que não temos. Mas a felicidade não é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade é o nosso caminhar sobre a vida. Ser feliz é aceitar e ter alegria com o que tem. Com o corpo que tem, com a família, trabalho, amigos, atividades espirituais... Felicidade é o como fazemos as coisas, não as coisas que temos. Felicidade é SER e não TER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que optemos pela felicidade todos os dias, agradecendo a Deus pela vida, estando encarnados ou não, pelas oportunidades de aprendizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saibamos sempre valorizar o que temos. Sempre existe uma situação, de outras pessoas, a qual não suportaríamos. Não existe o caso do aluno que desperta quando sua caravana visita os lares de uma favela? E muitas vezes aquele favelado vive com alegria com o pouquíssimo que tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe para aqueles que possuem muitas coisa e veja que algumas vezes eles não são felizes. Procure separar uma coisa da outra. Ter as coisas é uma coisa, ser feliz é outra. Observe que sentimentos podem estar junto de nós quando desejamos TER as coisas (casamento, casa, viagens, carros, dinheiro, beleza...): os sentimentos podem ser de inveja, cobiça, posse, ingratidão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que possamos entender que, após muito suor para conquistar as coisas materiais, ou posições, que isso realmente pode não nos trazer a verdadeira felicidade (que é pautada nas virtudes, não nos defeitos). E se por orgulho e egoísmo ficamos "felizes" em termos as coisas, com o tempo esta "felicidade" some e nos sentimos vazios. O que pode nos levar à depressão e à busca de termos mais coisas para sentirmos de novo aquela "felicidade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe para as pessoas que realmente são felizes. Vejam que são simples e desapegadas. Veja como são carinhosas com cada grama que possuem. Vamos seguí-las.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-2638958394468139295?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/2638958394468139295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=2638958394468139295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2638958394468139295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2638958394468139295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/felicidade-by-zaki.html' title='A Felicidade - By Zaki'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-3077881711621042943</id><published>2011-03-11T09:59:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T09:59:31.938-03:00</updated><title type='text'>Desprendimento - By Zaki</title><content type='html'>Na vida estamos condenados a nascer e morrer, diz o ditado. Mas amplio, estamos condenados a perder alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nascemos em árvores. Um bebe não se cria, alguém cuida dele. Sempre temos alguém junto de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo momento chega a hora de uma pessoa ir. A morte de parente ou entes queridos é algo que devemos respeitar dentro de nós, respeitar os nossos sentimentos, mesmo que seja o sentimento de alívio (quando após doloroso sofrimento a pessoa se vai).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar a morte, a separação, aceitar o sofrimento que a pessoa passou, aceitar os nossos sentimentos. Tudo isso faz parte do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos nos educar a perder, colocar isso em nosso planejamento mental para a vida. Ficar preso à alguém ou a uma situação nos leva a grande obsessões (como agentes ou como quem a sofre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrar da vontade do Pai na hora do sofrimento é algo que nos fará bem. Nos ligar ao mentor também auxilia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esquecemos logo a quem perdemos, quando é uma pessoa amada, num prazo menor de 2 anos, a cicatriz não estará totalmente curada. Se demoramos mais de 4 anos, é por que criamos uma certa enfermidade psicológica. Ir administrando isso é importante, é um respeito de que fazemos a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte é uma renovação de vida e isso é sempre saudável. A vida nos empurra, mas podemos ajudá-la um pouco. Um esforço nosso de se arriscar no novo nos fará sempre muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pedir ajuda aos amigos, se aconchegar nos colos dos outros, abraçar bastante, chorar no ombro, sorrir, ter contato com a natureza, criar novas rotinas, mudar o visual, mudar de hábitos... Isso tudo ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando sentir saudades, senti-la, não alimentá-la, mas não sufocá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar sempre a alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-3077881711621042943?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/3077881711621042943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=3077881711621042943' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3077881711621042943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3077881711621042943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/desprendimento-by-zaki.html' title='Desprendimento - By Zaki'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-7344076652576103885</id><published>2011-03-11T09:33:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T09:33:58.993-03:00</updated><title type='text'>Desprendimento - Emmanuel</title><content type='html'>Emmanuel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém dissesse aos nossos antepassados, na Vida Física, que eles não eram donos absolutos das posses que usufruíam, responderiam com a revolta e a zombaria, assinalando-lhes as palavras.&lt;br /&gt;E, se acrescentássemos que eram eles simplesmente usufrutuários das propriedades de que se supunham senhores, não acreditariam, prosseguindo na mesma atitude de negação.&lt;br /&gt;                                                                     *&lt;br /&gt;Isso, porém, não invalidaria a realidade, porquanto, eles todos, em momento certo, foram compelidos a transferir patrimônios que retinham a outras mãos.&lt;br /&gt;                                                                     *&lt;br /&gt;A reflexão em torno disso, pode auxiliar extensamente aos nossos companheiros atuais, em estágio no mundo, porquanto estariam razoavelmente acordados para as Leis que regem a vida. &lt;br /&gt;                                                                     *&lt;br /&gt;Admitamos ou não a força desses fatos, a verdade é que todos nós – os espíritos, em evolução , na Terra – quando no regime da reencarnação, recebemos os bens de que nos servimos, por empréstimos da Providência Divina, que, através deles, não somente nos propicia os benefícios da experiência nos aprendizados do cotidiano, mas também deles se vale para examinar a altura de nossos sentimentos, a nossa criatividade no trabalho, o nosso amor ao desprendimento, em auxílio dos outros, e a nossa capacidade de administração.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;((Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Hora Certa" - Edição GEEM)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-7344076652576103885?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/7344076652576103885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=7344076652576103885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7344076652576103885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7344076652576103885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/desprendimento-emmanuel.html' title='Desprendimento - Emmanuel'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-51581202664397481</id><published>2011-03-11T09:19:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T09:19:51.705-03:00</updated><title type='text'>Me abrir</title><content type='html'>Faz tempo que tenho recebido a orientação de me abrir, de falar com alguém sobre o que eu sinto. E ontem eu o fiz e me fez bem, me ajudou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me fez refletir sobre questões que eu normalmente passaria por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a aceitação de como as coisas são, de que eu não tenho controle sobre o outro. Mas também não tenho total controle sobre mim mesmo. Ou seja, numa situação de estiramento, melhor que eu fique no estaleiro por um tempo, me recuperando. Não dá para apressar o rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relendo meus post anteriores, percebo que nunca me faltou esperanças das coisas ficarem bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi um dia em que quis elaborar mais um pouco os meus sentimentos. Me sinto bem melhor. Reconheço que devo me esforçar diariamente para me equilibrar, me reformar, dar o exemplo de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sentimento hoje é de concordia. Deus sabe o quanto eu desejo a paz e a fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por hoje, por eu aceitar um pouco mais as minhas limitações e as dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por este calor gostoso no meu peito, obrigado por me dar a luz, me auxiliar. Grato por me orientar e ter feito o dia de hoje muito especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo muito e sinto muita falta de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-51581202664397481?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/51581202664397481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=51581202664397481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/51581202664397481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/51581202664397481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/me-abrir.html' title='Me abrir'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1694517544191356076</id><published>2011-03-08T21:40:00.002-03:00</published><updated>2011-03-23T06:47:31.252-03:00</updated><title type='text'>Noel Rosa - By Zaki</title><content type='html'>Para ilustrar este post, vamos colocar a música aqui de Noel Rosa, Último Desejo, como base para entendermos a sua genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Nosso amor que eu não esqueço, e que teve o seu começo numa festa de São João.&lt;br /&gt;Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete, sem luar, sem violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto de você me calo, tudo penso e nada falo.&lt;br /&gt;Tenho medo de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais quero o seu beijo mas meu último desejo você não pode negar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguma pessoa amiga pedir que você lhe diga se você me quer ou não.&lt;br /&gt;Diga que você me adora, que você lamenta e chora a nossa separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não presto, que meu lar é o botequim.&lt;br /&gt;Que eu arruinei sua vida, que eu não mereço a comida que você pagou pra mim."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que está aí é meia mentira, mas é verdade inteira. Em 9 frases simples, com tamanha simplicidade que após 80 anos, o vocabulário é plenamente compreendido. Mais ainda, cada vez que o tempo passa, vamos compreendendo o insight de Noel em compreender uma separação dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noel consegue se colocar no lugar do outro, consegue mostrar harmonia no turbilhão de sentimentos que inundam o coração num momento como este, muitos sentimentos contraditórios, castelo de cartas que caem e se montam rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música vale para as duas situações de término. (1) Noel foi deixado pela mulher que mais amou, aquela que o trocou pelo Coronel. (2) Noel deixa a mulher dedicada com quem se casou (Laurinda), mas que não a amava devidamente (quem vai saber?). Na situação (1), Noel engole em seco quando vê a ex. Ele a deseja por todos os poros, mas foi tão violentamente ferido que se arma na presença da (ex) amada. Na situação (2), ele sente de todo o coração que falhou como marido, que poderia ter dado muito mais a quem tanto lhe deu. Um verso para duas situações. Uma verdade: separação é algo traumático. A perda é algo que temos que passar, assim como o nascimento e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até na brincadeira de ter 2 verdades para 2 grupos sociais (pessoas amigas e pessoas que ele "destesta"), Noel acerta: cada um recebe a verdade que merece. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça. Ou seja, temos que ser merecedores para ouvir a verdadeira verdade, que sempre é mais branda e justa que um noticiário policial. Realmente as duas verdades coexistiram, ele foi boêmio inveterado e um companheiro amável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste carnaval 2011, a TV Cultura mostrou um especial sobre o Noel, que antecipou este post que estava na gaveta. Sambistas de todo o Brasil buscam bons compositores e encontram em Noel uma infindável obra que mostra o que eles adoram: coisas do povo, verdades antes ocultas que o poeta levanta. Noel observava, sentia, estava junto daquele que dormia ao relento, daquele que tomava um café com leite, daquele que trabalhava em órgão público... Noel se colocava no lugar dos outros e ouvia o coração, traduzindo em versos, esculpidos em poucas frases, poucas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria sempre foi uma marca dele, encarnado ou em espírito. Apesar da vida dura, da época difícil da crise de 1929, Noel buscava na piada, na brincadeira, dar alegria a si próprio e aos seus amigos. Alegrava a todo um povo e agora alegra às gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os jovens músicos desejam fazer música boa, que estudem a história da MPB, que toquem e cantem, eduquem os ouvidos e as canetas. Mesmo que inovem, que transgrida, mas que o façam com cultura, com classe, pois assim fizeram João Gilberto, Caetano Veloso, Renato Russo e tantos outros. Mas fizeram com classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de vista do outro é importante. A democracia não é o estágio máximo de nossa sociedade. Precisamos criar um novo sistema, maior que a democracia (não o seu inverso), que possamos ouvir a todos, ouvir as minorias, ouvir os ocultos corações que não se manifestam. Precisamos trabalhar em conciliação, de maneira mais colegiada. Um condomínio residencial, sabemos, não funciona pela democracia, mas pela conciliação. Noel sabia disso e por isso se colocava no lugar do outro. Por isso respeitava as pessoas e achava agressivo demais falar a ou b de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esta canção mostra que amamos aqueles com que convivemos. O teatro da vida nos afastam de pessoas que amamos por nossa falta de compreensão do amor de Deus.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também mostra que o que ele pede que ela diga é o que ele gostaria de dizer. É a projeção pura e simples. O que ele pede é o que ele sente. Ele sente tudo aquilo que está escrito. E quiçá ela também sinta, também compartilhe. Ambos com o coração partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musica singela, curta, perfeita, que passam diversas informações em poucas palavras, curtas e preciosas frases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poeta da Vila mostra que devemos nos preservar da dor. Se alimentar de fel só ferirá mais o peito. Vale mais a dura cicatrização da fossa que a abertura maior de uma ferida. Que descanse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso grande poeta, não só samba, mas do foxtrot, morreu cedo, aos &lt;b&gt;26 anos&lt;/b&gt;, em pouco tempo fez mais de 200 canções, sendo que algumas "novas" só apareceram depois de décadas de sua morte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Noel_Rosa). Do lado de lá voltou a trabalhar, mas para Jesus, sem perder o brilho poético, o ritmo e o bom humor. Vários grupos de jovens espíritas cantam suas canções mediúnicas. Noel trabalha do lado de lá no tete a tete como povo, ajudando no corpo a corpo, na conversa, na compreensão, no "estar junto", a orientar àqueles que precisam de um bom rumo. Noel é homem do povo, vai ajudar as pessoas onde elas estiverem, em seus desregramentos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu encontro com ele: Noel surgiu em minha vida em 1978, aos 9 anos, quando o escolhi para realizar um trabalho de língua pátria (língua portuguesa). Fiz uma biografia em forma de jornal, transcrevi num estensil e rodei para todos os alunos da turma. Minha mãe me ajudou a ler e compreender aquele jovem que tanto talento tinha e o quanto era reverenciado por Maria Bethania e cia. Só não entendi como ele podia ter sido tão desleixado com a sua saúde? Noel era um amigo para mim, que me acompanharia em toda a minha vida. Me felicitou o fato dele ser o cantor principal da juventude de Chico Xavier, são da mesma geração, do mesmo ano. Me felicitou ver as suas canções como espírito e ver um grande centro em SP com o seu nome. Só abriu mais ainda os meus olhos (e ouvidos) para esta figurinha amiga que me alegrou os dias mais tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/noel-rosa.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1694517544191356076?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1694517544191356076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1694517544191356076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1694517544191356076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1694517544191356076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/noel-rosa-by-zaki.html' title='Noel Rosa - By Zaki'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-3334369059931449169</id><published>2011-03-08T09:37:00.000-03:00</published><updated>2011-03-08T09:37:26.796-03:00</updated><title type='text'>A esposa de Kardec</title><content type='html'>Amélie Gabrielle Boudet - (Esposa de Allan Kardec) - 1795-1869&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madame Rivail (Sra. Allan Kardec) nasceu em Thiais, cidade do menor e mais populoso Departamento francês – o Sena, aos 2 do Frimário do ano IV, segundo o Calendário Republicano então vigente na França, e que corresponde a 23 de Novembro de 1795. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha de Julien-Louis Boudet, proprietário e antigo tabelião, homem portanto bem colocado na vida, e de Julie-Louise Seigneat de Lacombe, recebeu, na pia batismal o nome de Amélie-Gabrielle Boudet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina Amélie, filha única, aliando desde cedo grande vivacidade e forte interesse pelos estudos, não foi um problema para os pais, que, a par de fina educação moral, lhe proporcionaram apurados dotes intelectuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após cursar o colégio primário, estabeleceu-se em Paris com a família, ingressando numa Escola Normal, de onde saiu diplomada em professora de 1a. classe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revela-nos o Dr. Canuto de Abreu que a senhorinha Amélie também foi professora de Letras e Belas Artes, trazendo de encarnações passadas a tendência inata, por assim dizer, para a poesia e o desenho. Culta e inteligente, chegou a dar à luz três obras, assim nomeadas: “Contos Primaveris”, 1825; “Noções de Desenho”, 1826; “O Essencial em Belas Artes”, 1828. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivendo em Paris, no mundo das letras e do ensino, quis o Destino que um dia a Srta. Amélie Boudet deparasse com o Professor Hippolyte Denizard Rivail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De estatura baixa, mas bem proporcionada, de olhos pardos e serenos, gentil e graciosa, vivaz nos gestos e na palavra, denunciando inteligência admirável, Amélie Boudet, aliando ainda a todos esses predicados um sorriso terno e bondoso, logo se fez notar pelo circunspecto Prof. Rivail, em quem reconheceu, de imediato, um homem verdadeiramente superior, culto, polido e reto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 6 de Fevereiro de 1832, firmava-se o contrato de casamento. Amélie Boudet, tinha nove anos mais que o Prof. Rivail, mas tal era a sua jovialidade física e espiritual, que a olhos vistos aparentava a mesma idade do marido. Jamais essa diferença constituiu entrave à felicidade de ambos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois de concluir seus estudos com Pestalozzi, no famoso castelo suíço de Zahringen (Yverdun), o Prof. Rivail fundara em Paris um Instituto Técnico, com orientação baseada nos métodos pestalozzianos. Madame Rivail associou-se ao esposo na afanosa tarefa educacional que ele vinha desempenhando no referido Instituto havia mais de um lustro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandemente louvável era essa iniciativa humana e patriótica do Prof. Rivail, pois, não obstante as leis sucessivas decretadas após a Revolução Francesa em prol do ensino, a instrução pública vivia descurada do Governo, tanto que só em 1833, pela lei Guizot, é que oficial e definitivamente ficaria estabelecido o ensino primário na França. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1835, o casal sofreu doloroso revés. Aquele estabelecimento de ensino foi obrigado a cerrar suas portas e a entrar em liquidação. Possuindo, porém, esposa altamente compreensiva, resignada e corajosa, fácil lhe foi sobrepor-se a esses infaustos acontecimentos. Amparando-se mutuamente, ambos se lançaram a maiores trabalhos. Durante o dia, enquanto Rivail se encarregava da contabilidade de casas comerciais, sua esposa colaborava de alguma forma na preparação dos cursos gratuitos que haviam organizado na própria residência, e que funcionaram de 1835 a 1840. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, novamente juntos, não se davam a descanso justo e merecido, mas improdutivo. O problema da instrução às crianças e aos jovens tornara-se para Prof. Rivail, como o fora para seu mestre Pestalozzi, sempre digno da maior atenção. Por isso, até mesmo as horas da noite ele as dividia para diferentes misteres relacionados com aquele problema, recebendo em todos a cooperação talentosa e espontânea de sua esposa. Além de escrever novas obras de ensino, que, aliás, tiveram grande aceitação, o Prof. Rivail realizava traduções de obras clássicas, preparava para os cursos de Lévi-Alvarès, freqüentados por toda a juventude parisiense do bairro de São Germano, e se dedicava ainda, em dias certos da semana, juntamente com sua esposa, a professorar as matérias estatuídas para os já referidos cursos gratuitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aquele que encontrar uma mulher boa, encontrará o bem e achará gozo no Senhor” - disse Salomão. Amélie Boudet era dessas mulheres boas, nobres e puras, e que, despojadas das vaidades mundanas, descobrem no matrimônio missões nobilitantes a serem desempenhadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cursos públicos de Matemáticas e Astronomia que o Prof. Rivail bi-semanalmente lecionou, de 1843 a 1848, e aos quais assistiram não só alunos, que também professores, no “Liceu Polimático” que fundou e dirigiu até 1850, não faltou em tempo algum o auxilio eficiente e constante de sua dedicada consorte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas realizações e outras mais, a bem do povo, se originaram das palestras costumeiras entre os dois cônjuges, mas, como salientou a Condessa de Ségur, deve-se principalmente à mulher, as inspirações que os homens concretizam. No que toca à Madame Rivail, acreditamos que em muitas ocasiões, além de conselheira, foi ela a inspiradora de vários projetos que o marido pôs em execução. Aliás, é o que nos confirma o Sr. P. J. Leymarie ( que com ambos privara ) ao declarar que Kardec tinha em grande consideração as opiniões de sua esposa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças principalmente às obras pedagógicas do professor Rivail, adotadas pela própria Universidade de França, e que tiveram sucessivas edições, ele e senhora alcançaram uma posição financeira satisfatória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome Denizard Rivail tornou-se conhecido nos meios cultos e além do mais bastante respeitado. Estava aberto para ele o caminho da riqueza e da glória, no terreno da Pedagogia. Sobrar-lhe-ia, agora, mais tempo para dedicar-se à esposa, que na sua humildade e elevação de espírito jamais reclamara coisa alguma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambos, porém, estava reservada uma missão, grandiosa pela sua importância universal, mas plena de exaustivos trabalhos e dolorosos espinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro toque de chamada verificou-se em 1854, quando o Prof. Rivail foi atraído para os curiosos fenômenos das “mesas girantes”, então em voga no Mundo todo. Outros convites do Além se seguiram, e vemos, em meados de 1855, na casa da Família Baudin, o Prof. Rivail iniciar os seus primeiros estudos sérios sobre os citados fenômenos, entrevendo, ali, a chave do problema que durante milênios viveu na obscuridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhando o esposo nessas investigações, era de se ver a alegria emotiva com que ela tomava conhecimento dos fatos que descerravam para a Humanidade novos horizontes de felicidade. Após observações e experiências inúmeras, o professor Rivail pôs mãos à maravilhosa obra da Codificação, e é ainda de sua cara consorte, então com 60 anos, que ele recebe todo o apoio moral nesse cometimento. Tornou-se ela verdadeira secretária do esposo, secundando-o nos novos e bem mais árduos trabalhos que agora lhe tomavam todo o tempo, estimulando-o, incentivando-o no cumprimento de sua missão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, os espíritas, muito devemos a Amélie Boudet e estamos de acordo com o que acertadamente escreveu Samuel Smiles: os supremos atos da mulher geralmente permanecem ignorados, não saem à luz da admiração do mundo, porque são feitos na vida privada, longe dos olhos do público, pelo único amor do bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome de Madame Rivail enfileira-se assim, com muita justiça, entre os de inúmeras mulheres que a História registrou como dedicadas e fiéis colaboradoras dos seus esposos, sem as quais talvez eles não levassem a termo as suas missões. Tais foram, por exemplo, as valorosas esposas de Lavoisier, de Buckland, de Flaxman, de Huber, de Sir William Hamilton, de Stuart Mill, de Faraday, de Tom Hood, de Sir Napier, de Pestalozzi, de Lutero, e de tantos outros homens de gênio. A todas essas Grandes Mulheres, além daquelas muito esquecidas pela História, a Humanidade é devedora eterna! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado O Livro dos Espíritos, da lavra de Allan Kardec, pseudônimo que tomou o Prof. Rivail, este, meses depois, a 1o. de Janeiro de 1858, com o apoio tão somente de sua esposa, deu a lume o primeiro número da “Revue Spirite”, periódico que alcançou mais de um século de existência grandemente benéfica ao Espiritismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia cerca de seis meses que na residência do casal Rivail, então situada à Rua dos Mártires n. 8, se efetuavam sessões bastante concorridas, exigindo da parte de Madame Rivail uma série de cuidados e atenções, que por vezes a deixavam extenuada. O local chegou a se tornar apertado para o elevado número de pessoas que ali compareciam, de sorte que em Abril de 1858 Allan Kardec fundava, fora do seu lar, a “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”. Mais uma obra de grave responsabilidade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar tais iniciativas naquela recuada época, em que o despotismo clerical ainda constituía uma força, não era tarefa para muitos. Havia necessidade de larga dose de devotamento, firmeza de vistas e verdadeiro espírito de sacrifício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao casal Rivail é que coube, apesar de todos os escolhos e perigos que se lhe deparariam em a nova estrada, empreender, com a assistência e proteção do Alto, a maior revolução de idéias de que se teve notícia nos meados do século XIX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allan Kardec foi alvo do ódio, da injúria, da calúnia, da inveja, do ciúme e do despeito de inimigos gratuitos, que a todo custo queriam conservar a luz sob o alqueire. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigas, traições, insultos, ingratidões, tudo de mal cercou o ilustre reformador, mas em todos os momentos de provas e dificuldades sempre encontrou, no terno afeto de sua nobre esposa, amparo e consolação, confirmando-se essas palavras de Simalen: “A mulher é a estrela de bonança nos temporais da vida.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vasta correspondência epistolar, proveniente da França e de vários outros países, não fosse a ajuda de sua esposa nesse setor, sem dúvida não sobraria tempo para Allan Kardec se dedicar ao preparo dos livros da Codificação e de sua revista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de viagens ( em 1860, 1861, 1862, 1864, etc, ) realizou Kardec, percorrendo mais de vinte cidades francesas, além de várias outras da Suíça e da Bélgica, em todas semeando as idéias espíritas. Sua veneranda consorte, sempre que suas forças lhe permitiam, acompanhou-o em muitas dessas viagens, cujas despesas, cumpre informar, corriam por conta do próprio casal. Parafraseando o escritor Carlyle, poder-se-ia dizer que Madame Allan Kardec, pelo espaço de quase quarenta anos, foi a companheira amante e fiel do seu marido, e com seus atos e suas palavras sempre o ajudou em tudo quanto ele empreendeu de digno e de bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 31 de Março de 1869, com 65 anos de idade, desencarnava, subitamente, Allan Kardec, quando ultimava os preparativos para a mudança de residência. Foi uma perda irreparável para o mundo espiritista, lançando em consternação a todos quantos o amaram. Madame Allan Kardec, quer partilhara com admirável resignação as desilusões e os infortúnios do esposo, agora, com os cabelos nevados pelos seus 74 anos de existência e a alma sublimada pelos ensinos dos Espíritos do Senhor, suportaria qualquer realidade mais dura. Ante a partida do querido companheiro para a Espiritualidade, portou-se como verdadeira espírita, cheia de fé e estoicismo, conquanto, como é natural, abalada no profundo do ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cemitério de Montmartre, onde, com simplicidade, aos 2 de Abril se realizou o sepultamento dos despojos do mestre, comparecia uma multidão de mais de mil pessoas. Discursaram diversos oradores, discípulos dedicados de Kardec, e por último o Sr. E. Muller, que logo no princípio do seu elogio fúnebre ao querido extinto assim se expressou: “Falo em nome de sua viúva, da qual lhe foi companheira fiel e ditosa durante trinta e sete anos de felicidade sem nuvens nem desgostos, daquela que lhe compartiu as crenças e os trabalhos, as vicissitudes e as alegrias, e que se orgulhava da pureza dos costumes, da honestidade absoluta e do desinteresse sublime do esposo; hoje, sozinha, é ela quem nos dá a todos o exemplo de coragem, de tolerância, do perdão das injúrias e do dever escrupulosamente cumprido.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madame Allan Kardec recebeu da França e do estrangeiro, numerosas e efusivas manifestações de simpatia e encorajamento, o que lhe trouxe novas forças para o prosseguimento da obra do seu amado esposo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejando os espiritistas franceses perpetuar num monumento o seu testemunho de profundo reconhecimento à memória do inesquecível mestre, consultaram nesse sentido a viúva, que, sensibilizada com aqueles desejos humanos mas sinceros, anuiu, encarregando desde logo uma comissão para tomar as necessárias providências. Obedecendo a um desenho do Sr. Sebille, foi então levantado no cemitério do Père-Lachaise um dólmen, constituído de três pedras de granito puro, em posição vertical, sobre as quais se colocou uma quarta pedra, tabular, ligeiramente inclinada, e pesando seis toneladas. No interior deste dólmen, sobre uma coluna também de pedra, fixou-se um busto, em bronze, de Kardec. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova morada dos despojos mortais do Codificador foi inaugurada em 31 de Março de 1870 , e nessa ocasião o Sr. Levent, vice-presidente da “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”, discursou, a pedido de Madame Allan Kardec, em nome dela e dos amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de dois meses após o decesso do excelso missionário de Lyon, sua esposa, no desejo louvável de contribuir para a realização dos plano futuros que ele tivera em mente, e de cujas obras, revista e Livraria passou a ser a única proprietária legal, houve por bem, no interesse da Doutrina, conceder todos os anos certa verba para uma “Caixa Geral do Espiritismo”, cujos fundos seriam aplicados na aquisição de propriedades, a fim de que pudessem ser remediadas quaisquer eventualidades futuras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras sábias decisões foram por ela tomadas no sentido de salvaguardar a propaganda do Espiritismo, sendo, por isso, bastante apreciado pelos espíritas de todo o Mundo o seu nobre desinteresse e devotamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de sua avançada idade, Madame Allan Kardec demonstrava um espírito de trabalho fora do comum, fazendo questão de tudo gerir pessoalmente, cuidando de assuntos diversos, que demandariam várias cabeças. Além de comparecer à reuniões, para as quais era convidada, todos os anos presidia à belíssima sessão em que se comemorava o Dia dos Mortos, e na qual, após vários oradores mostrarem o que em verdade significa a morte à luz do Espiritismo, expressivas comunicações de Espíritos Superiores eram recebidas por diversos médiuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Madame Allan Kardec – conforme se lê em Revue Spirite de 1869 – se entregasse ao seu interesse pessoal, deixando que as coisas andassem por si mesmas e sem preocupação de sua parte, ela facilmente poderia assegurar tranqüilidade e repouso à sua velhice. Mas, colocando-se num ponto de vista superior, e guiada, além disso, pela certeza de que Allan Kardec com ela contava para prosseguir, no rumo já traçado, a obra moralizadora que lhe foi objeto de toda a solicitude durante os últimos anos de vida, Madame Allan Kardec não hesitou um só instante. Profundamente convencida da verdade dos ensinos espíritas, ela buscou garantir a vitalidade do Espiritismo no futuro, e, conforme ela mesma o disse, melhor não saberia aplicar o tempo que ainda lhe restava na Terra, antes de reunir-se ao esposo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esforçando-se por concretizar os planos expostos por Allan Kardec em “Revue Spirite” de 1868, ela conseguiu, depois de cuidadosos estudos feitos conjuntamente com alguns dos velhos discípulos de Kardec, fundar a “Sociedade Anônima do Espiritismo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destinada à vulgarização do Espiritismo por todos os meios permitidos pelas leis, a referida sociedade tinha, contudo, como fito principal, a continuação da “Revue Spirite”, a publicação das obras de Kardec e bem assim de todos os livros que tratassem do Espiritismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças, pois, à visão, ao empenho, ao devotamento sem limites de Madame Allan Kardec, o Espiritismo cresceu a passos de gigante, não só na França, que também no Mundo todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estafantes eram os afazeres dessa admirável mulher, cuja idade já lhe exigia repouso físico e sossego de espírito. Bem cedo, entretanto, os Céus a socorreram. O Sr. P. G. Leymarie, um dos mais fervorosos discípulos de Kardec desde 1858, médium, homem honesto e trabalhador incansável, assumiu em 1871 a gerência da Revue Spirite e da Livraria, e logo depois, com a renúncia dos companheiros de administração da sociedade anônima, sozinho tomou sob os ombros os pesados encargos da direção. Daí por diante, foi ele o braço direito de Madame Allan Kardec, sempre acatando com respeito as instruções emanadas da venerável anciã, permitindo que ela terminasse seus dias em paz e confiante no progresso contínuo do Espiritismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecendo muito comercial, aos olhos de alguns espíritas puritanos, o título dado à Sociedade, Madame Allan Kardec, que também nunca simpatizara com esse título, mas que o aceitara por causa de certas conveniências, resolveu, na assembléia geral de 18 de Outubro de 1873, dar-lhe novo nome: “Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”, satisfazendo com isso a gregos e troianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito ainda fez essa extraordinária mulher a prol do Espiritismo e de todos quantos lhe pediam um conselho ou uma palavra de consolo, até que em 21 de Janeiro de 1883, às 5 horas da madrugada, docemente, com rara lucidez der espírito, com aquele mesmo gracioso e meigo sorriso que sempre lhe brincava nos lábios, desatou-se dos últimos laços que a prendiam à matéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A querida velhinha tinha então 87 anos, e nessa idade, contam os que a conheceram, ainda lia sem precisar de óculos e escrevia ao mesmo tempo corretamente e com letra firme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicando-lhe as expressões de célebre escritor, pode-se dizer, sem nenhum excesso, que “sua existência inteira foi um poema cheio de coragem, perseverança, caridade e sabedoria”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreensível, pois, era a consternação que atingiu a família espírita em todos os quadrantes do globo. De acordo com o seus próprios desejos, o enterro de Madame Allan Kardec foi simples e espiriticamente realizado, saindo o féretro de sua residência, na Avenida e Vila Ségur n. 39, para o Père-Lachaise, a 12 quilômetros de distância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande multidão, composta de pessoas humildes e de destaque, compareceu em 23 de Janeiro às exéquias junto ao dólmen de Kardec, onde os despojos da velhinha foram inumados e onde todos os anos, até à sua desencarnação, ela compareceu às solenidades de 31 de março. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na coluna que suporta o busto do Codificador foram depois gravados, à esquerda, esses dizeres em letras maiúsculas: AMÈLIE GABRIELLE BOUDET – VEUVE ALLAN KARDEC – 21 NOVEMBRE 1795 – 21 JANVIER 1883. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ato do sepultamento falaram os Srs. P.G. Leymarie, em nome de todos os espíritas e da “Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”, Charles Fauvety, ilustre escritor e presidente da “Sociedade Científica de Estudos Psicológicos”, e bem assim representantes de outras Instituições e amigos, como Gabriel Delanne, Cot, Carrier, J. Camille Chaigneau, poeta e escritor, Lecoq, Georges Cochet, Louis Vignon, que dedicou delicados versos à querida extinta, o Dr. Josset e a distinta escritora, a Sra. Sofia Rosen-Dufaure, todos fazendo sobressair os reais méritos daquela digna sucessora de Kardec. Por fim, com uma prece feita pelo Sr. Warroquier, os presentes se dispersaram em silêncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nota mais tocante daquelas homenagens póstumas foi dada pelo Sr. Lecoq. Leu ele, para alegria de todos, bela comunicação mediúnica de Antonio de Pádua, recebida em 22 de Janeiro, na qual esse iluminado Espírito descrevia a brilhante recepção com que elevados Amigos do Espaço, juntamente com Allan Kardec, acolheram aquele ser bem aventurado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No improviso do Sr. P.G. Leymarie, este relembrou, em traços rápidos, algo da vida operosa da veneranda extinta, da sua nobreza d'alma, afirmando, entre outras coisas, que a publicação tanto de O Livro dos Espíritos, quanto da Revue Spirite, se deveu em grande parte à firmeza de ânimo, à insistência, à perseverança de Madame Allan Kardec. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixando herdeiros diretos, pois que não teve filhos, por testamento fez ela sua legatária universal a “Sociedade para Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”. Embora uma parenta sua, já bem idosa, e os filhos desta intentassem anular essas disposições testamentárias, alegando que ela não estava em perfeito juízo, nada, entretanto, conseguiram, pois as provas em contrário foram esmagadoras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 26 de Janeiro de 1883, o conceituado médium parisiense Sr. E. Cordurié recebia espontaneamente uma mensagem assinada pelo Espírito de Madame Allan Kardec, logo seguida de outra, da autoria de seu esposo. Singelas na forma, belas nos conceitos, tinham ainda um sopro de imortalidade e comprovavam que a vida continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-3334369059931449169?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/3334369059931449169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=3334369059931449169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3334369059931449169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3334369059931449169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/esposa-de-kardec.html' title='A esposa de Kardec'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1279519023335125809</id><published>2011-03-02T07:02:00.003-03:00</published><updated>2011-03-02T07:02:18.100-03:00</updated><title type='text'>Um livro sobre o Julgamento de Jesus</title><content type='html'>Bismael B. Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nenhum julgamento serviu, como o de Jesus, para uma negação tão insistente, obstinada e acatada de que foi um erro judicial e deu margem a um crime jurídico". (do Juiz Haim Cohn Hermann, ex-Presidente da Suprema Corte de Justiça de Israel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUMÁRIO: 1- Introdução. 2- Um Juiz em busca de respostas. 3. Confronto: Evangelhos x Fontes Jurídicas. 4- Datas dos Evangelhos e seus testemunhos. 5- Análise do Evangelho de Marcos. 6- Análise do Evangelho de Mateus. 7- Análise do Evangelho de Lucas. 8- Análise do Evangelho de João. 9- Jesus foi condenado por Tribunal Judeu? 10- Controvérsias Evangélicas e as Leis Romanas e Judias. 11- Mais coerente é o Evangelho de João. 12- Os relatos evangélicos e a realidade histórica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. INTRODUÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha sido por arraigada sedimentação religiosa e dogmática, ou por interesse de análise acadêmica da Teologia, ou por motivos políticos e ou filosóficos, a verdade é que as questões relacionadas à vida e à morte de Jesus, em regra, sempre foram objeto de discussão no mundo todo. (Houve até quem, de forma estapafúrdia, ousasse dizer que essa coisa de religião, no fundo, foi uma invenção do homem fraco e covarde, a fim de manietar e controlar os super-homens...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, aqui e agora, não vem ao caso eventual questionamento entre religiosos e ateus, entre fiéis e cépticos. Entretanto, na busca do conhecimento, todo trabalho sério, especialmente o de pesquisa, se faz merecedor de reflexão. E é isso o que se pretende: trazer, para reflexão, uma síntese sobre O JULGAMENTO DE JESUS, O NAZARENO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema decorre da leitura do livro de autoria do magistrado Dr. Haim Cohn Hermann, nascido em 1911, ex-Presidente da Suprema Corte de Justiça de Israel, publicado em Inglês, em 1967, com o título "REFLECTIONS ON THE TRIAL AND DEATH OF JESUS", e traduzido para o Português, por Maria de Lourdes Menezes, como "O JULGAMENTO DE JESUS, O NAZARENO", já em 5ª edição, publicação da Imago Editora, Rio de Janeiro, 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. UM JUIZ EM BUSCA DE RESPOSTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma pesquisa científica do Juiz Haim Cohn, de forma criteriosa e sem pender para discussões doutrinário-religiosas, apenas com o intuito de levantar – como bem esclarece - a verdade da mácula que historicamente pesa sobre os judeus pela morte de Jesus, apontados, em regra, como responsáveis por aquele evento, tão somente com base em registros evangélicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa empreitada é levada a efeito pelo magistrado Cohn, através da exegese do Direito da época em que Jesus viveu, na busca de respostas para questões como estas: - Que crime praticou Jesus? Quem foi o responsável por Sua prisão? Qual a Lei ou o Direito que Ele violou – da Judéia ou de Roma? Por quem foi Ele julgado e condenado? Quem ordenou a Sua crucificação? A quem imputar a Sua morte – aos judeus ou aos romanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para essa obstinada pesquisa jurídica, sociológica e de costumes, de quase vinte séculos passados, o Dr. Haim Cohn analisou e comparou e Velho Testamento e o Novo Testamento da Bíblia, os antigos Talmudes Jerosolimitano e Babilônico, citando 92 obras de autores diversos, em latim, inglês e, principalmente, em alemão (talvez pela forte influência da Igreja sobre povo germânico), e mais 12 fontes hebraicas, 10 fontes judias, 6 fontes cristãs e 21 fontes romanas, todos da antigüidade, indo ainda à exegese da Mishná ou Michna (codificação da lei oral pós-bíblica realizada pelos sábios, após a queda do Estado judeu, para, a despeito da perda da independência política, preservar a estrutura nacional jurídica) e do Tora (lei mosaica em pergaminho). Dissecou, com apoio no material pesquisado e com base em deduções lógicas, as formas de julgamento do Sinédrio, Tribunal Judeu, com 71 membros, formado por sacerdotes, anciãos e escribas, (para julgar questões criminais e administrativas, bem como delitos de ordem política), ao qual Jesus foi submetido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. CONFRONTO: EVANGELHOS x FONTES JURÍDICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juiz Cohn, depois de registrar que, somente neste Século XX, já foram escritos mais de 60.000 (sessenta mil) livros sobre Jesus, e, dentre eles, vários sobre o Seu julgamento, mostra que o trabalho em tela tem por meta a tentativa de encontrar uma explicação convincente para os fatos e acontecimentos que foram descritas em fontes não-jurídicas (os Evangelhos), indo buscar tal explicação no acúmulo de conhecimentos que "possuímos sobre as instituições e os conceitos jurídicos que existiam naquela época e lugar". E esclarece que, para o empreendimento, "e valor dessas fontes, seja como fontes sagradas (teológicas) ou factuais (históricas), está fora de discussão"; não serão convertidos em fontes jurídicas. A idéia da pesquisa é confrontar os fatos (descritos nos Evangelhos e noutras fontes) à luz do Direito Romano e sua aplicação, bem como diante das leis judias em vigor por volta daquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na introdução do seu livro, aquele magistrado faz uma advertência: "Não podemos afirmar que a nossa atitude seja compartilhada por todos os juristas que já se ocuparam desse tema até agora. Muito ao contrário: tenho diante de mim quatro livros, de juristas ingleses e norte-americanos – Lord Shaw, Taylor Innes, Powell e MacRuer, todos eles cristãos fervorosos... Eles consideram tudo que está escrito no Novo Testamento como material jurídico por excelência, uma espécie de testemunho válido sobre o que não pode haver dúvidas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. DATAS DOS EVANGELHOS E SEU TESTEMUNHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua pesquisa científica dentro do Direito, o Dr. Cohn mostra que nenhum dos quatro Evangelhos (de Marcos, Lucas, Mateus e João) inclui depoimentos de testemunhas presenciais dos eventos que descrevem. Com base no livro "Jesus and the Origins of Christianity", de Goguel, está demonstrado que o Evangelho de Marcos foi escrito por volta do ano 70 da Era Cristã (do nascimento de Cristo); o Evangelho de Lucas data, aproximadamente, do ano 85; e o Evangelho de Mateus veio à luz, mais ou menos, no ano 90; e o Evangelho de João, por volta do ano 110.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, tomando como fonte o pesquisador Winter, em seu livro "On the Trial of Jesus", escreveu o Juiz Haim Cohn: "Logo, o Evangelho de Marcos foi escrito cerca de quarenta anos após a crucificação de Jesus, e Lucas escreveu, mais de duas gerações depois desses acontecimentos. Disso se depreende que os depoimentos ali existentes não correspondem a testemunhas presenciais". E acrescenta ser possível que os relatos dos Evangelhos "sejam uma tradição conservada pela congregação de crentes e transmitida de geração em geração. Mas, se serviam para saciar a curiosidade biográfica dos crentes sobre a morte de Jesus, não continham nenhum tipo de documentação jurídica". Os Evangelhos, assim, não foram escritos como bases históricas, mas como meio de difundir o cristianismo, aí recorrendo, por vontade do evangelista – como é o caso de João – a utilização livre de sua imaginação, "para acrescentar detalhes e melhorar a descrição, não aceitando limitações antiquadas ao apresentar, não história mas teologia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta da pesquisa de Dr. Haim Cohn o registro de um dos mais antigos escritores, que teria vivido entre o ano 55 e o ano 115, de nome Tacitus, o qual, em seu "Annales", com tradução de Dvoretzky, em 1962, "relata de passagem, para explicar o significado do nome Cristão (de seita perseguida durante o reinado de Nero), que Cristo é o pai de todos os cristãos e que foi executado na época do Imperador Tibério pelo Governador Pôncio Pilatos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o magistrado Cohn: alguns pesquisadores sustentam que "de tudo que está escrito nos Evangelhos, só podemos aceitar que Jesus viveu e foi crucificado, sendo o resto meros adornos para maior glória da fé". E acrescenta que "a interpretação dos acontecimentos descritos nos Evangelhos é uma questão aberta, e todo aquele que os ler ou analisar poderá fazer a sua própria interpretação... No que diz respeito às causas do julgamento de Jesus e à sua condenação, como também às circunstâncias, ao fundamento e ao objeto do julgamento, não aceitaremos o que está escrito nos Evangelhos como testemunhos indubitáveis; nossa atitude para com eles será a de um juiz cuidadoso e neutro, com a liberdade absoluta de quem tem diante de si um livro aberto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. ANÁLISE DO EVANGELHO DE MARCOS&lt;br /&gt;Na análise dos quatro Evangelhos, começa pelo Evangelho de Marcos, registrando, em síntese, o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas, discípulo de Jesus, segundo a tradição, o entregou aos perseguidores, com um beijo, no momento em que o Nazareno repousava no Horto de Getsêmani; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os perseguidores – uma turba com espadas e porretes – vinham da parte (por ordem) dos principais sacerdotes, escribas e anciãos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus foi conduzido à casa do Sumo Sacerdote (Caifás, como registra Mateus), à noite, onde os principais sacerdotes, anciãos e escribas, em domicílio (reunidos), buscaram testemunhos contra o mesmo, para entregá-lo à morte, mas não o conseguiram; (era um interrogatório noturno); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no meio do concílio, o Sumo Sacerdote perguntou a Jesus: "Nada respondes ao que testemunham contra ti? És tu o Cristo, Filho de Deus?" E Jesus respondeu: "Eu sou", momento em que o Sumo Sacerdote, rasgando sua veste (que era o costume, ao ouvirem o que entendiam por blasfêmia), disse: "Que mais necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia?" E todos o declararam digno de morte e alguns cuspiram-lhe e deram-lhe murros e bofetadas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de manhã, levaram Jesus, amarrado, a Pôncio Pilatos, Governador da Judéia, e este perguntou: "És tu o Rei dos Reis?", tendo o Nazareno respondido: "Tu o dizes". Como os principais sacerdotes O acusavam muito, Pilatos voltou a interrogar Jesus: "Nada respondes do que te acusam?". E Jesus calou, admirando-se Pilatos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e como era costume libertar um preso por ocasião de festividade (e era festa da Páscoa), Pilatos perguntou ao povo (que tinha direito a tal pedido) se deveria perdoar a pena do homem a quem chamam Rei dos Judeus ou a de Barrabás (um homicida), a população, incitada pelos líderes dos sacerdotes (que invejavam a fama de Jesus), pediu a libertação do homicida e a morte de Jesus: "Crucifica-o"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e Pilatos, mesmo tendo dúvidas quanto ao crime de Jesus (-"que mal fez ele" – perguntou), atendeu a vontade do povo; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e os soldados romanos levaram Jesus ao pátio do tribunal (Sinédrio), convocando a companhia (de soldados) para as zombarias e os maus tratos, conduzindo-o depois à crucificação, no lugar chamado Gólgota ("lugar da Caveira"); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os soldados obrigaram o transeunte Simão Cirineu (da cidade de Cirene) a acompanhá-los, carregando a cruz (muito pesada para Jesus), onde seria realizada a crucificação; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os soldados deram a Jesus vinho com mirra, que ele não bebeu, e, depois de crucificá-lo, repartiram entre si Suas vestes, deixando-o entre dois ladrões, isso na terceira hora (cerca de 9 horas da manhã), de forma zombeteira; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, cerca de seis horas depois da crucificação, (com os passantes escarnecendo de Jesus: "Salva-te a ti mesmo e desce da cruz"), Ele clamou: "Deus, meu Deus, por que me abandonaste?". E, a seguir, expirou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. ANÁLISE DO EVANGELHO DE MATEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho de Mateus, nesse episódio, em linhas gerais, repete o que diz o Evangelho de Marcos, acrescentando, porém, o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que duas testemunhas afirmaram, quando do interrogatório noturno na casa de Caifás (Sumo Sacerdote), terem ouvido Jesus dizer que podia "derrubar o templo de Deus e em três dias reedificá-lo"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que Jesus, ao ser instado por Caifás sobre isso, nada respondeu; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fala também do arrependimento de Judas, que devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e anciãos, mas Jesus já estava diante do Governador Pilatos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que a mulher de Pilatos pediu para que ele não se envolvesse "com o sangue desse justo", porque em sonhos muito sofrera por causa dele; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e Pilatos, vendo que não conseguia demover a turba, uma vez que a multidão era insuflada pelos principais sacerdotes e anciãos, que queriam a morte de Jesus, tomou água e lavou as mãos diante do povo, dizendo: "Sou inocente do sangue deste justo", e libertou Barrabás, açoitou Jesus e o entregou para ser crucificado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. ANÁLISE DO EVANGELHO DE LUCAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Evangelho de Lucas traz algumas diferenças marcantes, tais como as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus estava com seus discípulos, no Monte das Oliveiras, quando Judas, com seu beijo, o entregou à turba composta pelos principais sacerdotes, os chefes da guarda e os anciãos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na casa do Sumo Sacerdote, bateram em Jesus e dele zombaram, vendando-lhe os olhos e perguntando-lhe: "Profetiza: quem foi que te bateu?" de manhã, reunidos os principais sacerdotes, os anciãos do povo e os escribas, Jesus foi trazido diante de concílio, quando então lhe perguntaram: "És tu o Cristo?" E Jesus respondeu: "Se vos disser, não acreditareis.... Mas, desde agora, o Filho do Homem se sentará à direita do Poderoso Deus". E todos disseram: Logo, tu és Filho de Deus". E Jesus respondeu: "Vós dizeis que o sou"; e toda a multidão levou Jesus a Pilatos, acusando-o assim: "Perverte a nação e proíbe de dar tributos a César, dizendo que ele mesmo é um rei". E Pilatos o interrogou: "És tu o Rei dos Judeus?" E Jesus respondeu: "Tu o dizes". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Pilatos disse a todos os resentes: "Nenhum delito acho neste homem"; depois, sabendo que Jesus era galileu e da jurisdição de Herodes, que reinava na Galiléia e que, naquele dia, também se achava em Jerusalém, mandou que O levassem àquele rei; Herodes alegrou-se ao ver Jesus, porque ouvira falar dele e queria vê-lo fazer milagres;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porém, dirigindo algumas perguntas a Jesus e este se mantendo em silêncio, Herodes escarneceu dele e mandou-o de volta a Pilatos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e até por isso houve reconciliação entre Herodes e Pilatos, que eram inimigos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e Pilatos, convocando os principais sacerdotes, os anciãos e o povo, disse que, tendo interrogado a Jesus e nele não achando crime algum, e também Herodes não O considerando culpado, iria soltá-lo, depois de tê-lo castigado; mas Pilatos não pôs Jesus em liberdade, fazendo-o a Barrabás (preso por sedição e homicídio), atendendo ao clamor da multidão e dos principais sacerdotes; e na hora Sexta (que é meio dia), houve treva sobre toda a terra, e, na hora nona, Jesus clamou em voz alta: "Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito", e expirou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. ANÁLISE DO EVANGELHO DE JOÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Evangelho de João, há outras diferenças, como podem ser observadas a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus com seus discípulos em um horto, do outro lado do Cedron, sendo o lugar conhecido por Judas, que lá estivera com Ele e os demais seguidores; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas tomou uma companhia de soldados e guardas dos principais sacerdotes e dos fariseus, conduzindo-os ao lugar com lanternas, tochas e armas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus perguntou: "A quem buscais?", e a resposta foi: "A Jesus, o Nazareno". E ele disse: "Sou eu". E a companhia de soldados, o tribuno e os guardas dos judeus o prenderam e amarraram; &lt;br /&gt;foi levado primeiro à casa de Anás, sogro de Caifás (sumo sacerdote), tendo este último interrogado Jesus sobre seus discípulos e sua doutrina; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus respondeu a Caifás: "Sempre ensinei nas sinagogas e no templo, e nada falei às ocultas. Por que perguntas a mim? Pergunta aos que escutaram, o que lhes falei eu". E um guarda que ali estava deu uma bofetada em Jesus, dizendo: "Assim respondes ao sumo sacerdote? "E Jesus disse: "Se falei mal, testemunha em que está o mal; e se falei bem, por que me bates?"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anás enviou Jesus amarrado a Caifás, onde foi mantido até de manhã, sendo dali conduzido ao tribunal; mas os que conduziram (não se sabe quem foi) "não entraram no pretório para não se contaminarem e poderem comer na páscoa"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pilatos veio do Tribunal e perguntou aos condutores de Jesus a respeito de que o mesmo era acusado, ao que lhe responderam: "Se não fosse malfeitor, não o entregaríamos a ti". E disse Pilatos: "Tomai-o e julgai-o segundo a vossa lei". Mas os "judeus" responderam: "A nós não nos é permitido matar ninguém"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pilatos voltou ao pretório (tribunal) e perguntou a Jesus: "És tu o Rei dos Judeus? Tua nação e os principais sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?" E Jesus respondeu: "Meu reino não é deste mundo". Voltou Pilatos a perguntar: "Logo, tu és rei? "E disse Jesus: "Tu dizes que eu sou rei. Eu para isto nasci e para isto vim ao mundo. Para dar testemunho da verdade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi Pilatos outra vez "aos judeus", dizendo que não havia achado nenhum delito em Jesus; porém, alegando que os judeus tinham o costume de libertar um preso na Páscoa, perguntou: "Quereis, então, que vos liberte o rei dos judeus?" E todos gritaram: "não este, mas Barrabás"; e o evangelista explica que este era ladrão; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pilatos voltou a sair do tribunal, dizendo ao povo não ter achado delito em Jesus, este trazendo uma coroa de espinhos e um manto de púrpura, tendo assim acrescentado aos principais sacerdotes e aos guardas: "Eis o homem". E todos gritaram: "Crucificai-o! Crucificai-o!" E Pilatos disse: "Tomai-o vós e crucificai-o, porque eu não achei delito nele"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os judeus responderam: "Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque fez a si mesmo Filho de Deus". E Pilatos teve medo destas palavras, retornando ao tribunal com Jesus, a quem perguntou: "De onde és?", e não recebeu resposta; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e disse Pilatos: "Não sabes que tenho autoridade para crucificar-te e para salvar-te?" E respondeu Jesus: "Nenhuma autoridade terias contra mim, se ela não te fosse dada de cima"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e quando Pilatos tentou pôr Jesus em liberdade, os judeus gritaram: "Se a estes soltas, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei se opõe a César". E Pilatos levou Jesus para fora, sentou-se no Pavimento e disse: "Eis aqui o vosso rei". E os judeus gritaram: "Fora, fora, crucificai-o". E perguntou Pilatos: "Ao vosso rei devo crucificar?" E os principais sacerdotes responderam: "Não temos outro rei senão César"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e Jesus foi entregue nas mãos dos judeus para que fosse crucificado, e estes o levaram; Jesus carregava a cruz ao lugar chamado de Caveira (Gólgota, em hebreu), e ali o crucificaram, tendo sido Pilatos quem escreveu uma inscrição colocada sobre a cruz: "Jesus Nazareno, Rei dos Judeus", em hebraico, grego e latim; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os principais sacerdotes judeus se dirigiram a Pilatos: "Não escreva Rei dos judeus, mas que ele (Jesus) disse: "Eu sou o rei dos judeus", ao que Pilatos respondeu: "O que escrevi, escrevei"; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, por fim, Jesus despediu-se de sua mãe e de seu discípulo, dizendo que tinha sede; então havia ali uma vasilha de vinagre, e, com uma esponja em sua boca, Jesus bebeu vinagre e disse: "Está consumado"; e, inclinando a cabeça, entregou seu espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas e outras observações, confrontando os quatro Evangelhos – de Marcos, Mateus, Lucas e João -, o juiz Haim Cohn procura mostrar as informações, em alguns casos, até contraditórias entre os evangelistas, cada um deles escrevendo sobre os mesmos fatos em épocas diferentes, para concluir que esses escritos não podem ter valor científico como história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. JESUS FOI CONDENADO POR TRIBUNAL JUDEU?&lt;br /&gt;Numa análise mais profunda do Direito antigo, para verificar se os judeus – embora tendo suas próprias normas, mas achando-se sob o domínio romano – tinham o poder de aplicar a pena de morte, o magistrado Cohn leva-nos a melhor refletir sobre a condenação e crucificação de Jesus. Mostra, por exemplo, os seguintes registros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de um sumo sacerdote que solicitou autorização do governador romano para convencer o Sinédrio para tratar de um possível caso de pena de morte; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que em papiros egípcios encontra-se que governadores romanos no Egito costumavam utilizar os tribunais locais para efetuar investigações preliminares; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a tradição encontrada, tanto no Talmude da Babilônia como no Talmude de Jerusalém, segundo a qual, quarenta anos antes da destruição do templo, foi retirada de Israel a autoridade para impor a pena de morte. (Observação: a destruição do templo corresponde à perda de autonomia judia, ao desaparecimento da soberania política da Judéia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o autor Haim Cohn conclui: se, quarenta anos antes da destruição do templo, já se havia tirado os judeus o direito de julgar questões penais de vida ou morte, não poderia ter sido um tribunal judeu que condenou Jesus à pena capital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, segundo o Dr. Cohn, de acordo com registros da tradição babilônica e jerololimitana, que "os cristãos começaram a publicar e difundir textos de propaganda e apologia, na segunda metade do século II, para sublinhar e realçar as diferenças entre eles e os judeus, não apenas no que se refere à fé, como também à fidelidade política aos governantes romanos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já haviam sido publicados os Evangelhos, nos quais a tendência a desprestigiar os judeus encontrou um fundamento de peso. Se o fundador da religião cristã e seu criador. (Jesus) era inocente aos olhos do governador romano, que não encontrou mácula nele nem em sua religião, isso aparentemente comprovaria que a dita religião pode coexistir com a fidelidade ao Império". (grifos nossos). E conclui o magistrado Haim Cohn: "E se apesar de tudo Jesus foi crucificado como um criminoso, isso se deve apenas à maldade dos judeus e de seu Sinédrio, que sabiam muito bem como era grande para eles o perigo implícito na nova religião, que terminaria acabando com a religião dos judeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro mostra que não havia sido encontrada prova de que as autoridades romanas tivessem alguma vez concedido autoridade judicial ao Sinédrio de forma explícita, fosse genericamente para o direito penal ou fosse para certos delitos em casos particulares. "O Sinédrio nada mais era do que um tribunal local em sua terra ocupada, que atuava apenas sob a autoridade do governador (romano) e segundo a sua vontade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em resumo",- esclarece o autor-, " o Sinédrio só estava autorizado a julgar delitos segundo a lei judia, assim como o governador romano só estava autorizado a julgar delitos segundo o Direito Romano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, profanar o templo não representava delito, de acordo com o Direito Romano, mas o era segundo o Direito Judeu: nesse caso, o governador romano poderia entregar o assunto para o Sinédrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. CONTROVÉRSIAS EVANGÉLICAS E AS LEIS ROMANAS E JUDIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Evangelho de Lucas, quando a multidão (de judeus) levou Jesus a Pilatos, depois de o terem interrogado (os principais sacerdotes e anciãos), foi o Nazareno acusado: "Perverte a nação e proíbe de dar tributo a César, dizendo que ele mesmo é um rei". Aí, pelo evangelista Marcos, Jesus estaria sendo acusado pelos judeus como tendo infringido a lei romana, pois se colocava como rei e desafiava o Imperador Romano. Já no Evangelho de João, quando Pilatos entrega Jesus aos judeus, dizendo: "Tomai-o e crucifica-o, porque eu não achei nenhum delito nele", os judeus responderam: "Nós temos uma lei, e, segundo a nossa lei, ele deve morrer, porque fez a si mesmo Filho de Deus". Aqui, evidentemente, por esse relato de João, Jesus teria infringido a lei judia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o registro do Evangelho de João vai mais longe: quando Pilatos tentou pôr Jesus em liberdade, os judeus gritaram (preferindo que Barrabás fosse solto): "Se este soltas" (referindo-se a Jesus), "não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei se opõe a César". Assim, depois que João escreveu que, segundo a lei judia, Jesus deveria morrer, "porque fez a si mesmo Filho de Deus", procura mostrar que os judeus, vendo a intenção de Pilatos em soltar Jesus, teriam como que colocado o governador contra a parede: "se soltas um homem (Jesus) que se faz rei e se opõe a César, então não és amigo de César!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o Evangelho de Marcos registra que Jesus praticou blasfêmia diante do sumo sacerdote, quando este o interrogou; "És tu o Cristo Filho de Deus?", e o Nazareno respondeu: "Eu sou". E o sumo sacerdote, diante do concílio, interrogatório em sua casa, disse: "Ouvistes a blasfêmia?" (E colocar-se na posição de Filho de Deus, para a lei judia, era delito de blasfêmia, que podia levar à morte!) É claro que os interlocutores ou não entendiam ou não queriam entender o que Jesus dizia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora de relance, pelo Evangelho de Mateus, Jesus também teria praticado delito contra a lei judia, quando registra que duas testemunhas afirmaram que, no interrogatório noturno, na casa de Caifás, o Nazareno teria dito que podia "derrubar o templo de Deus e em três dias reedificá-lo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. MAIS COERENTE É O EVANGELHO DE JOÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro do Dr. Haim Cohn, para demonstrar uma espécie de tendência não discutida quanto à responsabilidade dos judeus pela morte de Jesus, cita inclusive a existência de dois outros personagens com o nome JESUS: um teria sido bruxo e instigador (bruxaria e instigação tinham a pena de morte pela lei judia), sendo a sua morte por lapidação, às vésperas da páscoa (conforme registro do Talmude Babilônico); chamava-se Ben Setda ("Ben", no hebraico, é Filho; "Setda", segundo os sábios amoraítas, é pseudônimo talmúdico de Maria, mãe de Jesus). É registro do século III, d. C., refletindo uma tradição equivocada, pois tal personagem foi preso e morto na cidade de Lod; e outro, que existiu aproximadamente entre os anos 150 a 100 a.C. também instigou os judeus à idolatria e, por isso, foi condenado à morte por lapidação (apedrejamento) pelo tribunal, às vésperas da páscoa, sendo depois o seu corpo colgado (pendurado na madeira) e, no mesmo dia, enterrado. Esse segundo Jesus teria sido aluno de Joshua Ben Perahya. O autor registra, até, que o nome de Nazaré (de Jesus de Nazaré) teria nascido de um acréscimo, por desconhecimento de cronologia histórica, apenas porque no Talmude Babilônico há o relato de que Joshua Ben Perahya "empurrou Jesus de Nazaré com ambas as mãos". Teria vivido antes do Cristo. Não há fonte talmúdica que afirme o julgamento de Jesus de Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O magistrado Haim Cohn, depois de analisar tantos documentos e de confrontar as inúmeras versões sobre o julgamento de Jesus, pondo inclusive por terra a eventual conspiração de Judas, que teria ajudado, por moedas, na busca e prisão do Nazareno (porque Jesus era sumamente conhecido, e os seus percursos em Jerusalém e nos arredores eram de conhecimento geral, não havendo objetivo real e justificativa plausível para a traição, nem razão histórica para isso), mostra-se propenso em aceitar que o relato do Evangelho de João é o mais coerente: segundo esse evangelista, Jesus foi preso por "um tribuno romano no comando de sua corte, toda ou parte dela, em presença da guarda do templo". Entende que o relato merece fé, e já foi aceito pela maioria dos pesquisadores, "porque, de todos os evangelistas, é João o que mais exagera na defesa dos romanos e na crítica aos judeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros de Marcos, Mateus e Lucas são chamados de Evangelhos sinópticos (porque permitem uma visão de conjunto de suas versões) pelo Dr. Haim Cohn, pois, dentre outros registros, falam que, no momento da prisão de Jesus, a multidão estava armada com espadas e garrotes ou porretes, enquanto João fala de velas, tochas e armas, não restando dúvidas de que as armas eram dos soldados romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. OS RELATOS EVANGÉLICOS E A REALIDADE HISTÓRICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base do Direito Judeu, o autor entende que nos registros dos Evangelhos há muita coisa irreal e impossível, especialmente em relação ao Sinédrio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este não podia se reunir para casos de direito penal, na casa do sumo sacerdote, mas só no recinto oficial; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não estava autorizado a se reunir à noite; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;casos possíveis de pena de morte não eram julgados em dias festivos, nem em vésperas de festa; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nenhum acusado pode ser condenado à morte pela sua confissão; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só se condena um homem em julgamento, se pelo menos duas testemunhas o tenham visto cometer o ato de que é acusado; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só será condenado o homem, se duas testemunhas disserem que o preveniram para não praticar o ato; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o blasfemo não é considerado culpado desde que não pronuncie expressamente o nome de Deus, na presença de testemunhas". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o julgamento assim se deu, "foi ilegal desde o início até o fim", e "Jesus foi vítima de um assassinato judicial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de provar que os relatos evangélicos não servem como relatos válidos para a história como ciência, o magistrado Haim Cohn explica que "as perseguições aos judeus, judiciais e extraconjugais, todas elas se produzem no fundo da fonte consciente ou inconsciente, como castigo pela "culpa deles" na crucificação de Jesus. Isso porque, o interesse dos Evangelhos era eminentemente religioso e missionário, e sua tendência era apologética com respeito ao Império Romano. Essa descrição intencional e equivocada obteve difusão mundial, convertendo-se em dogma e conquistando a metade do orbe. Foi apagada e esquecida a verdadeira realidade histórica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um livro que exige do leitor muita reflexão, sem preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Bismel B. Moraes, Mestre em Direito Processual pela USP, Professor da Academia de Polícia "Dr. Coriolano Nogueira Cobra" de São Paulo e da Faculdade de Direito de Guarulhos, é ex-Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1279519023335125809?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1279519023335125809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1279519023335125809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1279519023335125809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1279519023335125809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/um-livro-sobre-o-julgamento-de-jesus.html' title='Um livro sobre o Julgamento de Jesus'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-4974071417355269316</id><published>2011-03-02T07:00:00.005-03:00</published><updated>2011-03-02T07:00:47.218-03:00</updated><title type='text'>O Julgamento de Jesus</title><content type='html'>O julgamento de Jesus&lt;br /&gt;Harry Fogle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanto misticismo e confusão acerca da crucificação e ressurreição que acabamos perdendo de vista o fato de que Jesus de Nazaré foi julgado como homem diante de uma corte de homens sob as leis dos homens, condenado e executado como homem, e que como drama, o julgamento de Jesus supera quaisquer dos grandes julgamentos da história da justiça humana.&lt;br /&gt;Abordarei esse assunto como advogado, não como teólogo. Recomendo a pesquisa dos aspectos teológicos dos eventos por conta de cada um. Creio que ter o ponto de vista de um advogado sobre os processos da lei que culminaram na morte de Jesus na cruz cruel do Calvário pode levar a uma melhor compreensão espiritual.&lt;br /&gt;De início eu quero enfatizar que não considero que uma raça inteira de pessoas (os Judeus) tenha causado a morte de Jesus. E também não creio que nenhum Cristão inteligente pensaria isto.&lt;br /&gt;Minha opinião é que apenas uns poucos homens poderosos em Israel - principalmente os sacerdotes superiores daquela nação - foram os responsáveis pela injustiça que ocorreu. Para entender quão grande foi essa injustiça, vamos examinar a lei Judaica como ela existia na época... Um verdadeiro e magnífico sistema de justiça criminal.&lt;br /&gt;Sob as provisões da lei Judaica não poderia haver condenação por um crime capital baseado no testemunho de menos que duas pessoas. Uma testemunha era considerada a mesma coisa que nenhuma testemunha. Se houvessem apenas duas testemunhas, ambas teriam que concordar em todos os particulares até os mínimos detalhes. Sob a lei rabínica, o acusado tinha o direito de ter um defensor (o precursor da garantia de ter um advogado em processos criminais que é definido pela Sexta Emenda da Constituição dos Estados Unidos). Se o acusado não pudesse pagar pela defesa, um defensor seria escolhido para ele. Alguém poderia pensar no caso Gideon versus Wainwright, que deu origem ao sistema de defensores públicos como uma inovação. Mas na realidade essa era a prática das cortes desde há 2000 anos atrás!&lt;br /&gt;Sob a lei Mosaica, um acusado não poderia ser obrigado a testemunhar contra si mesmo. Esse era o espírito da Quinta Emenda: "Ninguém deve ser obrigado a servir de testemunha contra si próprio em nenhum caso criminal." Eis o conceito de "apêlo a Quinta Emenda", que fez parte da justiça criminal desde os tempos de Moisés!&lt;br /&gt;Uma confissão voluntária não era suficiente para a condenação sob a lei Judaica. O ônus da prova ainda era do Estado, que tinha que provar que a confissão, se houvesse sido feita, teria sido feita livremente, de forma voluntária e de plena consciência.&lt;br /&gt;Hoje em dia, os policiais norte-americanos são obrigados a ler os "direitos Miranda" ("Você tem o direito de ficar calado. Tudo o que disser poderá ser usado contra você.", etc ...) para os acusados de forma que a Corte possa determinar que uma confissão seja feita livremente, voluntariamente e conscientemente.&lt;br /&gt;Se uma confissão é feita depois que a lei Miranda foi ouvida e compreendida, a confissão pode ser admitida. Mas não era assim nos tempos de Jesus. A lei Judaica não admitia confissão, sob a crença de que o Estado jamais poderia se basear no que uma pessoa disse de sua própria boca para condená-la.&lt;br /&gt;Uma evidência circunstancial é aquela que não está diretamente ligada ao crime, mas sim relacionada à outras evidências, que juntas, servem para que se deduza como um crime foi realizado. Em um julgamento, as impressões digitais da pessoa (evidência circunstancial) servem para deduzir que o acusado esteve em tal local e tocou em tal objeto, mesmo que ninguém tenha visto o acusado.&lt;br /&gt;No caso em que uma testemunha diz "ouvi um tiro e quando cheguei à cena segundos depois, vi o acusado com uma arma na mão", essa evidência é circunstancial. O problema é que o acusado pode ter disparado um tiro contra o agressor que fugiu após o crime ou o acusado pode ter sido apenas alguém que pegou a arma depois que o agressor a jogou no chão.&lt;br /&gt;Pois bem, as evidências circunstanciais também não eram admitidas. Hoje em dia, raramente se vê um caso nas cortes onde as evidências circunstanciais não sejam usadas. Atualmente, em muitos casos as únicas evidências existentes são totalmente circunstanciais.&lt;br /&gt;Os depoimentos do tipo "ouvi fulano falar isso" (o "ouvir dizer") também não eram admitidos na época. Ainda temos essa regra contra admitir depoimentos de testemunhas que não estão no tribunal e que não podem ser examinadas pessoalmente, mas as exceções à essa regra têm demolido as proteções originais aos acusados.&lt;br /&gt;A regra "inocente até prova em contrário" que nossas leis reconhecem hoje (isto é, um acusado é presumido inocente até que sua culpa tenha sido estabelecida por evidências e pela eliminação de qualquer dúvida razoável) também vem da lei Judaica e essa era a regra quando Jesus foi injustamente crucificado.&lt;br /&gt;O acusado de um crime capital só podia ser julgado durante o dia e em público. Esse era o precursor da garantia constitucional de um julgamento em público.&lt;br /&gt;Nenhuma evidência poderia ser apresentada se o acusado não estivesse presente. Isso deu origem ao atual direito que os acusados têm de estarem face a face com as testemunhas depondo contra eles. As testemunhas não tinham que jurar. O mandamento "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" era considerado suficiente para deter o perjúrio. Mentir na corte era perjúrio - sob juramento formal ou não.&lt;br /&gt;E mais ainda, havia dois desestímulos adicionais ao perjúrio: (1) qualquer testemunha em um caso de crime capital que desse falso testemunho recebia a pena de morte, e (2) se o acusado de um crime capital fosse condenado, as testemunhas eram obrigadas a assistir à execução. Sob essa provisão da lei, as testemunhas geralmente escolhiam suas palavras cuidadosamente e só davam testemunho com grande cuidado!&lt;br /&gt;O Grande Sinédrio, a Suprema Corte Judaica, era a única corte com jurisdição sobre crimes puníveis com a morte. A criação do Sinédrio é atribuída à Moisés. Foi uma corte de 70 membros composta de um Sumo Sacerdote como juiz principal, uma Câmara Religiosa de 23 sacerdotes, uma Câmara Legal de 23 escribas, e uma Câmara Popular de 23 anciãos. Era a essa corte que Jesus se referia quando ele disse que devia ir a Jerusalém e sofrer nas mãos dos anciãos, sacerdotes e escribas. Ele sabia que pela decisão deles ele seria morto.&lt;br /&gt;Extremo cuidado era usado para selecionar os juízes dessa grande corte. Cada um devia ter pelo menos 40 anos de idade com experiência em pelo menos 3 cargos de dignidade gradativamente maior. Cada um tinha que ser uma pessoa de integridade incontestável e tido em alta estima por seus conterrâneos.&lt;br /&gt;Membros do Sinédrio atuavam como juízes e jurados. Eles não tinham um júri separado. Qualquer membro com interesses ou conhecimento pessoal das partes era requerido que se retirasse do julgamento. A Corte tinha que decidir a questão da culpa ou inocência apenas com evidências apresentadas no tribunal.&lt;br /&gt;O Sinédrio era encarregado sob a lei rabínica de proteger e defender o acusado. Nenhum membro da corte poderia atuar inteiramente como acusador ou promotor.&lt;br /&gt;A lei requeria que a corte desse aos acusados o "benefício da dúvida" e para ajudar o acusado a estabelecer sua inocência.Os procedimentos de julgamento eram similares aos nossos. Seguindo-se à audiência preliminar, um sumário das evidências era dado por um dos juízes. Os espectadores eram então removidos do tribunal e os juízes votavam. Uma maioria era suficiente para condenar ou absolver. Se uma maioria votasse pela absolvição, o julgamento terminava e o condenado recebia a liberdade total. Se uma maioria votasse pela condenação, então um procedimento diferente era seguido.&lt;br /&gt;Nenhum anúncio de veredito poderia ser feito nesse dia. A corte teria que adiar por um dia inteiro. Os juízes recebiam permissão para voltarem às suas casas mas não poderiam ocupar suas mentes em quaisquer atividades sociais ou de negócios. Eles tinham que devotar seu tempo inteiro para a consideração e reconsideração solene das evidências e retornar no dia seguinte para votar de novo.&lt;br /&gt;Nesse segundo dia, qualquer juiz que houvesse votado pela absolvição não poderia mudar seu voto, mas qualquer juiz que, na primeira votação, houvesse julgado o acusado como "culpado" poderia mudar seu voto.&lt;br /&gt;Durante esse tempo, o acusado ainda era presumido inocente.&lt;br /&gt;Uma outra provisão peculiar da lei Judaica era de grande importância, porque um veredito unânime de culpa resultava na absolvição do acusado! Isso derivava do dever que a corte tinha de proteger e defender o acusado. A lei Mosaica estabelecia que desde que algum membro da corte tinha que fazer a defesa do acusado, um veredito unânime de culpa indicava que ninguém teria feito essa defesa, que poderia ter havido uma conspiração contra o acusado, e que ele não teria tido um amigo ou defensor. Tal veredito unânime era inválido e tinha o efeito de uma absolvição.&lt;br /&gt;Israel não era uma democracia com Igreja e Estado separados, mas uma teocracia com Igreja e Estado entrelaçados como uma coisa só. Muitos acreditam que os altos sacerdotes ordenaram a prisão e julgamento ilegal de Jesus, que eles foram quem subornaram Judas, que eles sozinhos é que se sentiram ameaçados pelos ensinamentos de Jesus em público, e que eles sozinhos é que buscaram a morte de Jesus.&lt;br /&gt;A prisão foi ilegal porque ela veio de noite, em violação à lei. Ela foi efetuada através das atividades do conspirador Judas Iscariotes em violação à lei rabínica. Ela não foi resultado de um mandado legal, novamente em violação ao código Mosaico. Os guardas romanos que prenderam Jesus no Jardim de Gethsemane e o trouxeram ao tribunal do Sumo Sacerdote não tinham uma ordem de prisão legal. O julgamento noturno é uma evidência adicional de conspiração contra Jesus por esses sacerdotes cuja hipocrisia o Carpinteiro denunciava publicamente. Sob a lei do Sinédrio, o primeiro passo deveria ter sido a audiência prévia com a leitura das acusações para o réu em uma corte aberta. O registro (incluindo os escritos de Mateus, Marcos, Lucas, João, Josephus, Philo e os Manuscritos do Mar Morto) não menciona nenhum audiência prévia. E eu assumo que Mateus, Marcos, Lucas e João são testemunhas com credibilidade. Nós podemos crer em seus testemunhos.&lt;br /&gt;O registro diz que a corte procurou testemunhos falsos contra Jesus para justificar condená-lo à morte mas da primeira tentativa não conseguiram, apesar dos várias testemunhos falsos que surgiram. Houve perjúrios entre eles mas ninguém estava disposto a arriscar a terrível conseqüência de mentir contra um homem acusado de crime capital.&lt;br /&gt;Mas finalmente surgiram duas falsas testemunhas, e nos disseram Mateus e&lt;br /&gt;Marcos que ambos os testemunhos não concordam entre si. A primeira testemunhou para acusação de blasfêmia dizendo que Jesus havia dito "Eu sou capaz de destruir o Templo." A segunda testemunhou que Jesus havia dito "Eu vou destruir esse Templo."&lt;br /&gt;Não houve outras testemunhas além dessas duas, e elas não concordavam entre si. Jesus deveria ser absolvido ainda antes de ser questionado em sua defesa... E certamente sem ser obrigado a testemunhar contra si próprio.&lt;br /&gt;Porém, o sumo sacerdote Caifás invocou Jesus para que se defendesse (contrariando a lei). "E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?" Jesus não respondeu.&lt;br /&gt;Em vez de proteger e defender o acusado como requerido pela lei deles, o próprio sumo sacerdote se tornou o acusador, em franca violação das regras do julgamento. "Conjuro-te pelo Deus vivo", ele gritou, "que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus !"&lt;br /&gt;Agora, coloquemo-nos na posição de um carpinteiro humilde diante dos homens mais poderosos do país, no maior tribunal da nação. É difícil imaginar quão grande foi a coerção e a pressão!&lt;br /&gt;Embora Jesus pudesse continuar em silêncio, ele decidiu falar. "Se vo-lo disse, não o crereis, e também, se vos perguntar, não me respondereis." Os sacerdotes novamente perguntaram "És tu o Filho de Deus ?" A resposta de Jesus foi apenas "Vós dizeis que eu sou." Caifás então anunciou à Corte "De que mais testemunho necessitamos? Pois nós mesmos o ouvimos da sua boca." O resto dos homens daquela corte terrível, ouvindo essas palavras ditas pelo seu sumo sacerdote, ilegalmente confirmaram seu julgamento gritando "É réu de morte !"&lt;br /&gt;A primeira audiência diante do Sinédrio foi concluída por volta das três da manhã. A Corte só adiou o julgamento até o nascer do sol, embora a lei exigisse que cada um deles deliberasse a sós por um dia inteiro antes da segunda audiência.&lt;br /&gt;Eles retornaram apenas algumas horas depois, ao amanhecer. Lucas nos conta "E logo que foi dia, ajuntaram-se os anciãos do povo, e os principais dos sacerdotes e os escribas, e o conduziram ao seu concílio." Essa sessão foi superficial. Nenhuma testemunha foi invocada. Novamente a lei foi violada ao se exigir que Jesus respondesse à questão repetida "És tu o Filho de Deus?"&lt;br /&gt;E novamente Jesus respondeu "Tu o disseste", e então acrescentou "digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu." Diante disso, a corte gritou "Para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia."&lt;br /&gt;A votação foi feita, os votos dos juízes foram contados, e Marcos nos conta "todos o consideraram culpado de morte." A importância disso reside naquela provisão peculiar da lei Judaica que requeria a absolvição se houvesse veredito unânime.&lt;br /&gt;Sob a lei Judaica, a morte por apedrejamento era a sentença apropriada para uma ofensa capital. O povo Judeu não crucificava e esse método de executar a pena de morte era de origem Grega ou Romana. Os Judeus executavam os condenados por apedrejamento, decapitação ou estrangulamento de acordo com a natureza do crime. Para a blasfêmia era prescrita a morte por apedrejamento.&lt;br /&gt;No entanto, o exército Romano que ocupava Jerusalém na época era o único com poder de anunciar e executar sentenças de morte. O Sinédrio tinha apenas autoridade para levantar a acusação perante um magistrado Romano ou governador militar, o qual tinha o dever de rever o processo inteiro em um julgamento separado tendo poder para decidir. Portanto, "logo ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o Sinédrio, tiveram conselho; e, ligando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos."&lt;br /&gt;Normalmente se diz que o reino de Judah nos deu a religião e a Grécia nos deu as artes, mas Roma nos deu as leis. O sistema judicial Romano era incomparável em matéria de jurisprudência, mas Pilatos não seguiu o sistema Romano. Ele não exerceu julgamento independente de acordo com a lei mas cedeu às pressões políticas dos sacerdotes Judeus, violando assim a própria lei que ele estava encarregado de fazer cumprir.&lt;br /&gt;Sua história é um exemplo de como os juízes devem ser sempre livres de pressões políticas, livres para decidir os casos baseando-se apenas na lei e nas evidências. Como Procurador Imperial na Jerusalém ocupada pelos Romanos da época, Pilatos tinha o dever legal de rever todas as evidências e procedimentos nos casos capitais trazidos até ele pelos líderes Judeus. Ele foi um bom juiz (até que a segurança de seu cargo foi ameaçada pela política).&lt;br /&gt;Os sacerdotes levaram Jesus para a entrada do palácio de Pilatos. (Eles não poderiam entrar porque se tornariam impuros, sendo uma época de Páscoa.) Pilatos foi até eles dizendo "Que acusação trazeis contra este homem?".&lt;br /&gt;Essa pergunta é importante porque demonstra a intenção de Pilatos em levar o caso como um julgamento à parte desde o início, começando a julgar a própria acusação. Ele não perguntou "Vocês condenaram esse homem de quê ?", mas em vez disso perguntou quais eram as acusações.&lt;br /&gt;Os sacerdotes sabiam a importância da pergunta de Pilatos, então eles responderam indiretamente "Se este não fosse malfeitor, não te entregaríamos." Em outras palavras, Pilatos perguntou "qual a acusação contra este homem?" e os sacerdotes responderam "se ele não fosse culpado não estaria aqui!"&lt;br /&gt;Pilatos percebeu essa tentativa de limitar sua jurisdição e induzi-lo a agir de acordo com a vontade deles. Isso o irritou e ele revidou: "Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei !" Os sacerdotes foram então forçados a admitir "A nós não nos é lícito matar pessoa alguma."&lt;br /&gt;Tentemos entender o dilema desses sacerdotes em violação às leis. Se eles apresentassem Jesus como um homem condenado por blasfêmia com o depoimento de apenas duas testemunhas que não concordaram entre si, Pilatos reverteria o veredito. Se eles apresentassem Jesus como alguém condenado por sua própria confissão, Pilatos também dispensaria o veredito. E, é claro, se eles informassem que Jesus havia sido condenado por votação unânime, Pilatos entraria com um veredito de absolvição.&lt;br /&gt;Então, os maliciosos sacerdotes apresentaram Jesus a Pilatos sob uma nova acusação que eles inventaram naquele momento: traição contra César. "Havemos achado este, pervertendo a nossa nação", disseram eles, "proibindo dar o tributo a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei."&lt;br /&gt;Pilatos chamou Jesus para dentro do palácio e o perguntou em privado "Tu és o rei dos Judeus?" E Jesus perguntou a Pilatos para saber a origem da nova acusação: "Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-te outros de mim?" Pilatos replicou "a tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim", explicando com isso de onde havia sido originada aquela acusação de traição.&lt;br /&gt;Era uma coisa plausível que um Judeu acusasse um Romano de traição ou que um Romano acusasse um Judeu, mas naquele momento eram os Judeus mais proeminentes da nação acusando um de seus conterrâneos de crime de traição contra Roma!&lt;br /&gt;Jesus disse a Pilatos "O meu reino não é deste mundo." E Pilatos insistiu "Logo tu és rei? "Jesus respondeu "Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz."&lt;br /&gt;Pilatos então fez a famosa pergunta "Que é a verdade ?"&lt;br /&gt;Jesus não deu resposta alguma senão a presença silenciosa de Si, o cordeiro levado ao sacrifício por mentirosos, de forma que Pilatos saiu para onde os sacerdotes estavam e, de acordo com João, pronunciou sua absolvição enfática do carpinteiro Nazareno. Ele disse a eles "Não acho nele crime algum!"&lt;br /&gt;Até então, Pilatos havia seguido a lei à risca. A lei era boa. A lei teria libertado Jesus mas pela persistência desses maldosos sacerdotes que não se importavam em nada com as leis pelas quais eles mesmos governavam a terra e seus habitantes.&lt;br /&gt;Era intolerável para esses inimigos da verdade que seu complô assassino fosse frustrado dessa maneira. Os sacerdotes soltaram rugidos de indignação "Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui."&lt;br /&gt;Essa acusação era a de sedição (revolta, motim, crime contra o Estado), que era menos odiosa que a traição. Ela exigia a prova de uma motivação corrupta para a condenação, mas ainda nenhum motivo maldoso se pode provar que existira em Jesus.&lt;br /&gt;Pilatos ignorou essa acusação, mas com a referência à Galiléia, ele encontrou uma oportunidade de escapar do que o esperava. Herodes, o Tetrarca da Galiléia, estava em Jerusalém para a Páscoa. Pilatos viu nisso uma chance de transferir a responsabilidade para Herodes, que tinha jurisdição para julgar acusações de sedição. Jesus era Galileu. Os sacerdotes aprovaram essa ação porque eles pensavam que Herodes faria o que eles quisessem para ganhar seus favores.&lt;br /&gt;Jesus foi arrastado até o palácio de Herodes, onde as acusações de traição e sedição foram reiteradas.&lt;br /&gt;Herodes, contudo, não se impressionou. Ele havia ouvido a respeito dos ensinamentos de Jesus e o questionou, mas quando Jesus se recusou a responder (um direito de todo acusado), Herodes colocou nele uma túnica branca e o mandou de volta a Pilatos sem dar uma decisão. Se esse procedimento irregular tivesse qualquer status legal, ele levaria a uma nova absolvição. Pilatos concordou.&lt;br /&gt;Lucas nos conta que quando os sacerdotes trouxeram Jesus de volta do palácio de Herodes, Pilatos saiu de encontro a eles e disse "Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte. Castigá-lo-ei pois, e soltá-lo-ei."&lt;br /&gt;Notemos que Pilatos naquele momento cometeu um erro. Ele declarou "Esse homem é inocente. Herodes o julgou inocente e eu o julguei inocente. Eu vou, portanto, castigá-lo e soltá-lo !" Mas que autoridade legal tinha Pilatos para castigar um homem inocente? Porque ele fez isso?&lt;br /&gt;Apesar de contrária à lei Romana, eu creio que Pilatos fez isso na esperança de que o castigo deixaria os sacerdotes satisfeitos de modo que eles cessariam suas exigências de morte. Assim, Pilatos ordenou o castigo de Jesus, não com uma punição branda, mas com o açoitamento até quase matar, com tiras de couro embutidas com pedaços de chumbo!&lt;br /&gt;A imposição desse açoitamento ilegal foi, em si, um impedimento para punições ainda piores. Qualquer punição adicional violaria as leis tanto de Roma como de Israel, que estabeleciam que, já tendo o acusado sido condenado e punido, ele não poderia ser julgado novamente pelo mesmo crime.&lt;br /&gt;João diz que "desde então Pilatos procurava soltá-lo", mas Jesus foi levado ao quartel dos soldados e despido de sua túnica branca que havia sido dada por Herodes, foi coberto com uma capa púrpura, coroado com uma guirlanda de espinhos, dado uma cana como cetro, e levado para ser confrontado pelos irados sacerdotes novamente.&lt;br /&gt;Pilatos anunciou "Eis aqui o homem."Os sacerdotes responderam "Crucifica-o!" Tudo isso por ter Jesus desafia do a autoridade daqueles homens que estavam dispostos a violar as leis para causar sua morte, homens que por esta razão corromperam sua própria autoridade.&lt;br /&gt;Pilatos então disse "Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele." Ali estava um juiz de leis dizendo "este homem é inocente, mas vocês podem matá-lo se o quiserem."&lt;br /&gt;É claro que isso não satisfez os sacerdotes. Eles não ousariam crucificar Jesus sem uma aprovação inequívoca de uma autoridade Romana, porque fazer isso os sujeitaria a uma represália, possivelmente até a morte, nas mãos dos Romanos.&lt;br /&gt;"Nós temos uma lei", eles insistiram, "e, segundo a nossa lei, ele deve morrer porque se fez Filho de Deus." E ao dizer isso, eles revelaram a Pilatos que sua verdadeira queixa contra Jesus era, na verdade, a acusação de blasfêmia.&lt;br /&gt;Pilatos, que não havia ouvido ainda essa acusação, mais uma vez levou Jesus à parte e perguntou "Donde és tu ?" Essa era a equivalente à nossas modernas perguntas "De onde você vem ? Qual é a sua intenção?" Pilatos queria saber o que Jesus poderia ter feito para enraivecer tanto os sacerdotes ao ponto de violarem as leis sagradas de sua nação para condená-lo à morte ilegalmente.&lt;br /&gt;Jesus não respondeu nada. Pilatos então vociferou "Não me falas a mim? não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?"&lt;br /&gt;Jesus apenas respondeu "Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado."&lt;br /&gt;Pilatos novamente procurou soltar Jesus, mas os sacerdotes enraivecidos exclamaram "Se soltas este, não és amigo do César." Essa era uma ameaça à Pilatos. Poderia haver graves conseqüências se a mais alta corte de Israel denunciasse Pilatos à César. Pilatos sentiu que uma interpretação errada de seu julgamento poderia chegar aos ouvidos de César. Ele poderia ser visto como se estivesse protegendo alguém que era considerado pelos mais influentes de seus conterrâneos como culpado de traição. Pilatos não teve a coragem de lutar pela justiça contra esses sacerdotes coléricos.&lt;br /&gt;Foi então que a esposa de Pilatos o enviou uma mensagem: "Não entres na questão desse justo."&lt;br /&gt;Seu apelo levou Pilatos a tentar um último esforço para salvar Jesus sem arriscar seu cargo. Era costume durante a Páscoa de libertar um prisioneiro escolhido pelo povo. Pelo voto popular, as pessoas poderiam conceder anistia a qualquer um sentenciado à morte.&lt;br /&gt;Eu vejo esse como um dos mais dramáticos momentos de toda a História, mas muito do drama passou despercebido pelos autores e dramaturgos, e uma lamentável confusão resultou em 2000 anos de animosidade desnecessária entre Cristãos e Judeus. Foram os sacerdotes Judeus que buscaram a morte de Jesus, não o povo.&lt;br /&gt;O nome Barrabás em Hebraico significa filho de Abás. Pedro era referido por Mateus como "Pedro bar Jonas", isto é, Pedro filho de Jonas. Bar Mitzvah é traduzido literalmente como Filho da Lei. O nome de Barrabás também era Jesus: Jesus Barrabás.&lt;br /&gt;A pergunta de Pilatos aos sacerdotes foi "Qual quereis que vos solte? [Jesus] Barrabás, ou Jesus chamado Cristo?" Eles clamaram, é claro, pela libertação de Barrabás, o notório ladrão e assassino. "Que farei então de Jesus, chamado Cristo?", perguntou Pilatos. Eles gritaram "Seja crucificado!" "Hei de crucificar o vosso rei?", perguntou Pilatos. E aqueles sacerdotes (que odiavam César como só os povos conquistados podiam odiar) disseram a Pilatos "Não temos rei senão o César!"&lt;br /&gt;Pilatos enfraqueceu diante daquela ferocidade implacável e entregou Jesus para que o crucificassem. Ele tomou uma bacia de água diante dele, lavou suas mãos nela e anunciou "Estou inocente do sangue deste justo: considerai isso."&lt;br /&gt;Pilatos mandou gravar na cruz "Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus". Caifás e os outros sacerdotes foram a Pilatos e pediram "Não escrevas 'Rei dos Judeus', mas que ele disse 'Sou Rei dos Judeus'." E Pilatos respondeu "O que escrevi, escrevi."&lt;br /&gt;Jesus foi julgado desde antes de sua audiência. Ele foi acusado de três crimes separados. Os sacerdotes do Sinédrio o condenaram ilegalmente por blasfêmia. Pilatos se recusou a reconhecer esse procedimento inicial. Pilatos, por duas vezes, absolveu Jesus da acusação de traição. Ele foi acusado de sedição diante de Pilatos e Herodes, mas foi absolvido por ambos. E ainda assim, Jesus foi executado porque pretensamente se assumiu que ele havia sido considerado culpado de traição. Ameaçado com a possível perda de seu cargo, Pilatos escolheu crucificar Jesus como a maneira mais fácil de calar os coléricos sacerdotes.&lt;br /&gt;Antes das doze horas daquele mesmo dia, Jesus foi crucificado em violação às leis de Israel e Roma, fechando o mais tenebroso capítulo da história da administração judicial e invocando o supremo chamado que o mundo jamais ouvira para que humanos obrassem pela justiça. Dois dos sistemas de leis mais esclarecidos que existiram foram prostituídos para destruir o homem mais inocente que já passou pela face da Terra.&lt;br /&gt;Essa história nunca vai morrer, porque de sua verdade sempre nasce a esperança de toda a humanidade. Mais do que qualquer outro episódio na história do mundo, o julgamento de Jesus clama a todos os homens e mulheres de boa vontade para que trabalhem por um sistema de governo humano pelo qual possamos viver juntos em paz e segurança sob um Estado de Direito administrado com reverência pela Verdade e pelo Amor Caridoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-4974071417355269316?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/4974071417355269316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=4974071417355269316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/4974071417355269316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/4974071417355269316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/03/o-julgamento-de-jesus_02.html' title='O Julgamento de Jesus'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8265613855881226505</id><published>2011-02-25T09:19:00.000-03:00</published><updated>2011-02-25T09:19:50.524-03:00</updated><title type='text'>10 alongamentos matinais</title><content type='html'>1. Esforço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Respeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Reconhecimento de mim e do meu próximo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Estado de abertura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Não falar mal dos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Não rebaixar o que é espiritual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Vivenciar experiências espirituais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Não desejar coisas em troca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Lembrança de si&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Pensar por si só&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8265613855881226505?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8265613855881226505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8265613855881226505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8265613855881226505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8265613855881226505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/10-alongamentos-matinais.html' title='10 alongamentos matinais'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1286843655495856234</id><published>2011-02-25T08:05:00.000-03:00</published><updated>2011-02-25T08:05:03.739-03:00</updated><title type='text'>Compreendendo o Quarto Caminho</title><content type='html'>Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pretendido dar uma compreensão do sistema do Quarto Caminho, que é um ensinamento esotérico sobre o possível desenvolvimento interior do ser humano. Tratar as ideias, as práticas e os exercícios, a terminologia, o processo e o seu objectivo, as exigências e o resultado da transformação num estudante do Quarto Caminho. No fim destes encontros, deve saber-se claramente o que é o Quarto Caminho e se é o caminho que se deseja seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensinamento esotérico é um sistema psicológico mas difere daquilo a que hoje se costuma chamar psicologia. A moderna psicologia científica estuda o homem tal como o encontra ou como o supõe ser. A psicologia esotérica estuda o homem do ponto da vista da sua possível evolução. Esta perspectiva de psicologia é a que é usada nestes encontros — o ponto da vista da possível evolução do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segundo encontro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esoterismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esoterismo é qualquer ensinamento sobre o desenvolvimento interior do Homem.&lt;br /&gt;Um ensinamento Esotérico é um tipo especial de conhecimento que tem de ser aprendido e gradualmente compreendido através do desenvolvimento emocional. Pretende-se produzir uma mudança permanente profunda e autentica no indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensinamento esotérico existiu durante toda a historia do Homem sob diferentes formas e em diferentes escolas. Em períodos diferentes, "foi semeado" no mundo para nos dar orientação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicoll: "em cada época, é semeado no mundo o ensinamento esotérico que mostra o sentido em que a evolução individual deve seguir… Na época actual foi-nos dado o ensinamento esotérico contido nos evangelhos que indicam o caminho para a evolução individual nesta fase."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra "esotérico" é geralmente mal interpretada como 'secreto' ou 'oculto'. Escolas esotéricas existiram durante muitos milhares de anos, mas no mundo tecnológico pré-industrial consistiram de grupos isolados relativamente pequenos. A grande maioria das pessoas nunca ouviu falar do esoterismo e muito poucos entraram em contacto com uma verdadeira escola. A mentalidade de "sociedade secreta" ligada ao esoterismo vem em parte desta ignorância devida às circunstâncias e é usada em algumas escolas do Quarto Caminho como uma táctica de venda. As pessoas adoram segredos, adoram elitismo, 'chapéus', e grupos hierárquicos previamente combinados. Mas esotérico não significa secreto ou escondido, refere-se ao significado interior de cada coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gurdjieff: "em primeiro lugar, este conhecimento não é ocultado; e em segundo lugar não pode, pela sua própria natureza, tornar-se propriedade pública."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento esotérico não é escondido, está disponível, no entanto, a esmagadora maioria não o consegue ouvir ou se o faz, acha-o fantástico, ou mesmo desnecessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensinamento esotérico é para aqueles que não estão satisfeitas consigo próprios ou com a vida como ela é; aqueles que sentem que deve haver algum significado maior na vida e anseiam por nele encontrar o seu próprio significado. Se estamos em grande parte satisfeitos connosco, com o tipo de pessoa que somos, o esoterismo não é o nosso caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos ter uma pergunta em nós próprios, sentir vontade de compreender, vontade de integridade, vontade de significado e razão de ser própria. Então, quando procuramos, quando o encontramos pudemos "ouvir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrição geral e objectivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Quarto Caminho é um ensinamento esotérico sobre o possível desenvolvimento pessoal da consciência no ser humano. O homem foi criado como um ser potencialmente auto-evolutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicoll: "o homem é semeado na terra… com a possibilidade de desenvolvimento interior, e a existência deste Trabalho, a existência do ensinamento de Cristo e a existência de muitos outros ensinamentos, é devida unicamente a esse facto — que o homem é criado como um organismo capaz de se submeter a uma evolução interior."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sistema usa ideias, práticas, e exercícios desenhados para gerar uma mudança gradual do nível de compreensão, na perspectiva da mente e da natureza do carácter. Pode ser praticado na vida — na nossa vida, como ela é agora. Não há necessidade de abandonar as circunstâncias e entrar numa comunidade separada para estar no Quarto Caminho. A sua metodologia psicológica é para ser praticada na vida quotidiana em todas as suas circunstâncias e com todas as pessoas que lhe pertencem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Requer dois tipos de esforço — trabalho com o nosso conhecimento e trabalho com o nosso Ser, porque combinados os dois criam a compreensão. Todo o desenvolvimento depende inteiramente dos nossos próprios esforços e motivos. A sinceridade é crítica tal como a honestidade. É um processo de uma vida inteira visando criar uma psicologia que seja correctamente ordenada para ser capaz de receber inspiração divina ou o que o Quarto Caminho chama influências superiores (C).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chamado o Quarto Caminho em relação ás três outras abordagens ao desenvolvimento interior da vontade. A primeira a do faquir; a do corpo físico desenvolvendo "a vontade do corpo". A segunda é a do monge que dá forma a um eixo de devoção religiosa, amor a deus, criando "vontade emocional". A terceira é a do yogi, que desenvolve a "vontade da mente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sistema ensina que todos somos considerados como tendo três corpos dados — físico, emocional e intelectual — e um quarto corpo potencial que deve ser criado pela vontade. Um caminho que desenvolva só um dos corpos é desequilibrado. Um faquir pode desenvolver uma enorme vontade física e talvez consiga manter os seus braços levantados por anos. Para quê? Não desenvolveu o seu corpo emocional ou o seu corpo intelectual e assim com a sua "vontade" não pode fazer nada de valor. É quase a mesma coisa com os outros dois caminhos. O monge é subdesenvolvido física e intelectualmente. O yogi é subdesenvolvido física e emocionalmente. O ensinamento evolutivo do Quarto Caminho trabalha com todos os três corpos dados simultaneamente para produzir "o homem equilibrado" capaz de desenvolver "vontade consciente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro corpos são chamados na terminologia cristã as naturezas, carnal, natural, espiritual e divina. No Quarto Caminho, estes são o primeiro corpo, segundo corpo, terceiro corpo, e quarto corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro corpo é a parte a mais externa: o corpo físico que experimenta sensações. É-nos dado já organizado, mas funciona mecanicamente e respondendo a impressões externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo corpo é o corpo emocional e é uma desorganizada massa de sentimentos e desejos, mudando constantemente, sem nenhuma direcção, respondendo automaticamente. É mais interior do que o primeiro corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro corpo é o corpo intelectual que é a sede dos pensamentos e das funções do pensamento. É também uma massa desorganizada de pensamentos em mudança estimulados aleatoriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto corpo é o corpo divino. É acessível apenas através da "vontade" criada no ordenar dos segundo e terceiro corpos. Desenvolvendo Vontade Consciente ao organizar os seus três corpos dados é-lhe dado acesso ao corpo ou natureza divinos, que é indescritível. Se isto é conseguido, o quarto corpo tem então existência e possui consciência, individualidade, e vontade. O quarto corpo-de-vontade é mestre. É a nossa parte mais interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funcionamento do homem subdesenvolvido é iniciado pela vida externa. o seu primeiro corpo, o corpo físico, experimenta sensações que causam emoções no segundo corpo que encontram expressão em pensamentos no terceiro corpo. Neste caso, não há nenhum quarto corpo, nenhum corpo-vontade, apenas uma barafunda, de pequenas e opostas vontades momentâneas estimuladas por emoções e pensamentos desorganizados. As suas funções são governadas por sensações mutantes da vida externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sistema, o homem desenvolvido é dirigido pela consciência no seu quarto corpo e obedece à vontade divina. Neste caso, a parte a mais interior dirige as funções dos outros três corpos. O conhecimento consciente do quarto corpo compreende o que qualquer circunstância necessita e a vontade divina dirige os pensamentos no terceiro corpo a respeito destas necessidades produzindo correspondentes emoções desinteressadas no segundo corpo que cria acções apropriadas no primeiro corpo. Desta maneira, o que é mais elevado gera acções intencionais e os três corpos dados são sujeitos a elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aquisição de um corpo divino é um processo similar ao do baptismo. O Quarto Caminho é a instrução prática no processo desta aquisição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gurdjieff, Ouspensky e Nicoll&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gurdjieff (1872-1949)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto tem sido escrito sobre o enigmático George Ivanovitch Gurdjieff que seria difícil para qualquer pessoa distinguir entre facto e ficção ou, neste caso, entre intriga e idolatria. A bisbilhotice é fácil e a informação em segunda-mão é subjectiva. O que é geralmente aceite é que era Greco-Arménio, iniciado na sua juventude na tradição Sufi e possivelmente monge ortodoxo num certo ponto da sua vida. Também, viajou extensivamente através do Egipto, da Grécia, da Índia, e do Cáucaso procurando escolas de esoterismo. Em 1917, saiu da Rússia com um pequeno grupo de estudantes e estabeleceu-se em França eventualmente em 1922. Aí compra uma residência em Fontainebleau e abre o que chamou de Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem onde ensinou o Quarto Caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus métodos eram controversos e o seu comportamento pessoal às vezes chocante. Houve sempre um debate sobre os seus motivos, acções, e legitimidade. Mas o Sr. Gurdjieff só pode ser encontrado no Trabalho do Quarto Caminho, no sistema que ensinou. À luz da compreensão do trabalho, da sua magnitude e significado, encontra-se Gurdjieff e depois disso bisbilhotar ou discutir as suas fontes torna-se irrelevante. A beleza e a importância do Quarto Caminho que trouxe à civilização ocidental validam a sua autenticidade, mas apesar das suas reputação obra e personalidade extravagante, permaneceu modesto. Deu este estrito concelho aos seus potenciais estudantes: "nunca confundam o cargueiro com a sua carga".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouspensky (1878-1947)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peter Demianovich Ouspensky nasceu em Moscovo. Era um intelectual, foi jornalista por alguns anos tendo viajado no leste, na Europa e na Rússia. Em 1907, descobriu a ideia do esoterismo e prosseguiu os seus estudos em muitos países e em métodos diferentes. A sua busca levou-o ao Egipto, à Grécia, à Índia, ao Ceilão e a muitos outros países. Estudou também literatura oculta, o yoga, o Tarot, e métodos mágicos. Deu conferências públicas durante a sua busca do miraculoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou-se com Gurdjieff em 1915 em Moscovo e ficou de tal maneira impressionado que arranjou grupos a quem Gurdjieff apresentou seu ensinamento. Ouspensky e Gurdjieff tiveram um relacionamento pessoal difícil e, em 1918, Ouspensky começou a sentir: "eu tinha cessado de o compreender e considerava necessário separar Gurdjieff do sistema, de que eu não tinha dúvida nenhuma". Em 1922 ajudou na mudança de Gurdjieff para Fontainebleau em França que visitou subsequentemente diversas vezes. Ouspensky finalmente quebrou abruptamente com Gurdjieff em 1924 mas continuou o seu próprio trabalho em Londres. Após a morte de Ouspensky em 1947, o manuscrito de seu livro "fragmentos de um ensinamento desconhecido" foi enviado a Gurdjieff que disse: "antes odiava esse homem, agora amo esse homem." O livro foi publicado em 1949 e re-intitulado "em busca do miraculoso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicoll (1884-1953)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurice Nicoll nasceu em Kelso, Scotland numa família nobre. Frequentou a faculdade e doutorou-se em medicina e tornou-se psicólogo praticando em Londres. Estuda diversos anos em Paris, em Berlim e em Viena, e trabalhou com Carl Jung por algum tempo. Em 1914, serviu no o Royal Army Medical Corp em Gallipoli e na Mesopotamia durante a primeira grande guerra. De volta a Inglaterra, foi oficial médico responsável do hospital do império que tratava homens com ferimentos na cabeça e espinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou-se com Ouspensky em 1921 e interessou-se pelo ensinamento. Algum tempo mais tarde fechou a sua prática em Londres e foi viver no instituto em Fontainebleau, onde trabalhou com Gurdjieff directamente. Quando regressou a Inglaterra, recebeu de Ouspensky permissão para passar as ideias que tinha recebido de ambos os professores. Começou o seu ensinamento em 1931 em Inglaterra e continuou até sua morte em 1953.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura geral do sistema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três aspectos da estrutura geral do Quarto Caminho na maneira como foi ensinado em Fontainebleau — a cosmologia, os movimentos, e o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cosmologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito a ganhar com o estudo da cosmologia do Quarto Caminho. No entanto, no começo, diria que uma das ideias principais deste sistema é a verificação: "verifique tudo por si-próprio". A cosmologia é um modelo do universo para a expansão da mente. O estudo dele pode dar uma perspectiva de escala e de relatividade e expandir a mente dimensionalmente. Algumas das ideias agem como uma espécie de choque, desenhadas para nos despertar um pouco ou fazer com que pensemos de modo diferente sobre a criação em geral e sobre o nosso lugar e significado nela. Se reflectirmos nas ideias, podemos começar a ter uma mudança na nossa compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Raio da Criação é o modelo cosmológico primordial sobre o ordenamento do universo. Todas as coisas criadas são ordenadas de acordo com leis. De outra maneira só existiria caos — desordem. Este sistema ensina que o universo é vivo e em desenvolvimento, procurando unidade e consciência. A sua estrutura é representada no Raio da Criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raio mostra-nos sete níveis de criação, começando com o absoluto, que está sujeito a uma só lei — a lei da sua própria vontade. O segundo nível é o nível de todos os possíveis sistemas estelares ou as galáxias e está sob três leis. Cada nível subsequente está sujeito ao número de leis do nível precedente e, adicionalmente, ao mesmo número de leis no seu próprio nível. Assim o terceiro nível, que é o nível de nossa Via Láctea, está sob três leis do segundo nível e três leis do seu próprio, consequentemente seis leis pertencem a esse nível. O quarto nível é o nível de nosso sol que está sob doze leis. O quinto é o nível dos planetas como uma massa, sob vinte e quatro leis. O sexto é o nível da nossa terra, sob quarenta e oito leis. O sétimo é o nível da nossa lua, sob noventa e seis leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raio da criação ensina que toda a matéria é energia que se condensa enquanto se move afastando-se para mais longe da sua fonte no absoluto, transformando-se em matéria mais grosseira e mais densa. Ensina que a nossa terra e os seres humanos nela aparecem bastante longe no raio e são consequentemente sujeitos a muitas leis: as leis de natureza, as leis da física, a lei do acidente, etc. Ensina que o homem é um ser auto-evolutivo criado para uma finalidade especial na função do Raio da Criação. Por essa razão, foi-nos dada a livre vontade para escolher a evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gurdjieff: "há somente uma evolução e uma não-evolução."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, há também a degeneração que é certamente não-evolução, mas não é uma condição estática. É possível também perder a habilidade de se tornar consciente através da degeneração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa finalidade especial do Raio da Criação para que fomos criados, individualmente e colectivamente, é expressa nos seus termos mais simples na cosmologia pela tabela dos hidrogénios. A nossa finalidade pode ser mais elementarmente entendida como "transformação de energias", de vibrações mais grosseiras em vibrações mais finas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei de Sete, ou a Lei de Oitavas, na cosmologia é um ensinamento sobre o ordenar da criação em níveis diferentes — no macrocosmos do universo e no microcosmos do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos mais importantes de compreender ao estudar o Raio da Criação é que a natureza do absoluto é algo perfeito, Divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei de três, às vezes chamada lei da trindade, ensina que em cada manifestação de qualquer coisa no universo, três forças devem estar presentes. Elas são 1) força activa, 2) força passiva, e 3) força neutralizante. As forças activas e passivas cancelam-se essencialmente uma à outra e não produzem nada. Uma terceira força neutralizante é necessária para trazer os opostos a relacionar-se a fim produzir "algo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cosmologia do Quarto Caminho é expansora da mente e ilumimadora. Pode dar-lhe uma avaliação da magnitude deste ensinamento uma perspectiva do seu objectivo, incluindo choques ideológicos que ajudam a criar momentos de consciência mais elevada. Nas escolas do Quarto Caminho, e neste sistema, ensina-se que se deve começar no trabalho com o estudo da cosmologia e isso pode ter a validez das referidas razões. No entanto, ao faze-lo, descobrir-se-à eventualmente que toda a cosmologia não pode ser verificada e estamos instruídos a não aceitar nada por fé. Mais importante, seja qual for o conhecimento que se receber não resulta em transformação pessoal. Mesmo o mais astuto conhecimento da cosmologia não pode produzir uma transformação permanente da consciência, que é o objectivo de todo o ensinamento esotérico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No instituto em França, os estudantes participaram na aprendizagem de "danças Sufis" ou "movimentos". Este exercício físico era prática em atenção, em disciplina, em cooperação, em precisão, em perseverança, e mais; inclusive ocupação para os estudantes. As danças eram também, executadas em público para ganhar dinheiro para o instituto. São verdadeiramente extraordinárias. Diz-se que estes movimentos, ou as danças, carregam o significado esotérico. Isto pode ou não Ser assim, pode ou não Ser verificável. Em todo o caso, o facto inevitável é que tal como apenas o conhecimento intelectual da cosmologia do Quarto Caminho não produz uma transformação permanente da consciência, tão pouco o fazem os movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, muitas escolas do Quarto Caminho insistem que os movimentos devem ser praticados como parte do sistema, e a fim para obter balançado. Este é um sério mal-entendido da ideia "centros equilibrados" ou "homem equilibrado" neste ensinamento. A única exigência física para a transformação da consciência é função do cérebro, assim que não obstante o seu valor relativo, os movimentos não são necessários para a transformação da mente. Nicoll: "nenhuma quantidade de atenção ao corpo criará a transformação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os exercícios e as práticas psicológicos do Quarto Caminho são o "trabalho" do sistema. São projectados especificamente para ser usados nas experiências da vida diária. Visam o auto-conhecimento, a crescente autenticidade e o tornar-se consciente. Esta é a transformação a que o esoterismo se refere e o trabalho psicológico é meio para o alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ideias os exercícios e as práticas do Trabalho são supostos de construir algo dentro nós que nos eleva a um nível mais elevado de consciência. Nicoll: "o conhecimento deste trabalho é tal que pode agir no Ser e em consequência causar a compreensão." Esta acção só pode ocorrer usando a força dos seus esforços pessoais ao praticar o Trabalho. Aplicar estas ideias a nós próprios com sinceridade e diligencia é esforço — Trabalho. Isto é fazer o Trabalho — estar no Trabalho. Muitos estudantes pensam e dizem que estão "no Trabalho" simplesmente porque estão a estudar o Quarto Caminho. Isto não é assim. Tem que se fazer o Trabalho para estar no Trabalho. &lt;br /&gt;Níveis de Consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premissa para supor que pode haver um sistema evolutivo está em compreender a ideia de diferentes níveis num indivíduo. Todas as ideias do trabalho são baseadas em compreender que existem diferentes níveis de consciência. Consequentemente, o movimento de um para outro nível é possível. Nicoll: "tal como é, o homem serve as finalidades da natureza e nada mais é necessário tendo em consideração a sua vida. Mas pode pôr-se sob influências diferentes se o escolher. Pode mudar o seu nível de consciência e consequentemente atrair circunstâncias diferentes de acordo com seu nível."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sistema diz-se que há sete níveis de consciência que consistem em quatro estados que pertencem a três tipos diferentes de homem existentes em diferentes níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens # 1, 2, e 3 todos compartilham os dois primeiros estados igualmente. O primeiro estado é o sono-descanso, sono literal com sonhos. O segundo estado é chamado estado de-pé em que se anda e fala e age na vida mecanicamente. O Trabalho chama também sono ao segundo estado, porque funciona automaticamente sem consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste nível de consciência, há apenas a escuridão de estar a dormir. Nenhuma ajuda é possível porque as influências mais elevadas só podem chegar tão baixo como o Terceiro Estado de Consciência. Isto é o que o sistema ensina, mas seria mais exacto dizer que o Homem adormecido — Homem mecânico (os números 1, 2, e 3) não podem perceber as vibrações mais finas que vêm da consciência mais elevada por causa da grosseira natureza de seu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem # 4 está no terceiro estado de consciência. Está a começar a acordar através da prática da auto-observação e de Auto-Recordação. Tem um certo grau de auto-conhecimento e Eu real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem # 4 é chamado Homem Equilibrado que em termos gerais significa um homem que funciona correctamente. O homem equilibrado organizou os seus centros (ou corpos) — as funções da sua psicologia. Pode permanecer erecto no centro do balanço do pêndulo dos eventos e das circunstâncias da vida. Conseguir este estado requer um sincero e duro Trabalho psicológico a longo prazo; real Trabalho interior. Mas os esforços coretos feitos para os motivos coretos produzirão a real mudança interior. Do nível do homem # 4, as influências, a inspiração e a compreensão podem alcançá-lo — a luz está presente e a ajuda é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Homens números 5, 6, e 7 vivem no Quarto Estado — consciência objectiva. Estes três são chamados "Homens Conscientes", Homem Acordado. A luz está presente e a ajuda está disponível. Neste nível, um homem pode ver as coisas como realmente são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem consciente tem compreensão e perspectiva, consciência intencionalmente desenvolvida e ser, consciência real activa e vontade de fazer. O homem consciente é autentico, vive os seus significado e finalidade na vontade de Deus. É guiado pela inspiração divina, pelo sentido espiritual, pela verdade objectiva, pela consciência real, pela consciência objectiva, e pela bondade sobre todas as coisas. O homem consciente é incapaz de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vamos ver um exemplo de homem mecânico, isto é, Homem adormecido: Homem # 1, 2 e 3, que significa todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Examinemos as circunstâncias ordinárias na vida quotidiana de um homem ordinário. Vamos dizer que é casado e tem um cão e trabalho. Acorda de manhã ao som do despertador e imediatamente deseja poder dormir por muito mais tempo. A resignação consegue levar os seus pés até ao soalho. O chuveiro refresca-o e recorda-o de que é hoje sexta-feira. Aliviado e feliz pelo o fim de semana, começa a imaginar as actividades que planeia. Enquanto pensa sobre um evento agradável, entra-lhe sabão para os olhos e imediatamente a raiva ferve. Talvez diga palavrões ou rosne ou qualquer coisa do género. Quando sai do chuveiro com seu olho ardente, encontra o cão a ganir e a riscar na porta da casa de banho. Irritado pergunta-se porque é que a sua mulher ainda não pôs o cão lá fora. Não o pode fazer agora. O cão terá que esperar, diz ele a si mesmo impaciente. Apressa-se a terminar a sua toilete, e deixa cair a escova de dentes e corta-se no queixo enquanto a frustração cresce. A sua mente volta repetidamente à ocasião especial do fim de semana e imagina conversações e cenários onde é o centro da atenção ou onde é apreciado, lisonjeado, e naturalmente sempre correcto. Ou preocupa-se sobre quem estará lá, como o tratarão, se fará uma boa impressão, se gostarão dele ou o embaraçarão. Vestido, sai e descobre que o cão se foi embora e outra vez irritável, pensa como se apressou e se cortou a barbear-se tudo só para descobrir que tudo era desnecessário. O cheiro do café atrai-o e o primeiro golo traz-lhe uma onda do prazer. A sua mulher entra e beijam-se. Está a observar como o tempo está agradável quando a mulher deixa o cão entrar pelas traseiras. O cão salta e seu café quente cai-lhe , queimando sua mão e manchando a sua camisa. Grita ao cão e explode de raiva por causa da camisa. Sai do quarto. Mudar de camisa implica mudar de gravata e agora mal o pode fazer, com os dedos queimados, queixo cortado, e olho a arder. Jura que vai por o cão na escola de obediência. Em primeiro lugar nuca tinha querido aquele cão, tinha sido a ideia dela. Ela pode levar o cão à escola. Agora está-se a fazer tarde, desiste do pequeno almoço, diz um adeus apressado à sua mulher, e vai de cabeça para o trabalho. Há pouco tráfego e a sua música favorita passa, e lembra-o de épocas passadas sentimentais. Fora do azul, recorda que deixou a sua papelada ao pé da cama em vez de a por na sua pasta. Ele vira o volante com a sua mão e pragueja alto. Tem que voltar a casa e agora estará certamente atrasado. Preocupa-se, e responsabiliza o cão, a sua esposa, o shampô, e a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este homem acredita, como cada indivíduo, que é inteiramente consciente, que age por sua própria vontade e está perfeitamente ciente de si-próprio e do que faz. O trabalho diz que um homem que funciona neste nível é um organismo de estimulou-resposta que reage à vida escravizado pelas suas respostas mecânicas. Funciona sem nenhuma consciência ou o intencionalidade e está adormecido para este facto, inconsciente do seu estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é sono (estado a-pé, o segundo estado). Todos funcionam desta maneira automaticamente, criando o caos e a violência no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de que andam todos a dormir é um choque que pode ajudar a mudar a maneira de pensar. Entretanto, a consciência de que nós mesmos estamos a dormir é um choque de despertar. Esta consciência pode ganhar-se só com a verificação pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de despertar deste sono deve crescer na consciência e poder agir com intencionalidade em vez de apenas reagir mecanicamente. O obstáculo principal ao despertar desta circunstância é que cada pessoa imagina que possui já a consciência e o auto-conhecimento plenos assim que não o necessita, não o procura, não está interessada. Cada pessoa acredita que age com conhecimento e que possui a vontade para fazer o que quer que escolha fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho diz-nos que isto é uma ilusão e que a ilusão de ser já correctamente consciente é parte da condição de estar a dormir. Note por favor que o trabalho não lhe diz que a vida é uma ilusão (o que o pode fazer doentio). Diz-lhe que a sua visão subjectiva dela é uma ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não agem. Reagem. Desde o começo da sua vida, cada pessoa reage às circunstâncias que a rodeiam e esta é a única maneira como pode ser. Mas o organismo mecânico, automático de estimulo-resposta, quero dizer, cada um de nós, é criado também como um organismo auto-evolutivo. Nós podemos evoluir na consciência através de esforços intencionais específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essência, o Eu real, e o Ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascemos com um Eu único (self) com algumas qualidades natas que são observáveis. Como bebes, éramos ou mais activos ou mais passivos e tínhamos uma disposição positiva ou uma disposição negativa predominantemente. Há outros atributos idiossincráticos atuais no nascimento que são mais subtis, mas o ponto é que nascemos já com um EU (self) totalmente único. No trabalho, este é chamado a essência. Contem a nossa razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como crianças, a nossa essência é um pouco como uma ardósia limpa. Tem características e disposição únicas, mas à medida que a essência é influenciada por experiências do ambiente, é formada a personalidade em torno dela. A personalidade é adquirida para nos permitir de interagir com a vida e de sobreviver porque a auto-preservação é a directriz orientadora primaria. No desenvolvimento humano, essa directriz orientadora traduz-se em ganhar poder sobre o ambiente a fim de responder às nossas necessidades com de modo a a poder sobreviver, o que é, apesar de tudo, a primeira precondição necessária para qualquer outra possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a essência é a nossa parte mais interior e mais autentica, mas está coberta com uma personalidade que pode não expressar a essência de todo. Recordemos que a personalidade foi formada em torno da essência através de experiências subjectivas da vida e do seu excesso de eventos que sobro os quais não temos nenhum controle. A essência pode desenvolver-se na vida apenas até certo ponto em que chega a vez da personalidade tomar o comando. Permanece por desenvolver e sem poder a menos que seja desenvolvida intencionalmente através do trabalho. A intenção no trabalho é desenvolver a essência até que tenha o poder para dirigir sua personalidade. Este processo implica fazer com que a personalidade adquirida se torne passiva de modo que a essência se possa tornar activa. Se este processo for bem sucedido e a essência se desenvolver, emerge o Eu real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Eu real é mestre. Todos temos um Eu real que virá a manifestar a essência desenvolvida na verdadeira personalidade, mas também este deve ser gradualmente alcançado através do trabalho. Existe dentro de nós ao nível da Auto-Recordação, o terceiro estado de consciência. O trabalho ensina exercícios e práticas que ajudam a trazer o Eu real a tornar-se presente. A prática da Auto-Observação informa e ilumina o Eu real e transporta seu sabor porque estão ligados no mesmo nível de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personalidade é a nossa parte a mais externa. Por traz da personalidade adquirida está a essência, e por traz da essência está o Eu real. Psicologicamente falando, a essência é interior à personalidade e o Eu real é interior à essência. Eu real é o EU mais elevado. É a verdade do nosso Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o trabalho chama Ser, pode grosseiramente descrever-se como a natureza do nosso carácter. Todos possuímos ser em maior ou menor grau. Por exemplo, o Ser de um homem honrado é maior ou acima do Ser de um homem criminoso. Ser existe numa escala, quer dizer, em níveis diferentes e pode ser desenvolvido. Mesmo no inicio do trabalho, é-nos pedido para trabalhar em duas áreas de nós próprios — trabalho sobre o conhecimento e trabalho sobre o Ser. Isso porque é este conhecimento esotérico especial que aplicado ao Ser produz a Compreensão, e diz-se no trabalho que a compreensão é a força mais poderosa que se pode desenvolver. O desenvolvimento da Consciência é inseparável do desenvolvimento do Ser. Andam de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos elementos na escala do Ser é que os níveis diferentes são descontínuos uns com os outros, como linhas de telefone paralelas entre dois pólos. Os eventos que encontramos num nível de ser podem não existir noutro nível que tenha os seus próprios e diferentes eventos. Nicoll: "o nível de Ser que nos espera mesmo acima da linha actual, que é a nossa evolução, o nosso desenvolvimento interior, o nosso crescimento interior, é descontínuo com nosso nível actual, tal como um lance de uma escada não é contínuo com o seguinte. Temos que saltar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia a mais importante no trabalho sobre o ser é que "o nosso ser atrai a nossa vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personalidade adquirida — Falsa Personalidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já foi dito, a essência interage com a vida e a personalidade é formada destes infinitos factores idiossincráticos. A personalidade é formada em torno da essência como meio de interacção com a vida e isso é absolutamente necessário. É formada de acordo com leis que se aplicam a todos. Ou seja a sua formulação é ordenada o que explica os traços psicológicos comuns entre todas as pessoas em todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho chama a esta formação da personalidade a primeira educação. É referida neste sistema como a falsa personalidade e é certamente falsa. (Pode achar-se no entanto que o termo personalidade adquirida é um pouco mais claro e mais específico, menos condensador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personalidade em general pode ser descrita como uma colecção dos hábitos. &lt;br /&gt;Hábitos de pensar — pensar nas mesmas coisas das mesmas maneiras; &lt;br /&gt;hábitos do sentimento — emoções recorrentes, estados emocionais repetitivos; &lt;br /&gt;hábitos de falar — repetir as mesmas histórias, as mesmas frases, as mesmas palavras. &lt;br /&gt;Temos hábitos de atitudes e de opiniões. &lt;br /&gt;Temos hábitos do corpo físico — postura, expressões faciais, tensões, movimentos, linguagem corporal; &lt;br /&gt;hábitos de ser e maneiras habituais de responder a eventos da vida. &lt;br /&gt;Adquirimos todos estes hábitos por imitação, por oposição, pela família e pelas influências culturais e da comunidade. Isto é, as influências da vida em que não tivemos nenhuma escolha, consequentemente estes hábitos não são nossos você não são a nossa personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa personalidade rende-nos automaticamente a vida de acordo com a sua forma ou formulação única. Temos uma atitude sobre algo, uma opinião sobre uma outra coisa, temos sentimentos e pensamentos e estas coisas compõem a nossa experiência. Contudo todos estes hábitos que compõem a nossa personalidade não expressam a nossa essência ou o nosso Eu real. Podemos às vezes sentir isso como um sentimento de sermos umas imitações ou de sermos desconhecidos para nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essência tem que ser desenvolvida intencionalmente assim como o Eu real. Estes dois aspectos não evoluem mecanicamente. Evoluem apenas com os esforços pessoais da atenção e da intencionalidade ensinados no esoterismo, no Trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos ensinamentos principais sobre a personalidade é que tem a ilusão de unidade. Ouspensky: "a ilusão de unidade é criada no homem em primeiro lugar, pela sensação de um corpo físico, pelo seu nome… e em terceiro, por um número de hábitos mecânicos implantados nele pela educação ou adquiridos por imitação. Tendo sempre as mesmas sensações físicas, ouvindo sempre o mesmo nome, e observando em si os mesmos hábitos e inclinações que já tinha antes, acredita que é sempre o mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho ensina que, na realidade, o homem é uma massa desorganizada de Eus sem nenhuma permanência. Cada pensamento, sentimento, sensação, agrado ou desagrado são 'um Eu'. Eus Desligados, contraditórios e mesmo opostos ' dizem "Eu" como se cada um falasse pelo todo de nós. Isto é chamado a doutrina ' dos Eus e embora possa soar incompreensível no início, é facilmente verificado e crucial para o nosso desenvolvimento. Podemos observar dentro de nós próprios a roda giratória 'dos Eus, cada pensamento ou emoção, desejo ou sensação. O homem é uma multiplicidade, não uma unidade. Não há nenhum 'Eu a controlador' ou vontade. Cada 'Eu' tem a sua própria vontade provisória pequena que desaparece quando 'o Eu seguinte' é dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento da nossa multiplicidade marca uma etapa crítica no processo do trabalho. Sentimos uma grande instabilidade ao ver a nossa falta da identidade e pode induzir-nos num tipo de vertido psicológico que é amedrontador. Ironicamente, é por causa desta multiplicidade que encontramos a oportunidade de mudança intencional e a estabilidade real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho ensina-nos como reconhecer, escolher e alimentar em nós os Eus que pertencem a um consciência mais elevada ou Eu real e como nos separar-mos ' de Eus prejudiciais ou que não expressam nosso Eu. real. Desta maneira, o trabalho trabalha na nossa psicologia sobre a nossa personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o homem geralmente assume-se como um ' Eu ' e tem um retrato de si-próprio como a sua personalidade. Esse é o seu Eu imaginário. É um casaco posto por cada ' Eu ' de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um outro ensinamento muito significativo sobre a personalidade no trabalho que gostaria particularmente de clarificar. Há um nível de desenvolvimento na personalidade chamado o Bom dono de casa. Isto significa uma pessoa que faz o seu dever na vida, vive responsavelmente com si-próprio e com o mundo, sem criminalidade ou perversão. Só uma pessoa que alcance este estágio chamado de Bom Dono de Casa é capaz para o trabalho. Se não pudermos viver uma vida ordinária decente, então não temos nenhuma possibilidade de sucesso no trabalho extraordinário. Nicoll: "deixe-nos outra vez recapitular o ensinamento sobre o ser. Primeiro, um homem deve estar na vida e ter tratado da vida e ter alcançado alguma posição adequada na vida e no conhecimento da vida e quando for um bom dono de casa, capaz de tratar das dificuldades e dos problemas ordinários da existência humana — isto é, o trabalho não é para As pessoas que procuram escapar dos fardos normais da vida. É para pessoas decentes normais e parte desse nível de ser. É muito importante que todos devemos compreender isto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicologia da possível evolução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento ou da evolução que são possíveis para uma pessoa na terra, na sua vida, é psicológico. Recorde-se que o homem é criado na terra como um Ser auto-evolutivo capaz de uma mudança psicológica auto-gerada — desenvolvimento. Este trabalho, que começa com o auto-conhecimento, é chamado auto-evolução porque é só através de esforços sinceros feitos intencionalmente por nós próprios que a possibilidade de evolução existe. É na, e através da energia do esforço para trabalhar que a evolução acontece. Cada pessoa deve fazer os seus próprios esforços para evoluir. Ninguém podem evoluir automaticamente ou pela compreensão intelectual, pela vizinhança, pela osmose, ou pelo conhecimento. Só o esforço interior pessoal do trabalho produz a força para a evolução. Este processo no trabalho trá-lo-á da psicologia do interesse próprio à psicologia da transcendência própria. Despertar de uma psicologia mecânica para uma psicologia consciente intencional é o nosso destino. É o que cada um de nós está aqui para fazer. O facto que este ensinamento existe é prova "dura" do Amor incondicional de Deus que nos alcança a nós mesmo na nosso insignificância; O seu amor muito pessoal por cada um de nós individualmente e igualmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1286843655495856234?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1286843655495856234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1286843655495856234' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1286843655495856234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1286843655495856234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/compreendendo-o-quarto-caminho.html' title='Compreendendo o Quarto Caminho'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-7133137101854016566</id><published>2011-02-25T08:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-25T08:00:40.107-03:00</updated><title type='text'>A Linguagem de Ouspensky</title><content type='html'>&lt;i&gt;http://tempestade.wikispaces.com&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem foi criada por Grudjieff e complementada por Ouspensky que escreveu este livro chamado The 4th Way que foi de onde tirei os seguintes apontamentos.&lt;br /&gt;Convém lembrar que isto foi escrito em 1924 ou assim. A Psicologia nessa altura era ainda menos evoluída e não existiam muitos dos conceitos que hoje conhecemos.&lt;br /&gt;Um dos Projectos que acho que poderíamos construir a partir daqui (com a Nat à cabeça) seria complementar o que temos aqui com algumas coisas que a psicologia entretanto descobriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem-se então alguns conceitos e ensinamentos do senhor (muito resumidos e um bocadito pintados por mim):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considera-se que:&lt;br /&gt;O Homem Não Está Desenvolvido: A maioria de nós não usa o seu potencial ao máximo, como acontece com a Natureza quando não é cultivada. Isto porque não temos as ferramentas necessárias, não conhecemos as condições que nos rodeiam e porque o intelecto é um processo novo na natureza e por isso não se encontra totalmente implementado. A consciência ainda não foi desenvolvida o suficiente para se usar a si própria como usa o resto.&lt;br /&gt;O Homem Não É Uno: Pensamos que quando dizemos "Eu" estamos sempre a falar da mesma pessoa. Contudo somos muito diferentes de situação para situação. O que queremos hoje muitas vezes é diferente do que queremos amanhã... E depois de amanhã ficamos arrependidos que isso se passe. Isto acontece porque de facto apenas reagimos às situações, que determinam se agora somos este "Eu" ou aquele, em vez de agirmos segundo um plano.&lt;br /&gt;O Homem não tem Vontade nem Consciência: Por sermos incompletos, por não termos noção dos nossos "Eus" e sermos incapazes de seguir com os nossos planos quando de facto os podíamos levar a cabo, provamos não ter vontade própria, mas simplesmente seguir o mundo naquilo que ele nos impõe. Não somos conscientes por que não nos lembramos do que queremos, fazemos e somos e assim não sabemos como chegámos a onde estamos nem como chegar aonde queremos estar.&lt;br /&gt;Existem Pessoas Realmente Conscientes: Existem homens que são realmente completos, que usam uma linguagem realmente objectiva, que vêem a verdade no mundo e que concretizam os seus planos. Existem homens que fizeram obras realmente incríveis (como quem escreveu algumas partes da Bíblia, como Ghandi, como uma grande parte dos que se vêm sacrificando pelos outros) enquanto a maioria nem é consciente. (Ele diz isto de outra forma, mas eu não gosto.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceitos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Study of the World&lt;br /&gt;Lei dos 3: Tudo neste mundo é influenciado por três forças: positiva (activa), negativa (reactiva/passiva) e neutralizante. A consciência é uma força do primeiro tipo, como é a criação e manutenção da vida; forças criativas que requerem esforço e provocam beneficio a um sistema holístico. A perversidade, as calamidades naturais, o oportunismo cego em detrimento dos outros, etc. são forças reactivas, geradas por algo que responde a certos estímulos sem inovação ou esforço. O Tempo, a tendência para os opostos se atraírem, etc. são forças neutralizantes.&lt;br /&gt;Lei dos 7: No Universo existe tendência para desvios. Chama-se lei dos 7 porque as 7 notas musicais não têm a mesma distância de frequência em duas instâncias. Para se fazer uma música não podemos apenas descer e subir as 7 notas. Exige um esforço para compensar esses desvios, explorar e utilizar notas que condigam.&lt;br /&gt;Lei do Acidente: Os eventos acontecem sobre a Lei do Acidente quando se passam sem conexão à linha de eventos que temos observado. Muitos acidentes podem não ser observados.&lt;br /&gt;Lei da Causa e Efeito: Uma lei intermédia entre a lei anterior e a seguinte. Quando o que somos é que causa um efeito naquilo que nos acontece. Muitos acidentes (no sentido estrito da palavra) acontecem dentro desta lei.&lt;br /&gt;Lei do Destino: O destino para Ouspensky está ligado àquilo com que nascemos: família, dinheiro, saúde, capacidade física, etc. Esta lei raramente influência a capacidade do ser humano se desenvolver, embora raras vezes o destino possa ter um impacto muito importante numa vida.&lt;br /&gt;Lei da Vontade: Existem duas vertentes desta lei: a Vontade dos outros, e a nossa. De momento já vimos que a própria não existe de facto e pouco podemos dizer à cerca das dos outros. Podemos falar do que correntemente chamamos de vontade como "disposição." (Isto difere do que o Ouspensky apregoa, mas eu não gosto de como ele o diz.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Study of Man&lt;br /&gt;Centros: É o nome que se dão ás secções do comportamento humano. Não têm propriamente ligação com características biológicas, ou psicológicas; é puramente um sistema de encaixar comportamentos humanos em categorias.&lt;br /&gt;Centro Instintivo: Para o Ouspensky os instintos são coisas puramente básicas, que não são aprendidas: fome, sentidos, funções, desejo sexual, sono, etc.&lt;br /&gt;Centro de Mobilidade: Controla tudo o que aprendemos a fazer, mas que cujo o processo em si se faz sem ser ponderado: escrever, andar, falar, equilibrar etc.&lt;br /&gt;Centro Emoncional: Trata daquilo que são as emoções: suspeita, amor, querer, medo, solidão, etc. É importante para orientar acções e por ser mais rápido que o Intelectual.&lt;br /&gt;Centro Intelectual: É responsável por todas as acções racionais e analíticas como: analise de dados, formação de teorias, comparação de resultados, etc.&lt;br /&gt;Centro Magnético: Este acumula pensamentos que sobrevivem vidas e que contrariam a desordem normal do mundo: relacionado com a espiritualidade.&lt;br /&gt;Centro de Gravidade: "É um objectivo mais ou menos permanente e a consciência da importância relativa das coisas em relação a esse objectivo." Este centro é normalmente pouco desenvolvido.&lt;br /&gt;Timing dos Centros: Os centros têm velocidades de funcionamento diferentes. O mais rápido é o primeiro e depois vai ficando mais lento. Esta é uma das formas de os distinguir. É também importante ter em conta o tempo que temos quando usamos um Centro. Quanto mais Centros tentarmos usar, melhor serão os resultados, mas raras e importantes vezes não há tempo suficiente para isto acontecer.&lt;br /&gt;Funções: O Ouspensky chama àquilo que os centros controlam de "Funções." Convém termos em conta que muitas vezes nós usamos centros errados para executar certas funções (como usar o Centro Emocional para analisar uma situação da nossa vida). A maior parte das funções são executadas por vários centros (por exemplo criar arte pode usar todos os centros, ou apenas 4, ou apenas 3). Isto varia de pessoa para pessoa, por isso não se inserem funções em Centros. Na seguinte lista encontram-se funções úteis e prejudiciais:&lt;br /&gt;Identificação: Acontece quando nos deixamos levar por um fenómeno qualquer e nos esquecemos de nós próprios. Por exemplo, se tens que ir para um lugar mas em vez disso encontras algo que te atrai e esqueces o teu objectivo. Se acontecer em relação a uma pessoa chama-se consideração.&lt;br /&gt;Imaginação: É todo o pensamento que não tem utilidade. "O que estará ele a pensar?", "Eu dava-lhe três socos caia para o chão." "Um dia gostava de pegar num unicórnio e ir a cavalgar pela floresta." Não inclui imaginação no sentido de pensamento criativo.&lt;br /&gt;Emoções Negativas: São emoções que não têm utilidade. O ódio e o medo, por exemplo, apenas fazem com que se aplique um preconceito a uma pessoa ou situação, quando o pensamento racional é muito mais eficaz. As Emoções Negativas vêm provavelmente de uma imponderada aplicação do sistema "Prazer-Dor" do Centro Instintivo ao Emocional e da tendência de utilizar este último (por ser mais rápido) para resolver situações que muitas vezes podem ser delegadas ao Centro Intelectual.&lt;br /&gt;Mentir: Mentir é uma função que usamos muito e é sobretudo prejudicial quando a usamos contra nós. As mentiras estão na base da imaginação, dos limiares, etc.&lt;br /&gt;Auto-Observação: A auto-observação é uma forma de observar uma função ou o funcionamento de um dos centros. Um exemplo é quando nos observamos (durante ou depois) a exprimir um sentimento.&lt;br /&gt;Auto-Reconhecimento: O auto-reconhecimento tem a ver com a observação do todo que somos nós. Por exemplo, de começo podemos reconhecer que temos vários "Eus" e que a nossa consciência permite um controlo débil daquilo que somos.&lt;br /&gt;Formação/Formulação de pensamentos: Existem dois processos de criar ideias. Um utiliza pacotes de ideias pré-concebidos e forma quase automaticamente uma ideia para a ocasião. O outro depende de um processo mais lento por depender da análise e tratamento de informação e formula ideias mais complexas e bem adaptadas.&lt;br /&gt;Papeis: São grupos de "Eus" que se manifestam dependendo de certas condições. Esta manifestação pode não ser observada por outras pessoas e raramente é observada pelo próprio, sendo nesses casos justificada por limiares (ver a baixo.)&lt;br /&gt;Limiares: São "desculpas" que usamos para justificar a existência de vários "Eus" e os seus conflitos (por exemplo "Isto aconteceu porque quando eu fico chateado tem que sair tudo da minha frente.")&lt;br /&gt;Outras Divisões:&lt;br /&gt;Personalidade / Essência: A personalidade é constituída por aquilo que vamos retendo; informações, frases, etc. Protege a nossa essência do mundo. Pertence à essência tudo aquilo com que nascemos: físico, saúde, predisposições, tendências, etc.&lt;br /&gt;Conhecimento / Ser: O conhecimento é o que conseguimos assimilar (de forma a poder ser utilizado pela nossa capacidade de raciocínio e de abstracção) de uma certa informação. O ser é aquilo que somos neste momento. É a soma de tudo o que nos compõe: o nosso conhecimento, a nossa experiência, a nossa essência, personalidade, etc. Segundo Ouspensky, a distância que temos que percorrer neste "quarto caminho" é igual à diferença entre aquilo que somos e aquilo que pensamos que somos. (É bom reter que o conhecimento não é facilmente transmitido, porque a mesma informação vai ser assimilada ou não por pessoas dependende do ser destas.)&lt;br /&gt;Aparelho de Formação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnicas:&lt;br /&gt;Usar Auto-Observação/Reconhecimento frequentemente: Temos que aprender o que somos, como funcionamos. Como as condições mudam a nossa forma de pensar, agir, sentir.&lt;br /&gt;Esforço: Para podermos observar bem o que fazemos devemos esforçar-nos, porque nos lembramos dos nossos esforços e porque nos dá uma certa disciplina. Devemos contrariar aquilo que vemos que é mecânico, de forma a compreender como funciona. Devemos tentar contrariar o prazer de estarmos estáticos, para aproveitarmos o proveito de sermos activos.&lt;br /&gt;Abolição das Emoções Negativas: Lendo Ouspensky parece-me que as emoções negativas são uma forma reduzida de interpretar os nossos instintos e de achar que o nosso centro emocional há de beneficiar de dor e desagrado.&lt;br /&gt;Abolição da Identificação e Imaginação.&lt;br /&gt;Entrar na Lei da Vontade: Ao respeitarmos estas outras técnicas e ao criarmos um Centro de Gravidade bem desenvolvido, nós fazemos com que os eventos que se passam na nossa vida saiam das Leis do Acidente, Causa e Efeito e Destino e façam parte da Lei da Vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-7133137101854016566?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/7133137101854016566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=7133137101854016566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7133137101854016566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7133137101854016566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/linguagem-de-ouspensky.html' title='A Linguagem de Ouspensky'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-9137166463298377102</id><published>2011-02-25T07:55:00.000-03:00</published><updated>2011-02-25T07:55:47.189-03:00</updated><title type='text'>Consciência</title><content type='html'>Valdomiro Halvei Barcellos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Senhor ajuda-nos a transitar das trevas para a luz, da mentira para a verdade, e da morte para a imortalidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta oração dos upanishads, um dos livros do Vedanta, cujo título significa:ajoelhado aos pés do mestre para aprender, sintetiza o trânsito que deve fazer o ser para encontrar a sua consciência. A treva é não-ser, onde a ignorância predomina; a mentira significa a paixão, ilusão, causas de sofrimento, aquele sentido de permanência às coisas que são impermanentes; transitar da morte para a imortalidade; é o caminho para a aquisição de Sabedoria, isto é , sair do corpo para a Consciência Plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Almirante Hardy, da marinha norte americana, exorou uma iluminada oração, provavelmente inspirada nos upanishads, que sintetiza as ações do homem em busca de sua consciência: “Senhor ensina-nos a fazer tudo aquilo que devemos fazer, e, ensina-nos a não fazer tudo aquilo que não devemos fazer,e, dá-nos Sabedoria para distinguir um do outro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudiosos do comportamento humano constataram que houve uma dissociação entre a personalidade e o Psi, a consciência profunda, indivíduo. A personalidade forja-se nas experiências-existenciais e a Individualidade o Ser, que continua a viver, é o somatório das experiências-existenciais. Essa dissociação nos faz viver , ou no passado, personalizando, ou identificando-se, ou no futuro, imaginando, ou projetando algo que nunca aconteceu, ou talvez jamais venha a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As técnicas para o desenvolvimento da consciência nos levam a estabelecer uma ponte de união entre a personalidade e o SÍ-PSÍ, tornando o SER Consciente, integral, pleno, tais as da meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos conscientes ou estamos conscientes, qual o nosso nível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Ouspensky, discípulo de Gurdjieff, dividiu os grupos humanos em quatro níveis de consciência:sono, consciência de vigília,consciência de si e a consciência objetiva; sendo que um dos níveis, o de consciência de vigília, o Professor Divaldo P. Franco, sob o enfoque do pensamento espírita, dividiu em estado de despertar semi-dormindo e estado de consciência desperta lúcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono é um estado puramente subjetivo e passivo. O homem está rodeado de sonhos. Todas as suas funções psíquicas trabalham sem direção alguma. Não há lógica, não há continuidade, não há causa e nem resultados nos sonhos.Imagens totalmente subjetivas, ecos de experiências passadas, oui ecos de vagas percepções do momento, ruídos que chegam ao adormecido, sensações corporais, tais como ligeiras dores, sensação de tensão muscular, atravessam o espírito sem deixar mais que um tênue vestígio na memória, e quase sempre sem deixar sinal algum. Os valores dormem. Tudo está em latência.São os homens fisiológicos, boca a baixo:comer, beber, dormir, copular sem aspirações, no entanto, o Divino nele Dorme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo grau de consciência aparece quando o homem desperta.Trabalhamos, falamos, imaginamos que somos despertos, lúcidos. Segundo a divisão proposta para o nível de consciência de vigília temos: o estado desperto em sono: somos mais o ontem do que o amanhã, semi-interiorizados, o ideal não é ainda muito interessante. O sono permanece com todas as suas impressões. O homem sabe mas não que aplicar o que sabe. Ao sono se acrescenta uma atitude crítica para com as impressões dos sonhos; estes já exercem influência intuitiva. Começam a surgir pensamentos mais bem coordenados, ações mais disciplinadas, sentimentos de contradição e de impossibilidade, ausentes totais na de sono. O homem já distingue entre o EU e o NÃO-EU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na consciência lúcida aspira ideais. Analisa, calcula, já começa a discernir sobre o que pode e deve; deve mas não pode; pode mas não deve. Tem alguma religião mesmo que seja como representação social. Atormenta-se quando não aplica bem e para o bem o que sabe. Busca a retificação das experiências que não deram certo. É o homem psicológico, que pensa antes de agir. Alimenta-se, dorme, e tem sexo, para viver, e não viver para; porque quando inverte cai no nível de consciência de sono.Os níveis de consciência de sono e desperta são os estados em que vivemos nós, oitenta a noventa por cento da humanidade. Mas poderemos atingir outros estados após dura e prolongada luta, impulsionando a vontade, os de consciência de si e de consciência objetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência de si é o estado em que o ser se torna objetivo em relação a si mesmo.Para iniciar o desenvolvimento deste nível temos que entender que somos máquina, que age por influências e choques exteriores. A idéia de que o homem é uma máquina não é nova, é realmente o único ponto de vista científico possível, pois é baseado na experiência e na observação. Durante a segunda metade do século XIX o que se chamava psico-fisiologia dava uma definição muito boa da mecanicidade do homem.Entender que somos uma máquina mas muito singular que pode deixar de ser máquina é o que possibilitará então a controlar a máquina. Para tal, temos que controlar as funções da máquina, que são sete segundo Ouspensky: função intelectiva, emotiva, instintiva, motora, sexual, emotiva-superior, intelectiva-superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função intelectiva é a do pensamento, dos processos mentais: percepção de impressões, formação de representações e conceitos, raciocínio, comparação, negação, formação de palavras, linguagem. O ser usa a razão a benefício da vida. Procura a melhor técnica, o melhor método para viver. Ao seu lado está a função emotiva: alegria, tristeza, medo, surpresa, etc. Temos que estabelecer o equilíbrio entre a emoção e a razão; a meditação nos levará a isto.A função instintiva compreende quatro espécies de funções: trabalho interno do organismo, os sentidos, emoções físicas (dor, sabores, odores, prazeres), reflexos, risos, bocejos. A função motora: os movimentos exteriores, caminhar, correr, escrever, falar,movimentos esportivos. As diferenças entre as funções instintivas e motoras é que estas precisamos aprender e aquelas não. Existem funções motoras anormais ou estranhas: falar por falar, falar consigo mesmo, tiques, cacoetes. As técnicas de correção de postura fazem parte da função motora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente após o controle das funções – instintivas, intelectivas, emotivas e motoras – poderemos controlar a função sexual, que em síntese constitui-se em governar as polaridades masculina e feminina e utilizá-la para a vida e não viver para fruí-la. Não obstante, o controle da função sexual demanda estudos específicos. Estas funções devem antes de tudo ser compreendidas em todas as manifestações, depois, é preciso observá-las em si mesmo. Esta observação de si que deve ser feita a partir de dados corretos, com prévia dos estados de consciência e das deferentes funções, constitui a base do estudo de si, isto é o início da psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito importante recordar que,enquanto observamos as diferentes funções, cumpre observar ao mesmo tempo, sua relação com os diferentes estados de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As funções emotivo-superior e intelectiva-superior só podemos anelar após o controle das cinco funções. A função emotivo-superior é o encontro com o ideal, é o êxtase. É quando projetamos vida no que fazemos, à semelhança dos artistas clássicos. Como Santa Teresa De Ávila; que vivia quando morria – dormia -; como a semente que se deixa morrer para viver, chegamos então a função intelectivo-superior, após o que entramos no estado de consciência objetiva, nesta função compreendemos que só existe vida. Vivemos o ideal. A verdade é real, verdade que inexiste no nível de sono, que é relativa na consciência desperta, sua verdade na consciência de si. Atingimos o total domínio da máquina. A consciência objetiva é a profunda, é extra-física. São aqueles seres que pairam acima da humanidade, e os que a impulsionam e dirigem:Sai-Baba, Chico Xavier, Albert Schweitzer, Einstein, Allan Kardec, Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Maria, Buda, Francisco de Assis,Jesus; deixaram de pensar em si para pensar na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para facilitar diríamos que o estado de sono é aquele em que os instintos imperam e agitam; no de despertar, temos o período analítico; adquirindo a consciência de si o ser passa a empregar a intuição e na consciência objetiva temos os místicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceitos de Consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos.” Allan Kardec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É o encontro com outras dimensões da vida e possibilidades extra-físicas de realizações; como o contributo da psicotrônica, psicobiofísica, psicologia transpessoal, mediunidade, meditação.”Ser Consciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ser consciente é ter existência real.” O homem integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um atributo altamente desenvolvido na espécie humana.” Idem ib idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Relação dos conteúdos psíquicos com o ego, na medida em que é percebida pelo ego.” C.G.Jung.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É onde está escrita a Lei de Deus.” Livro dos Espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Soma de muitas coisas que redundam em muitas coisas que o identificam.”Prof H. Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conhecimento interior, independente de sua atividade mental. É antes de tudo tomada de conhecimento de si, o conhecimento de quem ele é, de onde está, do que sabe e do que não sabe, e assim por diante.”Ouspensky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É um estado no qual o homem se torna objetivo em relação a si mesmo. Objetiva contato com o mundo real, objetivo, do qual está separado pelos sentidos, sonhos, e pelos estado de sono desperto de consciência.”Ouspensky.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-9137166463298377102?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/9137166463298377102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=9137166463298377102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/9137166463298377102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/9137166463298377102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/consciencia.html' title='Consciência'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8958148140680507823</id><published>2011-02-23T06:40:00.001-03:00</published><updated>2011-02-23T06:40:09.938-03:00</updated><title type='text'>Envelhecer - Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>Os ombros suportam o mundo &lt;br /&gt;Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. &lt;br /&gt;Tempo de absoluta depuração. &lt;br /&gt;Tempo em que não se diz mais: meu amor. &lt;br /&gt;Porque o amor resultou inútil. &lt;br /&gt;E os olhos não choram. &lt;br /&gt;E as mãos tecem apenas o rude trabalho. &lt;br /&gt;E o coração está seco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. &lt;br /&gt;Ficaste sozinho, a luz apagou-se, &lt;br /&gt;mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. &lt;br /&gt;És todo certeza, já não sabes sofrer. &lt;br /&gt;E nada esperas de teus amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? &lt;br /&gt;Teus ombros suportam o mundo &lt;br /&gt;e ele não pesa mais que a mão de uma criança. &lt;br /&gt;As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios &lt;br /&gt;provam apenas que a vida prossegue &lt;br /&gt;e nem todos se libertaram ainda. &lt;br /&gt;Alguns, achando bárbaro o espetáculo &lt;br /&gt;prefeririam (os delicados) morrer. &lt;br /&gt;Chegou um tempo em que não adianta morrer. &lt;br /&gt;Chegou um tempo que a vida é uma ordem. &lt;br /&gt;A vida apenas, sem mistificação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8958148140680507823?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8958148140680507823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8958148140680507823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8958148140680507823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8958148140680507823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/envelhecer-carlos-drummond-de-andrade.html' title='Envelhecer - Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1338514379294288446</id><published>2011-02-23T06:38:00.002-03:00</published><updated>2011-02-23T06:38:22.466-03:00</updated><title type='text'>Envelhecer - Humberto de Campos</title><content type='html'>Na manhã da existência, ouvindo o peito,&lt;br /&gt;que previa teu vulto no caminho,&lt;br /&gt;dentro em minha alma levantei teu ninho,&lt;br /&gt;e, nesse ninho, preparei teu leito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu a tarde, e ainda me viu sozinho.&lt;br /&gt;Murcham as flores, que, de leve, ajeito;&lt;br /&gt;de novas rosas tua colcha enfeito,&lt;br /&gt;e o travesseiro, novamente, alinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai, tristonho, o crepúsculo, na estrada.&lt;br /&gt;Alongo os olhos, atirando um beijo&lt;br /&gt;à forma vaga do teu corpo… E nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomponho as palavras que não disse.&lt;br /&gt;E, apagando a candeia do Desejo,&lt;br /&gt;adormeço na noite da Velhice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1338514379294288446?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1338514379294288446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1338514379294288446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1338514379294288446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1338514379294288446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/envelhecer-humberto-de-campos.html' title='Envelhecer - Humberto de Campos'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1579217896372738682</id><published>2011-02-20T18:22:00.001-03:00</published><updated>2011-11-15T10:26:52.859-02:00</updated><title type='text'>Sorria</title><content type='html'>&lt;i&gt;Tomar o mundo feito Coca-cola (Lulu Santos, Último Romântico)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos colocar aqui algumas observações trabalhadas na evangelização infantil, ontem de manhã no centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver em alegria é encarar a vida como uma grande oportunidade de aprendizado. Num exemplo colocado, uma criança tomando sorvete com alegria, vivencia aquele momento com intensidade. O Cristo encarava cada dia do planeta como uma grande oportunidade de trabalho, com otimismo e realismo. Jesus tem uma fé inquebrantável e por isso mesmo vivia o momento com alegria, com uma segurança de que tudo está dentro dos planos divinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver o momento é um exercicio que deve ser empreendido nas escolas de aprendizes, pois ao realizá-lo conseguimos ter contato conosco mesmo, ou como se diz, temos a (des)conhecida Lembrança de Si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente que fique claro que não gostamos de nos esforçar. Ainda estamos criando mecanismos de vermos prazer em nos esforçar em todas as coisas. Deus vem nos empurrando na marra com algumas tarefas, ora nos colocando em situações difíceis (que nos obriga a mover-nos), ora utilizando de nossos defeitos para buscarmos algo melhor (orgulho, egoísmo e seus filhotes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que nos obriga a nos esforçar nos estressa, como manter a atenção, manter a concentração, manter o foco. Quanto mais nos esforçarmos e treinarmos, quanto mais praticarmos as virtudes, mais fortes ficaremos, mais condicionados ao bem ficamos, mais capazes nos tornamos. É como andar de bicicleta: no primeiro dia nossas pernas estão doendo e esta dor vai passando ao longo das semanas - até num certo momento o que era dor se torna prazeroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prece, manter pensamentos positivos, não falar mal (ou pensar) dos outros, manter a concentração tudo isso estressa. Para pessoas que realizam atividades repetitivas, ao longo dos anos, começa a mandar as atividades para os departamentos instintivos, mecânicos e com o tempo as coisas saem automaticamente. Aquele que trabalha com passes, roda ou passista, deve buscar mecanismos pessoais de manter a concentração, pois é compreensível cair na rotina e passar batido por aquele caso do assistido. É uma luta íntima e diária que cada um travará conforme sua personalidade e recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se manter o bom humor, devemos encarar bem as coisas, ok, isso todo mundo entendeu. Devemos escolher a nossa vida, decidir por ela, ok, isso em tese vale, mas sabemos que algumas coisas que foram decididas lá atrás precisam ser cumpridas. E coisas como empregos, não estão tão ao nosso bel prazer de escolher, a vida não é tão optativa assim (ou ainda não sabemos que ela realmente é, não conseguimos enxergar assim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem dias em que vêm os problemas. E muitas vezes caimos, ficamos tristes. Precisamos nos levantar e buscar a alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrar de si, se valorizar de maneira realista (sem pessimismo ou falsa euforia), ter auto-confiança, ter reconhecimento sobre si mesmo, respeitar a si próprio, se ligar ao mentor, se ligar ao Cristo e a Deus... Frequentar a sua religião ajuda muito, seja qual for, é melhor que novela e programas de auditórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emmanuel disse que sempre devemos dar aos outros o que temos. Dai de graça o que recebemos de graça. Mas que não se pode dar aos outros o que não temos, exceto a alegria. É para pensar e refletir, já fazemos isso, já somos assim: quando um filho vem sorrindo para nós, muitas vezes estamos com problemas, mas lhe damos alegria naquele momento. Filho faz isso com a gente, um adulto não nos induz a alegria. Por isso devemos nos excercitar e tentar dar alegrias a pessoas que não nos são íntimas (como o citado filho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, procure entender o momento ímpar que você está vivendo e sorria, sorria muito, seu sorriso ilumina todo o seu ambiente, enche-nos com sua energia e tudo o que está ao seu redor transformar-se-á numa cúpula de amor e as pessoas te darão todo o amor e auxílio que você precisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1579217896372738682?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1579217896372738682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1579217896372738682' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1579217896372738682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1579217896372738682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/smile-by-zaki.html' title='Sorria'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-5505293729951100638</id><published>2011-02-19T08:02:00.000-02:00</published><updated>2011-02-19T08:02:03.286-02:00</updated><title type='text'>A FORÇA DAS TRADIÇÕES – By Zaki</title><content type='html'>Quando comemos uma simples coalhada árabe, com um pãozinho sírio e temperada com azeite, agradecemos aos nossos irmãos Ismaelitas por este hábito que, aqui no Brasil, tão naturalmente ganhou adeptos. Por traz de tudo isso existe uma tradição de séculos ou até milênios.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os primeiros humanos devem ter experimentado de tudo, até plantas venenosas e com o passar do tempo, os grupos trocavam informações e com isso não precisavam seguir experimentando aleatoriamente. Com o tempo vimos que foi ocorrendo uma longa seleção do que era bom e não era, do que funcionava e do que não funcionava, do que vale ou não vale a pena.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por mais que os espíritos vem e vão, com as gerações espirituais que hora migram para a terra, ora se dirigem a outros orbes, a humanidade vai evoluindo e criando uma tradição do que dá ou não dá certo. Foi esta troca constante  de informação em grupos pequenos, médios e grandes que diferenciou o Homo Sapiens Sapiens (nós) do Homo Sapiens (como o Neanderthal) - o primeiro dominou o planeta e o segundo se extinguiu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando vai chegando o carnaval nós sabemos que, salvo incêndio como este, as escolas entrarão na avenida e não há quem as segure. Cada escola conta com um espetáculo de centenas de fantasias, alas, ritmo, evolução, alegorias, samba enredo... Tudo isso sendo resolvido ao longo de décadas. Se por um acaso fosse necessário um desfile em julho, as escolas se mobilizariam e conseguiriam este feito. Já sabem os caminhos, já confiam nele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em época de Copa do Mundo, sabemos que Itália, Alemanha, Argentina e Brasil entram para ganhar. E se numa copa um destes vai mal, o país (torcida imprensa, federações, técnicos...) pressiona e se mobiliza para reverter isso. Existe um caminho já conhecido do que leva ao sucesso, do que não leva.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O ser humano precisa das tradições, elas são a nossa força. As tradições estão no nosso trabalho material, nas religiões, em nossa família, na nossa comida, em nossas roupas, em tudo o que está ao nosso redor. Tudo o que foi testado ao longo do tempo, por gerações, por épocas e costumes diferentes, tudo isso se agrega às tradições e as fazem evoluir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A tradição não é imutável, ao contrário, pode ser lapidada, refinada. Existe sim uma Verdade maior, as tradições nos aproximam desta Verdade, nos fazem tocar de raspão uma parte Dela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Conservação e Renovação são duas leis naturais, detalhadas já no Livro dos Espíritos de Allan Kardec. Não podem duas leis serem antagônicas, mas ao contrário, são leis que se encaixam, que testam a vida e a provocam com para a evolução pela dualidade e ritmo. Faz parte das tradições conservar o conhecimento do que se julga importante, principalmente no que se refere a princípios morais, filosóficos e práticos. Mas faz parte das tradições que tudo aquilo que conservamos, que se sustente por si só, principalmente com o passar dos anos. A Fé inabalável é aquela que pode encarar face a face a verdade ao longo dos séculos, como assim disse Kardec. Foi assim que o judaísmo e outras filosofias sobreviveram ao longo de milênios: se conservando e se depurando. O judaísmo de hoje é muito melhor que o de 2 mil anos atrás, evoluiu juntamente com a humanidade, mesmo se baseando em textos antigos (conservação), hoje o que se vê é uma prática livre e aprofundamento nos estudos da Zohar (renovação). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Religiosidade é uma coisa pautada na tradição. A tradição é pautada naquilo que funciona, que dá certo. A tradição não é o fazer por fazer, por que todo mundo faz e "sempre" fez. A tradição está aí de peito aberto para ser testada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó rezava todas as noites por cada familiar, com o seu Terço. Foram 92 anos de vida, possivelmente com quase 90 deles rezando. Você acha que ela rezaria a vida toda se fosse alguma coisa que ela não teria testificado que funcionasse? Ela rezava, assim como milhares de avós e bilhões de pessoas rezam todos os dias pois isso funciona, dá certo. O cético está aguardando os resultados da ciência para se certificar que a prece dá certo. Mas a humanidade já há muito tempo já descobriu que o caminho da prece é um caminho que dá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Religiosidade é uma tradição humana que desafia os céticos. Quem tem olhos científicos verdadeiros se perguntará: se a religiosidade fosse este câncer dos céticos, por que a humanidade, tão brilhante e inteligente, não a abandonou? O politeísmo foi abandonado pelo monoteísmo. Um sobe e outro caí. Mas o Catolicismo se renovou, assim como o Islã e o verdadeiro protestantismo e todos eles vem com mais força que antes, com mais corpo. Ou seja, se não tivessem verdades grandes ali dentro, eles teriam perdido forças ao invés de se renovado. A tradição humana não é burra, foi ela que chegou à ciência que o cético hoje se delicia. E foi ela que chegou à Fé em Deus, que o cético se revira na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Reforma Íntima é atrelada às religiões. Por muitos séculos ela foi maltratada, mas basta que as pessoas busquem as palavras de luz, como por exemplo no novo testamento, para perceberem que não há religiosidade que dê certo se não nos renovarmos os nossos sentimentos - e com isso também nossas atitudes e pensamentos. A tradição humana há muito tempo mostra que os que conseguiram religar-se (daí vem religião) a Deus, o conseguiram através de um esforço de renovação, entrando por uma porta estreita. Se eles conseguiram, podemos conseguir também e assim vamos todos atrás deles experimentar o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição é uma coisa que se passa através dos livros, mas o canal principal é a tradição oral, aquela que se compartilha a vivência, principalmente em grupos. Escolas nascem aí. A tradição mostra que a melhor forma de eu transmitir nossos conhecimento é em grupo, e que cada qual possa tirar dúvidas, refletir, colocar-se, trocar, acolher, não julgar... No futuro das escolas iniciáticas dominarão o planeta. Elas sempre existiram, mas num mundo onde a média evolutiva desta geração de espíritos ainda estava baixa, elas não se expandiram. Agora que estamos mais crescidinhos, podemos usufruir desta idéia (de escolas) que nunca morreu pois sempre deu certo, mesmo passando a humanidade por 15 séculos de muitas dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Espiritismo estamos criando a nossa tradição do que dá certo e do que não dá certo. Se voltássemos aos anos 1940 talvez não gostássemos muito de algumas práticas espíritas da época, talvez optássemos por outra religião. Hoje já sabemos que o caminho da assistência espiritual dá certo, já sabemos que cursos são necessários, que o trabalho voluntário é básico para se colocar em prática o que se aprende, que a reforma íntima deve ser trabalhada a vida toda, que a mediunidade é ferramenta de Deus para auxílio... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas conversando com as pessoas de centros, principalmente mulheres, percebo nelas um certo incômodo. Elas querem testar mais coisas. Não pode existir somente estas coisas, elas vivenciaram outras coisas espirituais que funcionam, elas querem ver como isso se encaixa no espiritismo e vice e versa. Estão aparecendo pessoas de muita luz que explicarão estas práticas não espíritas à luz do espiritismo. &lt;b&gt;E o Zaki aqui tá feliz, pois sempre pensou nisso: o que é verdade não pode conflitar com outra verdade, por isso se uma coisa é verdade ela é de Deus também. Florais, UFOs, Tai Chi Chuan, Meditação entre outras coisas são de Deus e tudo isso será harmonizado com o espiritismo por estas pessoas de Luz.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte da tradição espírita a renovação: movimentos novos (união sim, unificação não), estudos, evolução da compreensão, qualidade (e não quantidade), respeitar as outras práticas religiosas (pois elas trazem sabedorias de séculos e milênios)... Assim como integrantes de uma escola de samba, como vamos nos colocar nas tradições da nossa religião?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-5505293729951100638?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/5505293729951100638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=5505293729951100638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/5505293729951100638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/5505293729951100638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/forca-das-tradicoes-by-zaki.html' title='A FORÇA DAS TRADIÇÕES – By Zaki'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-9119621025980741203</id><published>2011-02-15T06:52:00.000-02:00</published><updated>2011-02-15T06:52:17.574-02:00</updated><title type='text'>Não prender-se ao passado...</title><content type='html'>Gn 19,26: "Mas a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida em uma estátua de sal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para conquistar a felicidade precisamos deixar o passado ir embora. E o passado só vai embora quando conseguimos resolver todos os relacionamentos inacabados, em que nos envolvemos em mútuos compromissos que nos amarram a pensamentos negativos e impedem nosso progresso. Conservar rancor, ideias de injustiça, insatisfação, culpa, frustração demonstra que a pessoa não tem condições de poder desfrutar de uma vida feliz e serena. Por isso é preciso limpar essas energias, e isso só se dá quando percebemos que somos responsáveis por tudo quanto nos acontece, quando deixarmos de culpar os outros por nossa infelicidade. Essa descoberta faz com que todos os sentimentos negativos criados por um enfoque errado de ver a vida desapareçam."&lt;br /&gt;(Zíbia Gasparetto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma pessoa inteligente não se prende ao passado morto, não carrega cadáveres.&lt;br /&gt;Não importa quão belos eles sejam, quão preciosos sejam, ela não carrega cadáveres.&lt;br /&gt;Para ela, o passado terminou, ele se foi para sempre.&lt;br /&gt;Este é o segredo da iluminação: ela acontece em estado de relaxamento, em um profundo estado de repouso".&lt;br /&gt;(Osho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prender-se ao passado é deixar de viver o presente…&lt;br /&gt;O amor não correspondido, o ego ferido, a oportunidade perdida, a palavra dita…&lt;br /&gt;Para tudo isso, não existe volta. Passou. Acabou. Já foi…&lt;br /&gt;Remoer velhas feridas, alimentar falsas esperanças… Tudo será em vão, não encontrará aquilo que busca e só irá aumentar o seu sofrimento. É hora de curar-se. Deixe isso tudo para traz, definitivamente e tenha em mente que se tudo isso passou e não ficou em sua vida, é por que simplesmente não era teu.&lt;br /&gt;Valorize as coisas e as pessoas que merecem ser valorizadas e deixe o resto no esquecimento. Seu tempo é precioso, não vale a pena desperdiça-lo com quem simplesmente nunca fez por merecer…&lt;br /&gt;Viver o presente é uma dádiva e uma oportunidade de não deixar espaços para arrependimentos futuros…&lt;br /&gt;Aproveite as oportunidades de agora, dedique-se àqueles que ama e que te amam agora, explore o agora, esse é seu momento, faça de hoje algo realmente especial…&lt;br /&gt;Viva plenamente o seu presente para não se prender ao passado depois…"&lt;br /&gt;(Rafaella Lourdes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prender-se ao passado é deixar de viver o presente…&lt;br /&gt;O amor não correspondido, o ego ferido, a oportunidade perdida, a palavra dita…&lt;br /&gt;Para tudo isso, não existe volta. Passou. Acabou. Já foi…&lt;br /&gt;Remoer velhas feridas, alimentar falsas esperanças… Tudo será em vão, não encontrará aquilo que busca e só irá aumentar o seu sofrimento. É hora de curar-se. Deixe isso tudo para traz, definitivamente e tenha em mente que se tudo isso passou e não ficou em sua vida, é por que simplesmente não era teu.&lt;br /&gt;Valorize as coisas e as pessoas que merecem ser valorizadas e deixe o resto no esquecimento. Seu tempo é precioso, não vale a pena desperdiça-lo com quem simplesmente nunca fez por merecer…&lt;br /&gt;Viver o presente é uma dádiva e uma oportunidade de não deixar espaços para arrependimentos futuros…&lt;br /&gt;Aproveite as oportunidades de agora, dedique-se àqueles que ama e que te amam agora, explore o agora, esse é seu momento, faça de hoje algo realmente especial…&lt;br /&gt;Viva plenamente o seu presente para não se prender ao passado depois…"&lt;br /&gt;(Rebel Heart)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O passado que não serve para enobrecer o presente, financiando ações profícuas neste para propiciar melhorias no futuro, se fosse possível, não deveria ser lembrado.&lt;br /&gt;Há pessoas atormentadas pelos erros que cometeram, pelas falhas, quedas e lembranças que se tornaram traumas, fobias em suas vidas. Não se dão conta de que seus medos do passado estão ampliados pela interpretação que deram aos acontecimentos.&lt;br /&gt;Toda vez que, por exemplo, acessamos as lembranças de um chefe que nos humilhou publicamente, sentimos, em maior ou menor intensidade, as mesmas coisas que sentimos na época. Aquele que não for capaz de reeditar essa humilhação, abrirá, em milésimos de segundos, lacunas para que o passado irrompa o tempo e torne-se, novamente, presente na vida do ser humano, impedindo-o de agir AGORA para modificar sua História.&lt;br /&gt;Guardamos tantas lembranças boas, mas, grande parcela de nós traz à tona apenas as ruins, sem termos conhecimento de que estamos vivenciando mais uma vez o que nos acontecera e abrindo espaço para financiar nossos medos, angústias, tristezas.&lt;br /&gt;É como a criança que, aos cinco anos, ouve da mãe: “Filho, se você não dormir o bicho papão vem te pegar” (alguns gostam mais da KUKA). &lt;br /&gt;Naquele momento seremos convencidos de que temos de dormir rapidamente, e milhares de pensamentos prejudiciais são lançados na seara da mente do tenro ser humano. Diariamente, ele irá acumular milhares que, aos poucos, serão milhões de pensamentos e ideias, imagens e sensações de medo, receio em não dormir. Entretanto, esses registros feitos na mente da criança o acompanharão pelo resto de sua vida, se ele não for capaz de aprender a ressignificar o que ouvira. Tais pensamentos e ideias poderão lhe sugar forças em outras situações que não tenham vínculo qualquer com DORMIR ou com BICHO PAPÃO.&lt;br /&gt;Quantos projetos não são lançados por empreendedores que tiveram rápida falência outrora. Quantas pessoas não se relacionam mais amorosamente por medo de sofrerem, por traumas do passado, como uma separação por traição, desamor. Quantos sonhos não são mais sonhados por que somos reféns do passado.&lt;br /&gt;Quantos pais não abraçam seus filhos, porque são reféns do passado sombrio que tiveram com os seus genitores, que não lhe abraçavam.&lt;br /&gt;O incrível é que muitas pessoas preferem, mesmo sabendo que o passado lhes faz mal, lembrar dele, mas sem a intenção de reeditá-lo, ressignificá-lo, encontrando senão alento, pelo menos aprendizado, por mais difícil que pareça.&lt;br /&gt;Programe, plante na sua mente boas lembranças. As ruins, traga-as para sua imaginação, lembre-se delas, mas, reedite seu significado, colocando novas imagens, sons, cheiros nas lembranças. Se você, por exemplo, lembra de um sócio que lhe “passou a perna”, traga a imagem dele até sua mente agora e, vá imaginando o quanto você pode aprender com aquela situação, procure compreender os motivos da ação da pessoa. Olhe para a pessoa que está na sua mente, como observador apenas, sem ressalvas, sem ódio, mas com compaixão. Paulatinamente, diga a ela que a entende e que fora muito bom o tempo em que passaram juntos e que agradece pelos ensinamentos que recebeu, mas, está na hora de se despedir dela. Abrace a pessoa na sua mente e diga que a perdoa, depois, diga adeus.&lt;br /&gt;Não se foge das dores, das lembranças. Ou lutamos contra elas a ponto de transformá-las em aprendizado, crescimento, ou elas dormirão conosco para o resto da nossa vida.&lt;br /&gt;Não permita que seu passado lhe aprisione. Não seja algoz de si mesmo. Traga seu passado à tona para discutir com ele, dialogar com ele, a ponto de se entenderem, para que você possa tomar novos rumos e caminhar por estradas menos íngremes, cujos desníveis estão dentro de você e não na estrada em si".&lt;br /&gt;(Um bom Programador em Neurolinguistica)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-9119621025980741203?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/9119621025980741203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=9119621025980741203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/9119621025980741203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/9119621025980741203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/nao-prender-se-ao-passado.html' title='Não prender-se ao passado...'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8691923437375041079</id><published>2011-02-14T07:05:00.000-02:00</published><updated>2011-02-14T07:05:06.628-02:00</updated><title type='text'>A unidade na diversidade - Tradições espirituais</title><content type='html'>&lt;i&gt;Certa ocasião Gandhi disse: “Não quero minha casa murada por todos os lados, nem minhas janelas fechadas. Quero que as culturas de todos os países soprem para dentro de minha casa com a maior liberdade possível“.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Todas as culturas e religiões apresentam correlações éticas e espirituais e testemunham a perfeita integridade do Plano Superior. Penso que somente quando nosso coração se abrir com amor e reverência para a diversidade racial, cultural e religiosa, estaremos realmente vivendo valores humanos. Afinal, valores humanos não são um discurso vazio, mas o que somos. Viver valores evidencia o esplendor da nossa humanidade e a coerência entre pensamentos, sentimentos, palavras e ações; é a fé posta em prática. O grande interesse pela espiritualidade, que hoje se observa, justifica a busca da unidade na diversidade das expressões culturais e religiosas de todos os povos. A unidade do conhecimento revelado nos ensina diferentes maneiras de praticar verdades eternas, e ensina que, partindo da condição humana, podemos revelar nossa natureza divina. Eu escolhi nesse artigo alguns pensamentos de mestres das diversas culturas e religiões para exemplificar a beleza da sabedoria dos povos. É fundamental, para a construção de um mundo mais justo e harmônico, acolher com respeito e amor a diversidade racial, cultural e religiosa. Espero que possamos mergulhar nesse manancial de sabedoria e dele emergir transformados, celebrando a vida como forjadores de transformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando vocês atacam uma determinada religião, na verdade estão agredindo a sua própria religião. O divino é onipresente e não pode ser confinado a um retrato ou estátua num pequeno altar. Pratiquem a religião do Amor. Amor como pensamento é Verdade, amor como ação é Retidão, amor como sentimento é Paz, amor como compreensão é Não Violência”. &lt;br /&gt;Sathya Sai Baba &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Primeiro elimina o engano da tua visão. E depois livra o teu companheiro do erro. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia num alqueire, mas no velador, para que ela alumie a todos que se encontram na casa. Assim, brilhe a tua luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. &lt;br /&gt;Jesus Cristo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tal como um rochedo não é balançado pelo vento, um sábio não vacila diante de acusações ou elogios”. &lt;br /&gt;Buda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Da covardia que foge da nova verdade, da preguiça que se contenta com meias-verdades, da arrogância que pensa que sabe toda a verdade, Oh! Deus da Verdade, livrai-nos”. &lt;br /&gt;Prece judaica &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A riqueza não provém da abundância de bens materiais, mas de uma mente tranqüila e de um coração feliz”. &lt;br /&gt;“Deus é tudo e está em todos”. &lt;br /&gt;Maomé &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Busquem sua felicidade na felicidade de todos”. &lt;br /&gt;Zoroastro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mero fato de nascer não conduz à grandeza; o cultivo das virtudes é o que nos leva a alcançá-la”. &lt;br /&gt;Mahavirad – Jainismo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Trate seus semelhantes como gostaria de ser tratado”. &lt;br /&gt;Sikhismo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O sábio não se preocupa com tesouros materiais. Quanto mais ele dá aos outros, mais tem”. &lt;br /&gt;Taoísmo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bendito o que é iluminado pela luz da cortesia e traja a veste da probidade: ele atingiu a sublimidade”. &lt;br /&gt;Bahai Ullah – Bahaismo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Eu saúdo o homem de caráter, a mulher de caráter, o velho de caráter e a criança de caráter. Saúdo o povo de caráter”. &lt;br /&gt;Tradição Ioruba – África &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida é um encontro sagrado com a Suprema Alegria”. &lt;br /&gt;Xamalú - Xamã Andino &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda nova realidade nasce de um sonho”. &lt;br /&gt;Sibupá- Cacique Xavante &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Devemos ser irmãos de todos os seres e de todas as coisas”. &lt;br /&gt;Tradição Sioux - Indígena norte americana &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero lembrar que, mesmo que tenhamos tido a experiência de tudo o que nos foi ensinado pelos mestres e que foi traduzido pela sabedoria dos povos, é preciso cultivar as sementes da divindade que vibra e pulsa dentro de nós pela prática das virtudes e valores humanos. Perceber e sentir o divino em toda parte, na natureza, nas pessoas e em tudo que fizermos é auto-realização. Desse modo, conheceremos o poder do agora, e cada momento de nossas vidas será uma manifestação milagrosa da Presença Divina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marilu Martinelli&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8691923437375041079?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8691923437375041079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8691923437375041079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8691923437375041079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8691923437375041079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/unidade-na-diversidade-tradicoes.html' title='A unidade na diversidade - Tradições espirituais'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8822429437414254795</id><published>2011-02-11T00:12:00.000-02:00</published><updated>2011-02-11T00:12:13.085-02:00</updated><title type='text'>O Batismo de Jesus e a FDJ</title><content type='html'>&lt;i&gt;Vim para lançar fogo à Terra; e que é o que desejo senão que ele se acenda? -Tenho de ser batizado com um batismo e quanto me sinto desejoso de que ele se cumpra! (Lucas, cap. 12, ver. 50.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, foi o líder espiritual que montou o planeta terra. Para nós uma missão difícil, complicada. Se avaliarmos, ele teve que criar os 4 reinos e preparar, juntamente com muitos espíritos de escol, todos os detalhes, físicos, espirituais para que os planos divinos frutificassem. Dentro deste gigantesco planejamento, ele reencarna para uma missão simples de explicar: exemplificar a lei de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Cristo, todos nós temos a nossa missão, todos temos o que fazer aqui na terra. Antes de reencarnar, planejamos e vamos mantendo o planejamento atualizado durante a encarnação, ajustando-o de acordo com as nossas decisões, afinal planejar não é interferir no livre arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum, ao longo de nossa existência percebermos a nossa missão, aquela que planejamos antes de nascer, e durante a nossa vida. É comum sentir uma ajuda do plano espiritual durante anos, semeando, semeando, semeando o nosso coração, até que estejamos preparados para mudar de grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma escola, mas os grupos que desejam crescimento montam escolas iniciáticas, dentro e fora das religiões, para encarnados e para o plano espiritual. As escolas educam, nos ensinam na prática a mudar o nosso interior e a buscar esta renovação sempre. Uma pessoa verdadeiramente iniciada pode te fazer mal, mas mais dia ou menos dia ela irá refletir e se arrepender do que fez. Legal, né? O mundo precisa de escolas iniciáticas? Certamente, prontamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao Cristo. Ele, mesmo sendo ele, veio com uma missão e se preparou para isso. Foi trabalhando, estudando, refletindo, vivenciando... Num momento ele é questionado sobre se será batizado. Em algumas traduções, como a acima, ele afirma que anseia muito o batismo. Em outras ele diz o mesmo e acrescenta que será batizado quando for a hora certa (ou quando ele quiser). Tudo tem a sua hora. Mesmo Jesus iria naquela encarnação subir de grau, vindo com a missão de Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num certo momento, no momento certo, Jesus vai para a fila do batismo. Ali estavam muitas pessoas diferentes, gente mais esclarecida, gente mais endurecida. Todos com muita vontade de abraçar a causa do Messias. E o próprio ali estava, junto deles. Na mudança de grau, todos que estão para mudar estão na fila. Cada um ali com o seu degrau. João Batista não está lá para julgar se fulano é isso ou aquilo. João está lá a trabalho, fazendo a parte dele, orientando, esclarecendo, dando o seu tempo, energia (fluidos) para eles. Jesus afirmou que dos encarnados daquele momento, João era o maior. Mas não maior que o próprio Mestre. Conhecidos de outros tempos João vê o próximo da fila e o próximo é ele mesmo, Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João se escusa e diz que não pode ele batizar Jesus e sim o contrário. Jesus pede que ele siga com o seu trabalho. Realmente o batismo é feito por João, mas o compromisso de Jesus naquele momento era com o Pai, era com Ele que Jesus abraçava a sua cruz, a sua missão ainda muito incompreendida nos dias de hoje (e que não é escopo deste post). Jesus ali iniciaria a sua missão maior na terra e ao mesmo tempo a de João ia se finalizando. João preparou o terreno para o Mestre. Mas Jesus tinha a sua missão e o batismo foi o selo que ele escolheu para sua subida de grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fraternidade dos Discípulos de Jesus (FDJ) foi criada ao final da primeira escola de aprendizes do evangelho. Toda fraternidade tem uma escola e seus membros trabalham em conjunto de uma causa e mantém uma escola. Ou seja, todas as fraternidades do espaço (para espíritos desencarnados) mantém uma escola permanente de estudos, para iniciados ou em iniciação. Estudar, trabalhar e se reformar é o lema da fraternidade do Trevo e da FDJ. Durante muitos anos a FDJ era o espelho na terra da fraternidade do Trevo no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, muito se pode falar sobre a FDJ, mas uma coisa é valida: a FDJ está ainda em formação aqui na terra, estamos buscando um caminho. Mas nada impede que os alunos tentem o ingresso e lutem lado a lado por esta fraternidade com os seus antigos dirigentes e colegas de centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem a sua missão, mas para abraçarmos a missão temos que ultrapassar uma linha que o nosso mentor individual e nós traçamos dentro da gente. Cada um tem a sua linha, cada um é de um jeito. Quando ultrapassamos esta linha, estamos prontos para iniciar o nosso novo grau de iniciação, estamos prontos para abraçar a nossa causa, aquela que traçamos antes de nascer e que vamos atualizando desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos então para a fila, respeitando verdadeiramente o trabalho de João, mas com o coração elevado a Deus. É com ele que é o nosso compromisso, é com ele que prestaremos conta da oportunidade de reencarnar. Que nos preparemos para entrar na fila, não será a primeira vez que entraremos nem a última (vide o próprio Cristo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que levemos a Ele nosso esforço nos estudos, na reforma íntima e no trabalho voluntário. E o compromisso de manter a chama da Escola de Aprendizes, levando esta benção a quantos sejam possíveis, ovelhas desgarradas de Israel. O mundo é grande e para isso muitas religiões existem paras as multidões. Para algumas religiões menores, como o espiritismo, restam as ovelhas desgarradas de Israel. É a nossa seara, mãos à obra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8822429437414254795?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8822429437414254795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8822429437414254795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8822429437414254795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8822429437414254795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/o-batismo-de-jesus-e-fdj.html' title='O Batismo de Jesus e a FDJ'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8659173824441803961</id><published>2011-02-07T06:54:00.000-02:00</published><updated>2011-02-07T06:54:25.889-02:00</updated><title type='text'>Batismo - Por Caírbar Schutel</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Eu na verdade, vos batizo com água para o Arrependimento; mas aquele que há de vir depois de mim, é mais poderoso do que eu, e não sou digno de levar-lhes as sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo"&lt;br /&gt;(Mateus, III, 11.).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritual e Formalismo Através dos Tempos e das Gerações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos livros sagrados das igrejas que se agrupam sob o nome de ritual, existem formulas especiais para as orações e administração dos sacramentos, fórmulas essas elaboradas com o fim de exaltar o sentimento religioso nas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem de tempos tão remotos o uso do culto exterior... Que a Religião do Espírito quase desapareceu do coração humano, vem abafada pelo joio que os homens semearam na Seara do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda parte vemos pompas aparatos, Igrejas plenas de altares, altares repletos de imagens e imagens vestidas de fina roupa e reluzentes de pedras preciosas, ao mesmo tempo em que deparamos indigentes, famintos, nus, enfermos do corpo e da alma, vítimas de uma civilização decrépita.&lt;br /&gt;Por ventura será o cerimonial, o culto exterior, nuvem espessa que impede o brilho da Verdade em todas as almas em que reside a verdadeira religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será o culto exterior, que substitui a religião íntima das virtudes ativas, a causa principal da decadência da moral, da depressão do caráter que se nota em toda parte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o batismo consiste na fórmula sacramental, se o casamento, para ser verdadeiro não pode dispensar o ritual, se a confissão, a comunhão, a extrema-unção e a prece pelos mortos são atos alheios ao próprio indivíduo e só merece valor quando administrado por terceiros, e, ainda mais, por pessoa privilegiada de uma seita constituídas em hierarquias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a menor dúvida, o ritual e formalismo não resistem a menor análise da razão facilmente se conclui que foram introduzidos, nos vários cultos, com segundas intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem do Batismo Pagão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto exterior é uma prática que assinala períodos milenários .&lt;br /&gt;Parece ter nascido na Grécia Antiga.&lt;br /&gt;Seita que cultuava a Deusa da Torpeza, a quem denominavam Cotito e a quem os atenienses rendiam os seus Louvores.&lt;br /&gt;Esta seita, constituída de sacerdotes que tinham recebido o nome de Baptas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se banhavam e purificavam com perfumes antes da celebração da cerimônia, deixou saliente, nas páginas da História, esse ato como símbolo da purificação do Espírito.&lt;br /&gt;O povo hebreu: não adotou esse ato religioso, exaltado pelos gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usavam como característica da sua fé, a circuncisão, a prática que consistia numa operação cruenta que Moisés havia decretado, levando em conta, sobre tudo, uma necessidade higiênica, ditada pelo clima daquelas paragens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou o tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu João Batista: "O maior de todos os profetas nascido de mulher". Segundo a Expressão de Jesus.&lt;br /&gt;João profundo conhecedor dos mistérios e da ciência da Grécia, tratou logo de por fim à circuncisão.&lt;br /&gt;Difícil, porém, é extinguir uma idéia enraizada, de há longo tempo pela autoridade avoenga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conhecia a cerimônia religiosa e destinada a purificar o Espírito, fazia parte do Ritual dos Sacerdotes Baptas, os sacerdotes de Cotito, a cuja deusa os atenienses rendiam culto.&lt;br /&gt;Deliberou substituir aquela prática cruenta da Igreja Hebraica circuncisão pela imersão no Rio Jordão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: O filho de Zacarias que recebera o nome de João pela intercessão do Espírito Gabriel em comunicação com o seu pai, que era sacerdote do templo, não era conhecido por Batista.&lt;br /&gt;Este nome lhe foi dado posteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batista – é originário de Baptas, qualificativo dos sacerdotes da Grécia, que se banhavam antes de oferecerem Sacrifícios à sua Deusa e antes da celebração dos seus ritos.&lt;br /&gt;Deusa da Torpeza de nome Cotito, a quem os Atenienses rendiam seus louvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Significado e a Finalidade do Batismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelista Mateus abre o capítulo III do seu livro dizendo:&lt;br /&gt;"Naqueles dias apareceu João Batista, pregando no Deserto da Judéia:&lt;br /&gt;Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é a João que se refere o que foi dito pelo profeta Isaias:&lt;br /&gt;"Voz que clama no Deserto; preparei o caminho de Senhor endireitai as suas veredas".&lt;br /&gt;Ora, o mesmo João usava uma veste de pelo de camelo e uma correia em volta da cintura; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre...&lt;br /&gt;João pregava o Batismo do Arrependimento para Remissão dos Pecados. (As substâncias salinas e oleosas, vestes especiais; sal, óleo, água não exercem influência no Espírito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos novamente ao Evangelho de Mateus, versículos subseqüentes aos que estudamos, 11 e 12. Diz o Batista:&lt;br /&gt;"Eu, na verdade, vos batizo com água, para o Arrependimento, mas aquele que há de vir depois de mim é mais poderoso do que eu, e não sou digno de levar-lhe as sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com Fogo; sua pá Ele a tem na sua mão, e limpará bem a sua eira, e recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimara a palha em fogo inextinguível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trigo: representa aqueles que ouvem a palavra do Senhor e praticam a virtude, que se resume no amor a Deus e ao próximo.&lt;br /&gt;A palha: representa os amigos do culto, das exterioridades das cerimônias vãs, que terão de desaparecer da maneira como desaparece a palha sob a ação do fogo.&lt;br /&gt;Batismo de fogo: é a destruição dos dogmas e cultos exteriores, que se tornaram árvores infrutíferas e à raiz das quais esta posta o machado a fim de serem cortados e lançados ao fogo.&lt;br /&gt;O batismo do Espírito Santo arrebata as almas para os Céus, mas o batismo de fogo pulveriza, calcina, destrói tudo aquilo que é da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os homens batizam com água; Jesus com fogo; os homens na carne. Jesus, no Espírito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz Mateus, cap III vs.13 a 17: Depois veio Jesus da Galiléia ao Jordão ter com João, para ser batizado por Ele.&lt;br /&gt;Mas João objetava-lhe: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?&lt;br /&gt;Respondeu-lhe Jesus: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele anuiu. E batizado que foi Jesus, saiu logo da água, e eis que se abriram os Céus; e viu (João) o Espírito de Deus descer sobre Ele, como (desce) uma pomba e vir sobre Ele, e uma voz dos Céus disse: Este é meu filho dileto, em que me agrado. (Fala também Marcos cap. I vs. 9 a 11 e Lucas cap. III 21 e 22).&lt;br /&gt;Obs: João o Evangelista nenhuma referência faz ao Batismo de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque João batizava no Jordão?&lt;br /&gt;Por que atraia a si as multidões e por que Jesus foi a Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Batista:&lt;br /&gt;"O meu único escopo, colocando-me às margens do Jordão e atraindo a mim as multidões, era ver, no meio destas, aquele sobre que pousasse o Espírito Santo, porque foi este o sinal que o Espírito que me assiste, deu-me para eu reconhecer o Filho Amado de Deus e apresenta-lo às multidões. Além disso, batizando com água, eu tinha por tarefa preparar o ânimo do povo, convidando ao Arrependimento, de maneira a poder receber o Batismo do Espírito Santo e do Fogo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8659173824441803961?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8659173824441803961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8659173824441803961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8659173824441803961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8659173824441803961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/batismo-por-cairbar-schutel.html' title='Batismo - Por Caírbar Schutel'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-3842079774134258468</id><published>2011-02-05T12:32:00.004-02:00</published><updated>2012-02-19T13:14:44.210-02:00</updated><title type='text'>Menina de Ouro</title><content type='html'>Como expressar o que eu sinto por você? Para você o mundo é pequeno, o que para muitos são grandes barreiras, para você é apenas um adorno que você usa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana tenho pensado muito em o quanto eu te admiro pela sua força e personalidade. Você cresce em um ambiente com limites, mas é criada para viver sem limites neste mundo. Você acelera, não pára no trânsito, você voa, você tem asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho o máximo o seu senso estético e cultural e me surpreendo quando te vejo descobrir um CD de extremos bom gosto musical. Gosto até quando você dorme ou se enfada quando o filme é ruim. Gosto de sua sinceridade, de sua clareza de pensamento e retidão com os seus princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar você é ver uma mulher que se veste de maneira conservadoramente revolucionária. Você é auto confiante, desconfiada. Descobre o que quer mas sabe de cor o que não quer. É uma lutadora, alguém que é supreendente, que atinge as coisas quando menos se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cresceu montando um sonho de castelo e princesas. Afinal de contas, o papel do príncipe era bem legal, com fugas, batalhas e emoção. Mesmo assim você tem todo jeito para ser uma mãe e será uma grande mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num duelo entre touro e toureiro, você enfrenta, encara, joga, testa. Mas faz parte do seu jogo de sedução. Como numa dança de tango, entrelaçando sensualidade, força, respeito, ritmo. Você é até brava para quem não sabe olhar dentro do seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher que luta diariamente em seu trabalho, que é amiga de verdade dos verdadeiros amigos, que pensa mil coisas ao mesmo tempo. É temida, admirada e respeitada no ambiente profissional, ao mesmo tempo que traz bons valores morais para o dia a dia dos colegas. Sabe liderar e ser liderado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acha que não é fotogênica, mas é. Realmente ali você parece ser outra pessoa, como uma Marlin num quadro de Andy Warhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeita e ama a família, apesar de tudo. Família é família, ora bolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É feminina, bem cuidada, nos detalhes. Um doce fogo de luz, carinho, força e energia. O abraço é iluminado e curador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas parecem que vão acontecer mais tarde que o normal em sua vida, mas vejo que tudo irá acontecer, você realmente vai ter tudo o que desejou. Você tem sorte. Batalha as coisas, mas a vida parece gostar de você pois vai colocando situações e pessoas certas no meio do seu caminho que fazem você trilhar esta linda vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religiosidade para você é inata, não precisa de rótulos. Deus existe dentro de você tão fortemente que as religiões são pequenas diante disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu sorriso ilumina todo o ambiente e sua presença dá a todos uma sensação de paz e confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só posso agradecer a Deus por florir o mundo com mulheres iguais a você, minha menina de ouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-3842079774134258468?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/3842079774134258468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=3842079774134258468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3842079774134258468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/3842079774134258468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/menina-de-ouro-by-zaki.html' title='Menina de Ouro'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-4988415673012754800</id><published>2011-02-04T22:51:00.000-02:00</published><updated>2011-02-04T22:51:20.118-02:00</updated><title type='text'>Santo Agostinho: Anjos da Guarda</title><content type='html'>Há uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos, por seu encanto e por sua doçura: a dos anjos da guarda. Pensar que tendes sempre ao vosso lado seres que vos são superiores, que estão sempre ali para vos aconselhar, vos sustentar, vos ajudar a escalar a montanha escarpada do bem, que são amigos mais firmes e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possam contrair na Terra, não é essa uma idéia bastante consoladora? Esses seres ali estão por ordem de Deus, que os colocou ao vosso lado; ali estão por seu amor, e cumprem junto a vós todos uma bela mas penosa missão. Sim, onde quer que estiverdes, vosso anjo estará convosco: nos cárceres, nos hospitais, nos antros do vício, na solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma recebe os mais doces impulsos e ouve os mais sábios conselhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, por que não conheceis melhor esta verdade? Quantas vezes ela vos ajudaria nos momentos de crise; quantas vezes ela vos salvaria dos maus Espíritos! Mas, no dia decisivo, este anjo de bondade terá muitas vezes de vos dizer: “Não te avisei disso? E não o fizeste! Não te mostrei o abismo? E nele te precipitaste! Não fiz soar na tua consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?” Ah, interpelai vossos anjos da guarda, estabelecei entre vós e eles essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos! Não penseis em lhes ocultar nada, pois eles são os olhos de Deus e não os podeis enganar! Considerai o futuro; procurai avançar nesta vida, e vossas provas serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Vamos, homens, coragem! Afastai para longe de vós, de uma vez por todas, preconceitos e segundas intenções! Entrai na nova vida que se abre diante de vós, marchai, marchai! Tendes guias, segui-os: a meta não vos pode faltar porque essa meta é o próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que pensassem ser impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se restringirem a uma tarefa tão laboriosa, e de todos os instantes, diremos que influenciamos as vossas almas embora estando a milhões de léguas de distância: para nós, o espaço não existe, e mesmo vivendo em outro mundo, nossos Espíritos conservam sua ligação convosco. Gozamos de faculdades que não podeis compreender, mas estai certos de que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças, nem vos abandonou sozinhos sobre a Terra, sem amigos e sem amparo. Cada anjo da guarda tem o seu protegido e vela por ele, como um pai vela pelo filho. Sente-se feliz quando o vê no bom caminho, chora quando os seus conselhos são desprezados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Agostinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: extraído do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-4988415673012754800?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/4988415673012754800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=4988415673012754800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/4988415673012754800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/4988415673012754800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/santo-agostinho-anjos-da-guarda.html' title='Santo Agostinho: Anjos da Guarda'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-963222062048160187</id><published>2011-02-04T22:41:00.000-02:00</published><updated>2011-02-04T22:41:40.451-02:00</updated><title type='text'>Santo Agostinho e o mundo de regeneração</title><content type='html'>É bom lembrar do que disse Santo Agostinho no capítulo III do Evangelho Segundo o Espiritismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao descrever  o mundo de  regeneração, Santo Agostinho diz  que mesmo livre das paixões desordenadas, num clima de calma e repouso, a humanidade ainda estará  sujeita  “às vicissitudes de  que  não estão  isentos senão os seres completamente desmaterializados; há ainda provas a suportar (...) e que “nesses mundos, o homem ainda é falível, e o Espírito do mal não perdeu  , ali, completamente o seu  império. Não avançar é recuar , e se não está firme no caminho do bem, pode voltar a cair nos mundos de expiação, onde o esperam novas e  terríveis provas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não há mágica no processo evolutivo: nós já  somos os construtores do mundo de  regeneração, e  , se não corrigirmos o rumo na direção do desenvolvimento sustentável, prorrogaremos situações de  desconforto já amplamente diagnosticadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível, portanto, esperar a chegada do mundo de  regeneração de braços cruzados. Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar à  esse mundo  pelas portas da  reencarnação. Se  ainda  quisermos encontrar  aqui estoques razoáveis de  água doce, ar  puro, terra  fértil, menos lixo e  um clima  estável sem os flagelos previstos pela  queima  crescente  de  petróleo, gás e  carvão que  agravam o efeito estufa – deveremos agir agora, sem perda de tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-963222062048160187?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/963222062048160187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=963222062048160187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/963222062048160187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/963222062048160187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/santo-agostinho-e-o-mundo-de.html' title='Santo Agostinho e o mundo de regeneração'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8203494401633072004</id><published>2011-02-04T22:35:00.000-02:00</published><updated>2011-02-04T22:35:56.627-02:00</updated><title type='text'>Sobre Santo Agostinho</title><content type='html'>Agostinho (354-430 d.C.) nasceu em Tagaste, norte da África, quando o Império Romano estava sendo destruído pelas invasões bárbaras. Seu Pai, Patrício, era pagão; sua mãe, Mônica, posteriormente Santa Mônica, era cristã. Aos 16 anos, foi estudar direito em Cartago, mas em 375 começou a se dedicar à filosofia, como resultado da leitura de Hortêncio, de Cícero. Converteu-se ao Maniqueísmo e tornou-se professor de retórica em Roma, em 383. De Roma, foi para Milão, onde se viu tomado pelo carisma do bispo cristão Ambrósio. Por algum tempo, atraiu-o o neoplatonismo, mas depois de longa e dolorosa luta tornou-se cristão em 386, recebendo o batismo de Ambrósio na Páscoa de 387. Sua intenção era levar uma vida “monástica”, mas em 391 foi ordenado, contra a sua vontade, bispo de Hipona (hoje Annaba, na Argélia). Foi bispo durante trinta e quatro anos, tempo em que escreveu copiosamente, combateu heresias e viveu em comunidade com outros cristãos. Aos 76 anos de idade, foi morto Hipona, durante cerco da cidade pelos vândalos. (Raeper, 1997, p. 25)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS DUAS PRINCIPAIS OBRAS DEIXADAS POR SANTO AGOSTINHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. CONFISSÕES&lt;br /&gt;As Confissões de Santo agostinho, iniciada em 391 e concluída em 400, é uma obra fascinante. São treze livros, dos quais 9 auto-biografados e 4 teologais. Nela se apresenta como o Filho Pródigo e a Ovelha Perdida do Evangelho de Lucas – perdido e depois encontrado, tal como o apóstolo Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura mostrar pelo seu exemplo o que pode a graça para os mais desesperados dos pecadores. Com admirável franqueza e contrição confessa os desregramentos de sua mocidade (teve inclusive um filho bastardo, Adeodato), sempre atribuindo a si mesmo as tendências perversas e a Deus os progressos de seu espírito para o bem.  Foi um homem em permanente batalha contra as suas próprias emoções e fraquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discute também questões acerca do tempo e a presença do mal no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. CIDADE DE DEUS&lt;br /&gt;Os principais temas são: a vontade humana, as relações entre teologia e razão e divisão da história entre as duas cidades – dos homens e de Deus.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento político contido na Cidade de Deus forja-se no encontro de duas tradições: a da cultura greco-romana e a das Escrituras judaico-cristãs. Da Antigüidade grega Agostinho retém as idéias de Platão (República e Leis). Traça, assim, os planos de uma cidade ideal, a Cidade de Deus, em contrapartida com a da cidade terrestre, em que predomina a guerra, a injustiça, o egoísmo etc. Para ele, a verdadeira administração de uma cidade deve estar baseada na justiça, e esta por sua vez na caridade, ensinada por Cristo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORIGENS DO PENSAMENTO DE SANTO AGOSTINHO&lt;br /&gt;Santo Agostinho usou a filosofia a serviço da teologia, adotando as idéias platônicas e neoplatônicas e as moldando de acordo com a sua visão de mundo. Da mesma forma que Platão, acreditava que a alma habitava um corpo. Dizia: “O homem é uma alma racional habitando um corpo mortal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao platonismo, o posicionamento de Santo Agostinho não é meramente passivo, pois o reinterpreta para conciliá-lo com os dogmas do cristianismo, convencido de que a verdade entrevista por Platão é a mesma que se manifesta plenamente na revelação cristã. Assim, apresenta uma nova versão da teoria das idéias, modificando-a em sentido cristão, para explicar a criação do mundo. Deus cria as coisas a partir de modelos imutáveis e eternos, que são as idéias divinas. Essas idéias ou razões não existem em um mundo à parte, como afirmava Platão, mas na própria mente ou sabedoria divina, conforme o testemunho da Bíblia. (Rezende, 1996, p. 77 e 78).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FÉ, RAZÃO E REVELAÇÃO&lt;br /&gt;Deixou formulado indicando o caminho para a sua solução – o problema das relações entre a Razão e Fé, que será o problema fundamental da escolástica medieval. Ao mesmo tempo demonstra claramente sua vocação filosófica na medida em que, ao lado da fé na revelação, deseja ardentemente penetrar e compreender com a razão o conteúdo da mesma. Entretanto, defronta-se com um primeiro obstáculo no caminho da verdade: a dúvida cética, largamente explorada pelos acadêmicos. Como a superação dessa dúvida é condição fundamental para o estabelecimento de bases sólidas para o conhecimento racional, Santo Agostinho, antecipando o cogito cartesiano, apelará para as evidências primeiras do sujeito que existe, vive, pensa e duvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTO AGOSTINHO E O ESPIRITISMO&lt;br /&gt;INSTRUÇÕES MEDIÚNICAS DADAS POR SANTO AGOSTINHO&lt;br /&gt;Em O Evangelho Segundo o Espiritismo encontra-se algumas comunicações deste insigne Espírito. São elas: Os Mundos de Expiações e de Provas, Mundos Regeneradores e Progressão dos Mundos (Cap. 3, 13 a 19), O Mal e o Remédio (Cap. 4, 19), O Duelo (Cap. 12, 11 e 12), A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família (Cap. 14, 9) e Alegria da Prece (Cap. 27, 23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em O Livro dos Médiuns há anotações Sobre o Espiritismo (Cap. 31, 1) e Sobre as Sociedades Espíritas (Cap. 31, 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PONTO DE VISTA DO ESPÍRITO ERASTO&lt;br /&gt;O Espírito Erasto, discípulo de São Paulo, em uma de suas comunicações enfatiza:&lt;br /&gt;1) Santo Agostinho é um dos maiores divulgadores do Espiritismo; ele se manifesta quase que por toda parte.&lt;br /&gt;2) Como muitos, ele também foi arrancado do paganismo.&lt;br /&gt;3) Em meio de seus excessos, sentiu o alerta dos Espíritos superiores: a felicidade se encontra alhures e não nos prazeres imediatos.&lt;br /&gt;4) Depois de ter perdido a sua mãe, disse: “Eu estou persuadido de que minha mãe voltará a me visitar e me dar conselhos, revelando-me o que nos espera a vida futura”.&lt;br /&gt;5) Hoje, vendo chegada a hora para a divulgação da verdade que ele havia pressentido outrora, se fez dela o ardente propagador, e se multiplica, por assim dizer, para responder a todos aqueles que o chamam. (Kardec, 1984, cap. 1, item 11, p. 41) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA DE ALLAN KARDEC &lt;br /&gt;Santo agostinho veio destruir aquilo que edificou? Não. Ele agora vê com os olhos do espírito; sua alma liberta da matéria entrevê novos horizontes, que lhe propiciam compreender o que não compreendia antes. Sobre a Terra, julgava as coisas segundo os conhecimentos que possuía, mas, quando uma nova luz se fez para ele, pode julgá-las mais judiciosamente. “Foi assim que mudou de idéia sobre sua crença concernente aos Espíritos íncubos e súcubos e sobre o anátema que havia lançado contra a teoria dos antípodas”. Com uma nova luz pode, sem renegar a sua fé, fazer-se propagador do Espiritismo, porque nele vê o cumprimento das coisas preditas. Proclamando-o, hoje, não faz senão nos conduzir a uma interpretação mais sã e mais lógica dos textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;A reflexão sobre a vida deste filósofo e religioso da época patrística nos revela que o progresso espiritual é uma constante. Será que o Espírito estaria pensando da mesma maneira, depois da sua experiência como católico? Não seria mais racional crer que ele tenha sido bafejado pelas luzes da verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOCABULÁRIO&lt;br /&gt;Antípoda – Habitante que, em relação a outro do globo, se encontra em lugar diametralmente oposto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cícero (106-43)– Brilhante orador e político romano que se inspirava no ecletismo – a busca de um acordo entre os ensinamentos das escolas platônica, aristotélica, hedonista etc. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Íncubo – Demônio masculino que, segundo velha crença popular, vem pela noite copular com uma mulher, perturbando-lhe o sono e causando-lhe pesadelos.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maniqueísmo – Seita persa que afirmava ser o Universo dominado por dois grandes princípios opostos, o bem e o mal, mantendo uma incessante luta entre si. doutrina que reduz a realidade à oposição irredutível de dois princípios contraditórios, o Bem e o Mal, aos quais correspondem as realidades espirituais e materiais.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Neoplatonismo – Movimento filosófico do período greco-romano desenvolvido por pensadores inspirados em Platão. Entre os neoplatônicos, citam-se Plotino (205-270), Proclo (411-485). O neoplatonismo se espalhou por diversas cidades do Império Romano, sendo marcado por sentimentos religiosos e crenças místicas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Patrística – Dá-se ao nome de patrística à fase de fundamentação e da fixação dos dogmas cristãos. Essa grande obra foi realizada pelos primeiros padres da Igreja, nos primeiros séculos da era cristã. Eles buscavam estabelecer e explicar a doutrina cristã, mostrando que ela era perfeitamente digna de ser aceita pelas autoridades romanas e pelo povo em geral.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Súcubo - Demônio feminino que, segundo velha crença popular, vem pela noite copular com um homem, perturbando-lhe o sono e causando-lhe pesadelos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8203494401633072004?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8203494401633072004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8203494401633072004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8203494401633072004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8203494401633072004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/sobre-santo-agostinho.html' title='Sobre Santo Agostinho'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1894945749056204046</id><published>2011-02-04T22:09:00.000-02:00</published><updated>2011-02-04T22:09:37.736-02:00</updated><title type='text'>A Natureza de Deus</title><content type='html'>Santo Agostinho, grande teólogo e doutor da Igreja Católica, tentou exaustivamente compreender o mistério da natureza de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo. Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar; sucessivamente voltava, enchia o copo e o despejava novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que você compreender a natureza de Deus”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a criança, que era um anjo, desapareceu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, quando estivermos evoluídos, quando nos encontrarmos em planos mais próximos do Pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1894945749056204046?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1894945749056204046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1894945749056204046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1894945749056204046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1894945749056204046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/natureza-de-deus.html' title='A Natureza de Deus'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-2862800029034763127</id><published>2011-02-02T22:17:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T22:17:27.968-02:00</updated><title type='text'>O Evangelho no Lar - Roteiro</title><content type='html'>O &lt;b&gt;Estudo&lt;/b&gt; do Evangelho no Lar é uma reunião em família para a troca de idéias sobre os ensinamentos cristãos, que auxilia o nosso esclarecimento e no equilíbrio do lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma invenção do Espiritismo, mas uma prática ensinada pelo Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, em torno dos escritos sagrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecido também como &lt;b&gt;Culto Cristão do Lar&lt;/b&gt;, o estudo do Evangelho é, também, um encontro fraternal do qual participam os espíritos familiares e demais interessados no progresso moral do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma prática cristã recomendada como recurso poderoso na limpeza e higiene espiritual do lar. É um canal de comunicação com Jesus e sintonia com os bons espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bênçãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Roteiro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Escolher um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os membros da família ou da maior parte deles. Iniciar a reunião com uma prece simples e espontânea, ditada pelo coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Fazer a leitura de um breve trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Poderão também ser utilizados outros livros. (ver abaixo sugestões de leitura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Após a leitura, fazer comentários breves sobre o trecho lido, trocando opiniões com o grupo quanto à aplicação dos ensinamentos na vida diária, evitando-se discussões, críticas e julgamentos de membros do grupo ou de conhecidos em função da mensagem evangélica, para que se mantenha o equilíbrio vibratório da reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- A seguir, rogar a Jesus em favor do lar onde está sendo feito o Culto do Evangelho, para as pessoas presentes, por seus familiares e amigos e pedir pela fluidificação da água, que será distribuída após o encerramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Encerrar com uma prece de agradecimento a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- A duração deve ser de até 30 minutos, no máximo, incluindo a prece de encerramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sugestões para leitura&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho Segundo O Espiritismo, de Kardec;&lt;br /&gt;Fonte Viva, de Emmanuel;&lt;br /&gt;Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel;&lt;br /&gt;Caminho, Verdade e Vida, de Emmanuel;&lt;br /&gt;Vinha de Luz, de Emmanuel;&lt;br /&gt;Pão Nosso, de Emmanuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sugestão para leitura quando houver crianças&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jesus no Lar, Neio Lúcio;&lt;br /&gt;Alvorada Cristã, Neio Lúcio;&lt;br /&gt;O Evangelho da Meninada, Eliseu Rogonatti;&lt;br /&gt;Cartilha do Bem, Meimei;&lt;br /&gt;Histórias que Jesus Contou, Clóvis Tavares;&lt;br /&gt;Os Meus Deveres, Eliseu Rogonatti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Atenção&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma vez escolhidos, o dia da semana e o horário de realização do Evangelho no Lar devem ser respeitados. Assiduidade e pontualidade são importantes na obtenção de boa sintonia com os protetores do nosso lar. Por isso, caso seja necessário qualquer alteração avisar na reunião anterior sobre as mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não transferir ou suspender a reunião em virtude de visita inesperada, hóspedes (podendo-se convidá-los a participar da reunião), compromissos de última hora, etc. Caso seja inadiável a ausência da família, antes de sair pode-se fazer uma prece e deixar o livro aberto junto à jarra com água, e na hora da reunião mentalizar o lar de onde se estiver. Quando de retorno, ler com a família a página aberta e servir a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que o Evangelho seja realizado em torno de uma mesa, não haverá necessidade de forrá-la com toalha ou colocar flores, imagens, retratos ou qualquer outro objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não transforme o culto do lar em reunião mediúnica. Lembramos aqui a insistente recomendação do Plano Espiritual, pois os lares não estão preparados para esse tipo de trabalho, que requerem condições vibratórias especiais, só encontrados em centros espíritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fontes:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Roteiro para realização de Evangelho no Lar utilizado pela Casa Cristã da Prece e Site: www.kadercian.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bibliografia:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho Segundo O Espiritismo, de Kardec – Editoras: IDE – FEB - LAKE&lt;br /&gt;Fonte Viva, de Emmanuel – Editora FEB&lt;br /&gt;Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel – Editora FEB&lt;br /&gt;Caminho, Verdade e Vida, de Emmanuel – Editora FEB&lt;br /&gt;Vinha de Luz, de Emmanuel – Editora FEB&lt;br /&gt;Pão Nosso, de Emmanuel – Editora FEB&lt;br /&gt;Jesus no Lar, de Neio Lúcio – Editora FEB&lt;br /&gt;Alvorada Cristã, de Neio Lúcio – Editora FEB&lt;br /&gt;O Evangelho da Meninada, de Eliseu Rigonatti – Editora Pensamento&lt;br /&gt;Cartilha do Bem, de Meimei – Editora FEB&lt;br /&gt;Histórias que Jesus Contou, de Clóvis Tavares – Editora LAKE&lt;br /&gt;Os Meus Deveres, de Eliseu Rigonatti – Editora Pensamento&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-2862800029034763127?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/2862800029034763127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=2862800029034763127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2862800029034763127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2862800029034763127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/o-evangelho-no-lar-roteiro.html' title='O Evangelho no Lar - Roteiro'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-6180851397490570576</id><published>2011-02-02T22:04:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T22:04:35.507-02:00</updated><title type='text'>O que é Evangelho no Lar</title><content type='html'>&lt;b&gt;Evangelho No Lar&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Organizemos nosso agrupamento doméstico do Evangelho.&lt;br /&gt;O Lar é o coração do organismo social.&lt;br /&gt;Em casa, começa nossa missão no mundo"&lt;br /&gt;Scheilla&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque onde estiverem reunidos em meu nome, lá estarei presente." Jesus. (MATEUS, 18:20.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Casa Espírita oferece um trabalho de apoio para que você possa iniciar o Evangelho no seu lar. Com hora e dia marcados nosso grupo irá até a sua casa. Maiores Informacões pelo e-mail info@kardecian.org .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O QUE É O EVANGELHO NO LAR?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Estudo do Evangelho no Lar é uma reunião em família, num determinado dia e hora da semana, para uma troca de idéias sobre os ensinamentos cristãos, em proveito do nosso próprio esclarecimento e do equilíbrio no lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é nenhuma invenção do Espiritismo, mas uma prática ensinada pelo próprio Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, noutras aldeias e no próprio Tiberíades, em torno dos sagrados escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecido também como Culto Cristão do Lar, o estudo do Evangelho é, ao mesmo tempo, um encontro fraternal do qual participam os espíritos familiares e demais interessados no progresso moral do grupo. Outros aproveitam para se esclarecer, também como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma prática cristã que a Doutrina Espírita recomenda como recurso poderoso contra a obssessão, de grande alcance na limpeza e higiene espiritual do lar. É um canal de comunicação com Jesus e sintonia com os bons espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bençãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;POR QUE FAZER O EVANGELHO NO LAR?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Estudo do Evangelho no Lar abre as portas da nossa casa aos benefícios espirituais, da mesma forma que desentendimentos, brigas e xingamentos favorecem o assalto das sombras (Richard Simonetti). Atrai os bons e afasta ou esclarece os maus espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduz-nos a uma compreensão racional dos ensinamentos do Cristo, levando-nos ao esclarecimento e à aceitação de tê-los como roteiro seguro para nossas vidas. Ajuda-nos a superar as dificuldades no lar e fora dele, acendendo-nos a luz da compreensão e da paciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modifica o padrão vibratório dos nossos pensamentos e sentimentos, desanuviando as nossa mentes congestionadas das criações inferiores, agentes da enfermidade e dos desequilíbrios. Com Jesus no Lar, pelo estudo e vivência do Evangelho, tem-se a verdadeira paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Evangelho no Lar formamos as defesas magnéticas da nossa casa, impregnando o ambiente espiritual das energias positivas que desestimulam toda ação maléfica. É uma verdadeira segurança espiritual que passa a funcionar em benefício de todo o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da ajuda que essa prática proporciona no programa espiritual de todo o grupo familiar, estende a caridade aos vizinhos e a quantos se sintam também estimulados a mudar com o nosso exemplo Quantos espíritos igualmente se beneficiam com essa fonte de luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COMO FAZER DO EVANGELHO NO LAR?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Escolha um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os membros da família ou da maior parte deles. Observar rigorosamente esse dia e horário para facilitar a assistência espiritual e consolidar o hábito da reunião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inciar a reunião com uma prece simples e espontânea num local da casa menos exposto às perturbações exteriores, em seguida, fazer a leitura de um trecho de "O Evangelho Segundo o Espiritsmo", aberto ao acaso ou previamente programado para estudo em sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer comentários breves sobre o trecho lido, trocando opiniões com o grupo quanto à aplicação dos ensinamentos na vida diária, evitando discussões, críticas e julgamento de membros do grupo ou de conhecidos em função da mensagem evangéilica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião deve ser dirigida por um membro da família ou pela pessoa que tiver mais conhecimento doutrinário, que deverá estimular a participação de todos e conduzir as explicações ao nível do entendimento prático dos presentes. Pode-se fazer outras leituras afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração deve ser de até 30 minutos, no máximo, incluindo a prece de encerramento, em que se agradecerá a assitência espiritual, lembrando a próxima reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OBSERVAÇÕES &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dia da semana e o horário mais adequados a todos os participantes devem ser escolhidos livremente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de duração é flexível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CUIDADOS&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma vez escolhidos, o dia da semana e o horário de realização do Evangelho no Lar devem ser respeitados. Assiduidade e pontualidade são importantes para o bom contato com o Plano Espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não transferir ou suspender a reunião em virtude de visita inesperada, hóspedes (podendo-se convidá-los a participar da reunião), compromissos de última hora, etc.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não transformar a reunião em trabalho mediúnico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar todo o cuidado para não criar polêmicas, acusações ou desvio para outros assuntos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SUGESTÕES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se colocar água para ser fluidificada pelos Espíritos presentes, no transcorrer da reunião. Música suave pode contribuir para melhor ambientação, auxiliando as vibrações e preces. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando houver crianças, é recomendável que se escolham livros apropriados com "Jesus no Lar", "Alvorada Cristã", "O Evangelho da Meninada", "Cartilha do Bem", "Histórias que Jesus Contou", "Os Meus Deveres" dentre outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser feitas leituras complementares alternativas (jornais, revistas, atualidades) que ofereçam conteúdo adequado à reflexão, conforme os objetivos do Evangelho no Lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BIBLIOGRAFIA DE APOIO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho.&lt;br /&gt;O Lar é o organismo social. Em casa, começa nossa missão no mundo."&lt;br /&gt;Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Luz no Lar. Ditado pelo Espírito Scheilla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia de apoio para o Evangelho No Lar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho Segundo O Espiritismo,de Kardec;&lt;br /&gt;Fonta Viva, de Emmanuel;&lt;br /&gt;Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel;&lt;br /&gt;Estude e Viva, de Emmanuel e André Luiz;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque onde estiverem reunidos em meu nome, lá estarei presente." Jesus. (MATEUS, 18:20.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do organismo social. Em casa, começa nossa missão no mundo Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos. Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos. Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideaiscom Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo. Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xavier, Francisco Cândido. &lt;br /&gt;Da obra: Luz no Lar. Ditado pelo Espírito Scheilla.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-6180851397490570576?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/6180851397490570576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=6180851397490570576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6180851397490570576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6180851397490570576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/o-que-e-evangelho-no-lar.html' title='O que é Evangelho no Lar'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-2744716116303883294</id><published>2011-02-02T21:57:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T21:57:39.614-02:00</updated><title type='text'>Evangelho no Lar - Emmanuel</title><content type='html'>Culto cristão no lar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo. Quando o entusiasmo do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A observação impensada é ouvida sem revolta. A calúnia é isolada no algodão do silêncio. A enfermidade é recebida com calma. O erro alheio encontra compaixão. A maldade não encontra brechas para insinuar-se. E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emmanuel&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-2744716116303883294?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/2744716116303883294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=2744716116303883294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2744716116303883294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2744716116303883294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/evangelho-no-lar-emmanuel.html' title='Evangelho no Lar - Emmanuel'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-5062762910502502923</id><published>2011-02-02T06:56:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T06:56:38.655-02:00</updated><title type='text'>ÓRFÃOS</title><content type='html'>ESE cap. 13 - Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita. Instruções dos Espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus irmãos, amai os órfãos! Se soubésseis quanto é triste estar só e abandonado, sobretudo quando criança! Deus permite que existam órfãos, para nos animar a lhes servirmos de pais. Que divina caridade, a de ajudar uma pobre criaturinha abandonada, livrá-la da fome e do frio, orientar sua alma, para que ela não se perca no vicio! Quem estende a mão a uma criança abandonada é agradável a Deus, porque demonstra compreender e praticar a sua lei. Lembrai-vos também de que, freqüentemente, a criança que agora socorreis vos foi cara numa encarnação anterior, e se o pudésseis recordar, o que fazeis já não seria caridade, mas o cumprimento de um dever. Assim, portanto, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade. Não a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão que a recebe, pois os vossos óbolos são freqüentemente muito amargos! Quantas vezes eles seriam recusados, se a doença e a privação não os esperassem no casebre! Daí com ternura, juntando ao benefício material o mais precioso de todos: uma boa palavra, uma carícia, um sorriso amigo. Evitai esse ar protetoral, que resolve a lâmina no coração que sangra, e pensai que, ao fazer o bem, trabalhais para vós e para os vossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM ESPÍRITO PROTETOR&lt;br /&gt;Paris, 1860&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-5062762910502502923?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/5062762910502502923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=5062762910502502923' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/5062762910502502923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/5062762910502502923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/02/orfaos.html' title='ÓRFÃOS'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-2404152904203210544</id><published>2011-01-31T23:58:00.001-02:00</published><updated>2011-01-31T23:58:45.409-02:00</updated><title type='text'>O Decálogo do Médium, segundo André Luiz</title><content type='html'>Como a psicofonia é a mediunidade mais indicada para esse tipo de tarefa, André Luiz nos oferece, no seu já citado “Desobsessão”, um valioso decálogo de recomendações e sugestões. Mesmo que o leitor disponha de um exemplar, parece que vale a pena reproduzir aqui o texto. André considera tais cuidados “essenciais ao êxito e à segurança da atividade” atribuida aos médiuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aconselhável, pois, aos médiuns psicofônicos: &lt;br /&gt;1 Desenvolvimento da autocrítica. &lt;br /&gt;2 Aceitação dos próprios erros, em trabalho mediúnico, para que se lhes apure a capacidade de transmissão.&lt;br /&gt;3 Reconhecimento de que o médium é responsável pela comunicação que transmite. &lt;br /&gt;4 Abstenção de melindres ante apontamentos dos esclarecedores ou dos companheiros, aproveitando observações e avisos para melhorar-se em serviço. &lt;br /&gt;5  Fixação num só grupo, evitando as inconveniências do compromisso de desobsessão em várias equipes ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;6 Domínio completo sobre si próprio, para aceitar ou não a influência dos Espíritos desencarnados, inclusive reprimir todas as expressões  e palavras obscenas ou injuriosas, que essa ou aquela entidade queira pronunciar por seu intermédio. &lt;br /&gt;7 Interesse real na melhoria das próprias condições de sentimento e cultura. &lt;br /&gt;8 Defesa permanente contra bajulações e elogios, conquanto saiba agradecer o estímulo e a amizade de quantos lhe incentivem o coração ao cumprimento do dever. &lt;br /&gt;9 Discernimento natural da qualidade dos Espíritos que lhes procurem as faculdades, seja pelas impressões de sua presença, linguagem, eflúvios magnéticos, seja pela sua conduta geral. &lt;br /&gt;10 Uso do vestuário que lhes seja mais cômodo para a tarefa, alijando, porém, os objetos que costumem trazer jungidos ao corpo, como sejam relógios, canetas, óculos e jóias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-2404152904203210544?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/2404152904203210544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=2404152904203210544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2404152904203210544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/2404152904203210544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/o-decalogo-do-medium-segundo-andre-luiz.html' title='O Decálogo do Médium, segundo André Luiz'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-9217618832729378545</id><published>2011-01-31T23:24:00.000-02:00</published><updated>2011-01-31T23:24:21.376-02:00</updated><title type='text'>Entrevista com Hermínio C. Miranda  - Folha Espírita</title><content type='html'>Folha Espírita, 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Quando e como foi que o senhor fez sua opção pelo Espiritismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Não fui levado ao Espiritismo por crise existencial ou sofrimento, mas pela insatisfação com os modelos religiosos à minha opção. Alguém – mergulhado em transe anímico regressivo – me diria mais tarde que eu não aceitava tais propostas porque, de alguma forma que não me foi explicado, eu sabia que ali não estava a verdade que eu buscava. Essa atitude de reserva e até de rejeição contribuiu, acho eu, para retardar minha descoberta da realidade espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um episódio irrelevante em minha vida desencadeou o processo. Eu quis, no entanto, entrar pela porta da frente. Consultei, para isso, um amigo de minha inteira confiança e ele me indicou com primeira leitura os livros da Codificação. Acrescentou os nomes de Gabriel Delanne e de Léon Denis e me disse, como que profeticamente: “Daí em diante, você irá sozinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa começou com O Livro dos Espíritos. Inexplicavelmente, eu tinha a impressão de haver lido aquele livro antes, mas onde, quando? Antecipava na mente o conteúdo de numerosas respostas . Anos depois, ficaria sabendo que outras pessoas viveram experiência semelhante, entre elas, o respeitável e amado dr. Bezerra de Menezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Desde quando o senhor escreve sobre o Espiritismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Comecei a escrever regularmente para o “Reformador e, em seguida, para outras publicações doutrinárias. Permaneci como colaborador assíduo do órgão oficial da FEB até 1980. Meus textos eram assinados nessa primeira fase, com as iniciais HCM. Posteriormente, o amigo dr. Wantuil de Freitas, presidente da FEB, me pediu que arranjasse um pseudônimo para evitar que dois ou mais artigos saíssem com o mesmo nome em um só número da revista. Foi assim que “nasceu” “João Marcus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1976 começaram a sair os livros. Diálogo com as sombras foi o primeiro. Para alegria minha, foi bem recebido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: O senhor tem hoje quase 40 livros publicados. Como analisa sua obra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Costumo dizer que boa parte de meus livros é voltada para o meio espírita. Diálogo com as sombras, Diversidade dos Carismas, bem como a série sob o título genérico Histórias que os espíritos contaram” são exemplos desse tipo de livro que dificilmente leitor e leitora não-espírita tomariam para ler. Sempre achei, contudo, de meu dever escrever livros que, sem excluir o leitor espírita, pudessem interessar também o leitor não-espírita. Estão nesse caso, A memória e o tempo, Alquimia da Mente, Autismo – uma leitura espiritual, Nossos filhos são espíritos, Condomínio espiritual e As mil faces da realidade espiritual. Parece que o plano deu certo, pois essas obras atendem a dois objetivos: o de mandar nosso recado para além das fronteiras espíritas e, ao mesmo tempo, abordar assuntos não especificamente espírita com enfoque doutrinário, sem contudo, fazer pregação ou com intuito meramente arregimentador. Na minha opinião, a gente deve ir ao Espiritismo se e quando quiser e por suas próprias pernas, ou seja, sem ser “arrastado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: O senhor tem idéia de quantos exemplares de seus livros foram vendidos até agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: A repórter de uma grande revista semanal brasileira me fez, há tempos, essa mesma pergunta e muito se admirou por não ter eu condições de respondê-la. Continuo sem saber. Cheguei a tentar, mas não obtive a informação desejada. A razão disso está, em parte, no fato de que os direitos autorais da grande maioria de meus livros são doados a diversas instituições, como à FEB, ao Lar Emmanuel, do Correio Fraterno do ABC, a OCaminho da Redenção (Divaldo), ao Centro Espírita “Amantes da Pobreza, de “O clarim, ao Centro Espírita Léon Denis. Com os rendimentos auferidos pelos livros publicados pela Lachâtre mantemos nosso próprio serviço social numa favela do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: E quais os de sua preferência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Creio ser difícil para qualquer autor dizer de que livro ou livros gosta mais. É como perguntar a um pai ou mãe, qual ou quais os filhos e filhas de suas preferências. Penso que a gente gosta de todos por motivos diferentes. Tanto quanto é possível considerar minha obra com um mínimo de objetividade e isenção, gosto de Nossos filhos são espíritos, pela surpreendente aceitação que encontrou dentro e fora do movimento espírita, o que também aconteceu com Autismo – uma leitura espiritual. Livros como Cristianismo – a mensagem esquecida, As marcas do Cristo, O evangelho gnóstico de Tomé, Os cátaros e a heresia católica, pela forte ligação emocional que tenho com a temática do cristianismo primitivo. Sobre as explorações intelectuais em território fronteiriço com o do Espiritismo, citaria A memória e o tempo, Alquimia da Mente e, novamente, por motivação diferente da anterior, Autismo – uma leitura espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, isto não é propriamente uma lista de preferências, mas uma análise de cada grupo de livros, classificados por assuntos de minha preferência. Sobre a qualidade e o conteúdo dos livros, no entanto, prefiro que fale o público leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Além de seus próprios livros, o senhor tem feito algumas traduções. Qual o critério adotado na seleção das obras traduzidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Tenho dito que prefiro escrever meus próprios livros do que traduzir os alheios. É verdade, mas, às vezes, me vejo envolvido numa tradução motivado por fatores que diria imponderáveis, circunstanciais ou subjetivos. Não sei definir os critérios que me levaram a esse envolvimento. Cada caso é um caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: O que pensa o senhor do Espiritismo na sua interação com o mundo contemporâneo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Prefiro reformular a pergunta: O que se pode dizer acerca da interação da realidade espiritual com o mundo contemporâneo? Isso porque, no meu entender, não há uma rejeição ou indiferença em relação ao Espiritismo especificamente, mas à realidade que a Doutrina dos Espíritos ordenou e colocou com simplicidade e elegância. O Espiritismo continua sendo um movimento minoritário, até mesmo no Brasil, justamente considerado o país mais espírita do mundo. Como se percebe, a massa maior das pessoas ainda prefere uma das numerosas religiões institucionalizadas e tradicionais. Ou a aparente liberdade que proporcionaria a descrença, que não tem compromisso com coisa alguma senão com a própria negação. O que, no fundo, e também uma crença (na descrença).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: O senhor tem algum projeto literário em andamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Acho que projetos o escritor sempre os tem. Eu também; talvez mais do que deveria ou poderia ter. No momento, traduzo The sorry tale, discutido livro mediúnico da autora espiritual que se identificou como Patience Worth, ao escrevê-lo através da médium americana conhecida como Sra. Curran, a partir de 1918. Além de ser um fenômeno literário, a história se passa no tempo do Cristo, da noite em que ele nasceu até o dia em que foi crucificado. É espantoso o conhecimento que a autora espiritual revela da época: a geopolítica, os costumes, a sociologia, a religião, a história e tudo o mais. O tratamento respeitoso e amoroso que ela dá à figura de Jesus é comovente. O livro é considerado um fenômeno exatamente por esse grau de erudição histórica e pelo fato de ter sido escrito num inglês um tanto arcaico, o elizabetano do século 17, que faz lembrar Shakespeare e, por isso mesmo, um desafio para o tradutor. A entidade justifica essa linguagem arcaica exatamente para provar que a obra não era da médium, uma jovem senhora dotada de escassos conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Como o senhor escolhe os temas que desenvolve em seus livros, considerando-se a variedade dos assuntos neles abordados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Outra pergunta para a qual não tenho resposta objetiva. Às vezes (Ou sempre?) me fica a impressão de que não fui eu que escolhi os temas; eles é que me escolheram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Seu livro mais recente – Os cátaros e a heresia católica – aborda uma doutrina medieval bastante parecida com o Espiritismo. Diga-nos algo sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: O estudo sobre os cátaros esteve em minha agenda cerca de 25 anos. Até que chegou o momento em que a própria obra “entendeu” que chegara a hora de ser escrita. Em parte, porque o tema exigia extensas e aprofundadas pesquisas na historiografia especializada francesa. Além disso, procurei sempre obedecer nos meus estudos uma escala de prioridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida de que o catarismo foi um dos mais convincentes precursores do Espiritismo. Antes dele, o mais promissor e bem articulado foi o movimento gnóstico. A inteligente doutrina cátara foi elaborada a partir do Evangelho de João, de Atos dos Apóstolos e das Epístolas, principalmente as de Paulo. Tive algumas surpresas como a de encontrar referências ao Consolador, que, com tanto relevo figura na Doutrina dos Espíritos. E mais: reencarnação, comunicabilidade entre as duas faces da vida, o despojamento dos cultos, sem rituais e sem sacramentos a não ser o do “consolamentum”. Seu propósito era o de um retorno à pureza original do cristianismo. E por isso, morreram nas fogueiras da Inquisição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: O senhor tem obras não-espíritas publicadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: No início de minha atividade literária, na distante mocidade, escrevi alguma ficção. Nada de que me possa orgulhar, ainda que tenha sido premiado em concursos literários e ter tido acesso a importantes publicações brasileiras. Um desses escritos mereceu crítica bastante lisonjeira de significativos escritores como Eloy Pontes (O Globo), Monteiro Lobato e o temido e respeitado Agripino Griecco (estes dois em cartas ao autor). Logo compreendi, contudo, que meu caminho não passava por ali, embora o instrumento de trabalho – a palavra escrita – fosse o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Sabe-se de sua limitada atividade como orador, expositor, palestrante ou conferencista. Por que isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herminio Miranda: Considero-me orador medíocre. E nem me esforcei em desenvolver esse improvável talento, por duas razões: Primeira – sempre sonhei e desejei tornar-me escritor. Sinto-me à vontade com as letras. Segundo – que, no meu entender, não faltam bons oradores, expositores e conferencistas no meio espírita. Eu nada teria a acrescentar ao excelente trabalho que eles e elas têm feito nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Como tem sido sua atividade em grupos mediúnicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Durante quase 40 anos participei de trabalhos mediúnicos em pequenos grupos. A parte mais importante de minha obra surgiu da experiência adquirida nessa tarefa. Sou grato aos amigos espirituais que guiaram meus passos nessa nobre e difícil atividade, bem como aos companheiros encarnados – médiuns e demais participantes – e às numerosas entidades com as quais dialogamos no correr de todo esse tempo. Costumo dizer com toda sinceridade e convicção que muito mais aprendi com os chamados “obsessores” do que lhes ensinei, se é que o fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Dispomos hoje de computadores, Internet, e-mail e outras tecnologias destinadas a facilitar a pesquisa. De que forma o senhor deu conta de seu trabalho sem o aparato de hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: O computador me tem sido valioso instrumento de trabalho. Não tanto nas pesquisas, mas na tarefa mesma de escrever. No tempo da falecida máquina de escrever, os textos eram penosamente datilografados, corrigidos à mão ou na própria máquina e posteriormente passados a limpo, duas ou três vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não uso muito a Internet para pesquisa, a não ser quando se torna necessária alguma informação adicional especializada. Ou quando à cata de livros. Isso porque, no meu entender, nada substitui o livro como objeto de estudo, consulta e citação. Obras como as que escrevi sobre o autismo, por exemplo, ou sobre os cátaros ou Alquimia da mente, exigiram preparo maior que só uma boa bibliografia em várias línguas poderia suprir. Em suma, por mais que os entendidos da informática desaprovem, o computador é, para mim, uma excelente e sofisticada máquina de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Qual deve ser a postura espírita diante da antiga dicotomia e até confronto entre religião e ciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: De serenidade e confiança. Não há o que temer. Ao lado de cientistas que têm procurado minimizar ou até demolir aspectos fundamentais da realidade espiritual, temos também, outros tantos que produziram e continuam a produzir impressionante volume de trabalhos científicos que demonstram a validade do modelo adotado pela Doutrina dos Espíritos. Dizem nossos amigos advogados, que o ônus da prova cabe a quem acusa. Que se prove, então, que essa realidade é uma balela ou uma fantasia. Kardec teve a corajosa serenidade de ensinar que a Doutrina teria de estar preparada até para mudar naquilo que fosse demonstrado estar em erro. O que não aconteceu em quase século e meio. Deixou igualmente claro que o Espiritismo é uma doutrina evolutiva e, portanto, aberta e atenta a todos os ramos do conhecimento. Ou seja, não deve deixar-se congelar dentro de um rígido modelo ou procedimento que o isole do que se passa “lá fora” de seu território ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Assuntos como clonagem, que vêm ganhando espaço na mídia, devem ser tratados pelos espíritas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Não tenho dúvidas de que a temática da clonagem nos interessa para estudo e tomada de posição, mesmo porque perguntas sobre esse fenômeno estão sendo dirigidas a nós. “O que você acha disso?” – perguntam-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em artigo intitulado “Xerox de gente” (“Reformador”, julho de 1980) cuidei do assunto, bem como, em outras oportunidades, da criogenia e do transplante. Este, por exemplo, foi tema proposto por Deolindo Amorim, em estudo, do qual participei, no Instituto de Cultura Espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, em dois artigos intitulados “O homem artificial”, publicados no antigo “Diário de Notícias”, do Rio, entendia eu o seguinte, em conclusão “...o que se chama um tanto pomposamente de criação do homem em laboratório, se reduz, a uma análise fria do problema, à criação de condições materiais à atuação de um espírito reencarnante.” (Ver De Kennedy ao homem artificial, de Luciano dos Anjos e meu, FEB 1975, p. 285).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, portanto, situa-se no açodamento irresponsável de interferir nos mecanismos naturais testados, aprovados e consolidados ao longo dos milênios. Irresponsável porque não estão sendo levados em conta os aspectos éticos necessariamente envolvidos em tais pesquisas. Pensa-se, por exemplo, em criar com a clonagem, um “estoque” de “peças de sobressalentes” destinadas a repor as que se desgastarem pelo uso e abuso praticados no corpo da pessoa que forneceu o material genético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica de congelar cadáveres – criogenia – parte do pressuposto de que a ciência venha a desenvolver no futuro, procedimentos e medicamentos capazes de curar as mazelas de que morreram as pessoas. E os espíritos? “Onde” ficam? Sob que condições? Até quando? Disso, ninguém cuida, pois a entidade espiritual acoplada àquele corpo é totalmente ignorada. Por ignorância mesmo, aquela que não sabe e não quer saber, por mais cultos que sejam os que realizam tais experimentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esse tema, escrevi, ainda, há cerca de 30 anos – não tenho, no momento, como precisar a data – um artigo intitulado “Uma ética para a genética”—uma espécie de pressentimento sobre o que estamos agora testemunhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo: os espíritas devem, sim, acompanhar a movimentação de idéias, fatos, estudos e pesquisas, no mínimo para se informarem do que se passa e para que continuem confiando nas estruturas doutrinárias que adotaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Gostaríamos que falasse sobre Chico Xavier e seu papel no contexto espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Não há muito que dizer. Chico é uma unanimidade. Portou-se com bravura e digna humildade. Anulou-se como pessoa humana, para que por ele falassem seus numerosos amigos espirituais. Não há dúvida de que ampliou os horizontes desvelados pela Doutrina dos Espíritos, sem por em questionamento nenhum de seus princípios básicos; pelo contrário, os confirmou, sempre olhando para frente. O trabalho que nos chegou através dele demonstra que se pode expandir os horizontes da Doutrina dos Espíritos sem a mutilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Que acha o senhor do movimento espírita brasileiro? Vai bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Não me considero com autoridade suficiente para uma avaliação do movimento espírita. Por contingências profissionais, não me foi possível participar dele como o desejaria, mas não apenas por isso. Tive de fazer uma opção e toda opção tem certo componente limitador, porque exclui outras. Minha prioridade era escrever. Isso tem sido uma espécie de compulsão, por ser, creio eu, a principal tarefa que me teria sido confiada ao me reencarnar. E para escrever, você precisa ler, ler muito, estudar, pesquisar, meditar, organizar suas idéias e expô-las de modo consistente. Não me teria sido possível fazer tudo isso em adição ao intenso trabalho profissional e às tarefas que, porventura, me fossem confiadas no movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Os princípios básicos da Doutrina Espírita já eram conhecidos na Antiguidade. Quais as civilizações que mais contribuíram para a formação desse patrimônio cultural?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: A pergunta é muito ampla para as limitações de uma simples entrevista. É certo, porém, que os fenômenos de que se ocupa a doutrina são tão antigos quanto o ser humano. O aspecto que me parece mais relevante, neste caso, é o de que a realidade espiritual sobre a qual se assenta a Doutrina dos Espíritos já estava contida nos ensinamentos de Jesus e foi ele próprio que dirigiu a equipe que trabalhou com Kardec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Como o senhor considera o papel de Allan Kardec na elaboração dos livros básicos da Codificação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Seria ocioso repetir o que já sabemos. O papel dele foi fundamental na elaboração dos livros básicos. Sua percepção da relevância do que estava acontecendo com as mesas girantes, sua capacidade para ordenar todo o material que lhe foi entregue, digamos, em estado bruto, em simples cadernos de anotações e a sensibilidade para formular suas perguntas dentro de um esquema racional e seqüencial, evidenciam o acerto de sua escolha para delicada tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Fala-se e se escreve muito no meio espírita sobre os três aspectos da Doutrina dos Espíritos. Qual a sua posição nessa questão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Não me sinto atraído por debates ou polêmicas, como o que às vezes se armam em torno de questões como essa. Está claro, para mim, que o Espiritismo tem sua vertente filosófica, a científica e a religiosa. Ao falar sobre isso, tenho em mente Religião com maiúscula; com todo o respeito devido, não me refiro às várias denominações cristãs contemporâneas. Mesmo porque o Cristo não fundou religião alguma – ele se limitou a pregar e exemplificar uma doutrina de comportamento, ou seja, como deve o ser humano portar-se perante o mundo, a vida, seus semelhantes e, em última análise, diante de si mesmo e da divindade. Ao que sabemos, jamais o Cristo cogitou de saber se sua doutrina devia ou não ser caracterizada como religião. E, no entanto, é religião, no seu mais puro e amplo sentido, de vez que cuida de nossa relação com as leis divinas. Minha opção prioritária, por assim entender, é pelo aspecto religioso do Espiritismo, sem, contudo, ignorar ou minimizar os demais. Nada tenho e nem poderia ter, contra os que pensam de modo diferente. Não vejo como nem por que disputar coisas como essa. Tenho eu de desprezar, combater, hostilizar, odiar e até eliminar aquele que não pensa exatamente como eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você prefere cuidar do vetor científico ou do filosófico, tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitado, certa ocasião, a um pronunciamento dessa natureza, entreguei pessoalmente ao eminente e saudoso companheiro dr. Freitas Nobre, um pequeno texto sob o título “Problema inexistente”, que ele mandou publicar em “Folha Espírita”. Por que e para quê todo esse debate? Começa que a posição a ser assumida ante o problema depende da conceituação preliminar do que se entende por religião. De que tipo de religião estaríamos falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Como o senhor situa o pensamento do Cristo no contexto da Doutrina Espírita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Kardec sabia muito bem o que fazia ao adotar a moral do Cristo. Afinal de contas e, ainda repercutindo a temática da pergunta anterior, o Espiritismo nos pede mais, em termos de comportamento e reforma íntima, do que a ciência e a filosofia. Há quem me considere místico, mas o rótulo não me incomoda; ao contrário, acho-o honroso e o aceito assumidamente. Não consigo imaginar minha vida – e a vida, em geral – sem os ensinamentos do Cristo. Como sou um obstinado questionador, tenho, pelo menos, duas perguntas a formular: “Que é ser místico?” E, antes dessa: “O que é misticismo?” Um amigo meu, muito querido, costumava dizer-me isso, naturalmente, sem a mínima conotação crítica, como quem apenas enuncia um fato. Regressou antes de mim ao mundo espiritual. Passado algum tempo, manifestou-se em nosso grupo mediúnico e entre outras coisas, me disse: “Você é que estava certo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Qual é a sua formação profissional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Minha formação profissional é em Ciências Contábeis, função que exerci na Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, a partir de 1948, em Nova York (entre 1950 e o final de 1954) e, posteriormente, no Rio de Janeiro, de 1957 a 1980, quando me aposentei. Devo acrescentar que no decorrer dos últimos 22 anos, estive sempre no exercício de cargos executivos no primeiro escalão da empresa ou no segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FE: Deixamo-lo à vontade para algo mais que queira acrescentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio Miranda: Certa vez fui convidado por uma freira, amiga da família, para um encontro com seus alunos de teologia numa universidade brasileira. No dia e hora marcados, lá estava eu. Ela é doutora em teologia e sabia, naturalmente, de minhas convicções, e foi por isso mesmo que me convidou, concedendo-me oportunidade de verificar o quanto sua mente é arejada e despreconceituosa. Perguntei-lhe sobre o que ela desejava que eu falasse. Ela propôs dois pontos: a reencarnação e como o Espiritismo considerava a figura de Jesus. Dito isso, foi sentar-se modestamente entre seus alunos e, como eles e elas, formulou várias perguntas. Passamos ali, umas duas horas numa conversa fraterna, animada e desarmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo que ela escolheu bem os temas, porque, na minha maneira de ver, a reencarnação é o cimento que mantém os diversos aspectos da realidade espiritual consolidados num só bloco. Uma vez admitida a reencarnação, tudo o mais se encaixa no seu lugar com precisão milimétrica. Isso porque, sendo como é uma realidade por si mesma, uma lei natural e não objeto de crença ou de fé, a reencarnação pressupõe existência, preexistência e sobrevivência do ser à morte corporal, bem como a lei de causa e efeito, que regulamenta nossas responsabilidades perante a vida. Mais: a reencarnação exclui do modelo dito religioso, qualquer possibilidade ou necessidade de céu, inferno ou purgatório como “locais” onde se gozam as benesses da vida póstuma ou se sofrem as conseqüências de erros e equívocos cometidos. Do ponto de vista da teologia dita cristã contemporânea, portanto, a reencarnação é uma doutrina subversiva, no sentido de que desmonta todo um sistema teórico de idéias e conceitos tidos por irremovíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Cristo, não há o que discutir, é a mais elevada entidade que passou pela terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a ilustrada irmã gostou da minha fala, dado que algum tempo depois, me convidou novamente, desta vez para falar a um grupo de sacerdotes católicos já ordenados e seminaristas em final de curso. Que também foi uma conversa amena, fraterna e franca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-9217618832729378545?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/9217618832729378545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=9217618832729378545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/9217618832729378545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/9217618832729378545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/entrevista-com-herminio-c-miranda-folha.html' title='Entrevista com Hermínio C. Miranda  - Folha Espírita'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-7213931203796141329</id><published>2011-01-31T07:02:00.000-02:00</published><updated>2011-01-31T07:02:42.536-02:00</updated><title type='text'>Evangelho do dia - Os Bons Espíritas (Cap. 17)</title><content type='html'>O Espiritismo bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, conduz forçosamente aos resultados acima, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o verdadeiro cristão, pois um e outro são a mesma coisa. O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Muitos, porém, dos que crêem na realidade das manifestações, não compreendem as suas conseqüências nem o seu alcance moral, ou, se os compreendem, não os aplicam a si mesmos. Por que acontece isso? Será por uma falta de precisão da doutrina? Não, porque ela não contém alegorias, nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é a sua própria essência, e é isso que lhe dá força, para que atinja, diretamente a inteligência. Nada tem de mistérios, e seus iniciados não possuem nenhum segredo que seja oculto ao povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Seria necessária, então, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, pois vêem-se homens de notória capacidade, que não a compreendem, enquanto inteligências vulgares, até mesmo de jovens que mal saíram da adolescência, apreendem com admirável justeza as suas mais delicadas nuanças. Isso acontece porque a parte, de qualquer maneira, material da ciência, não requer mais do que os olhos para ser observada, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, que podemos chamar de maturidade do senso moral, maturidade essa independente da idade e o grau de instrução, porque é inerente ao desenvolvimento, num sentido especial, do espírito encarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em algumas pessoas, os laços materiais são ainda muito fortes, para que o espírito se desprenda das coisas terrenas. O nevoeiro que as envolve impede-lhes a visão do infinito. Eis por que não conseguem romper facilmente com os seus gostos e os seus hábitos, não compreendendo que possa haver nada melhor do que aquilo que possuem. A crença nos Espíritos é para elas um simples fato, que não modifica pouco ou nada as suas tendências instintivas. Numa palavra, não vêem mais do que um raio de luz, insuficiente para orientá-las e dar-lhes uma aspiração profunda, capaz de modificar-lhes as tendências. Apegam-se mais aos fenômenos do que à moral, que lhes parece banal e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente as iniciem em novos mistérios, sem indagarem se tornaram dignas de penetrar os segredos do Criador. São, afinal, os espíritas imperfeitos, alguns dos quais estacionam no caminho ou se distanciam dos seus irmãos de crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou porque preferem a companhia dos que participam das suas fraquezas ou das suas prevenções. Não obstante, a simples aceitação da doutrina em princípio é um primeiro passo, que lhes facilitará o segundo, numa outra existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aquele que podemos,com razão, qualificar de verdadeiro e sincero espírita, encontra-se num grau superior de adiantamento moral. O Espírito já domina mais completamente a matéria e lhe dá uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina fazem vibrar-lhe as fibras, que nos outros permanecem mudas; numa palavra: foi tocado no coração, e por isso a sua fé é inabalável. Um é como o músico que se comove com os acordes; o outro, apenas ouve os sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. Enquanto um se compraz no seu horizonte limitado, o outro, que compreende a existência de alguma coisa melhor, esforça-se para se libertar, e sempre o consegue, quando dispõe de uma vontade firme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-7213931203796141329?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/7213931203796141329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=7213931203796141329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7213931203796141329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7213931203796141329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/evangelho-do-dia-os-bons-espiritas-cap.html' title='Evangelho do dia - Os Bons Espíritas (Cap. 17)'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-7896146973448098858</id><published>2011-01-30T21:59:00.000-02:00</published><updated>2011-01-30T21:59:09.628-02:00</updated><title type='text'>O Egoísmo (por Emmanuel, no Evangelho Segundo o Espiritismo)</title><content type='html'>O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo: Que me importa! Animou-se a dizer aos judeus: Esse homem é justo, por que o quereis crucificar? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempanhado por completo a sua missão. Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha. Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emmanuel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mensagem psicografada em 1861, Paris e publicada em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" Capítulo XI - item 11)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-7896146973448098858?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/7896146973448098858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=7896146973448098858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7896146973448098858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/7896146973448098858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/o-egoismo-por-emmanuel-no-evangelho.html' title='O Egoísmo (por Emmanuel, no Evangelho Segundo o Espiritismo)'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1468815146128750647</id><published>2011-01-28T21:32:00.002-02:00</published><updated>2011-01-28T21:36:36.787-02:00</updated><title type='text'>Sinopses das obras de André Luiz (Espírito)</title><content type='html'>www.autoresespiritasclassicos.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;a) Coleção “A Vida no Mundo Espiritual”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nesta importante coletânea, constituída por uma série de 13 obras, o autor espiritual André Luiz, carinhosamente cognominado pelos espíritas “o repórter do além”, narra suas próprias experiências e as dos que o cercam no mundo espiritual. Ao longo da obra, as narrativas do autor vão sendo direcionadas à tarefa de esclarecimento dos encarnados sobre as realidades dessa “nova vida” e a estreita relação existente entre os dois planos da vida: material e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nosso Lar (psicografia de Chico Xavier) – (1943)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”. &lt;br /&gt;André Luiz inicia este primeiro livro da série narrando a sua “descoberta” do mundo espiritual após a sua última encarnação como médico, e algumas dificuldades pelas quais passou após seu desencarne, até o momento em que foi socorrido no plano espiritual em uma colônia socorrista chamada "Nosso Lar". Em narrativa vibrante, o autor nos revela um mundo palpitante, pleno de vida e atividades, especialmente nessa colônia organizada de forma exemplar, onde Espíritos procedentes da Terra passam por estágio de recuperação e educação espiritual supervisionado por Espíritos Superiores.&lt;br /&gt;“Nosso Lar” não é o Céu; é, antes, mais um hospital, uma escola, uma zona de trânsito. Não obstante, nos permite antever um dos aspectos da nova vida que nos aguarda após a morte física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os Mensageiros (psicografia de Chico Xavier) – (1944)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;2ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;O presente volume constitui-se em relatório compacto de uma semana de trabalho espiritual dos mensageiros do bem junto aos homens e, em especial, mostra a figura do competente instrutor Aniceto, um emissário consciente e benfeitor generoso. Revela a atividade intensa, organizada, disciplinada e produtiva dos espíritos e sua interação com os encarnados.&lt;br /&gt;O autor espiritual relata as experiências de vários espíritos que reencarnaram com trabalhos programados, necessários aos seus próprios aprimoramentos. Trata ainda de temas como: culto do Evangelho no lar, os benefícios da prática do bem, invigilância e medo da morte. Evidencia a oportunidade de trabalho dos médiuns, alertando-os quanto à necessidade da prática dos ensinamentos na esfera íntima, a fim de se evitar o retorno ao mundo espiritual sem o cumprimento dos compromissos assumidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Missionários da Luz (psicografia de Chico Xavier) – (1945)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;3ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;Neste livro, André Luiz desvenda os segredos da reencarnação, revelando a tarefa dos Espíritos missionários encarregados do processo do renascimento. O autor espiritual destaca a importância do esforço próprio na luta pelo auto-aperfeiçoamento. Discorre sobre a continuação do aprendizado na vida espiritual, o perispírito como organização viva moldando as células materiais, a reencarnação orientada pelos Espíritos Superiores e aspectos diversos das manifestações mediúnicas.&lt;br /&gt;São narrados também alguns dos problemas gigantescos que desafiam os Espíritos valorosos, encarnados com a gloriosa missão de preparar uma nova era, contribuindo na restauração da fé viva e no aprimoramento da compreensão humana.  Missionários da Luz ensina que a Providência Divina concede, sempre, ao homem novos campos de trabalho, através da renovação incessante da vida por meio da reencarnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Obreiros da Vida Eterna (psicografia de Chico Xavier) – (1946)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;4ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;André Luiz visa neste trabalho comprovar a tese de Kardec sobre a existência do mundo espiritual, que é a vida natural do Espírito após o término da sua experiência nesta vida física. Apresenta-nos as diferentes regiões para onde se dirigem os desencarnados, de conformidade com suas afinidades psíquicas e o seu grau evolutivo.&lt;br /&gt;Demonstra o autor que, após abandonar o corpo físico, o Espírito encontra, também na vida de além-túmulo, sociedades e instituições, templos e lares, onde a evolução continua em um processo infinito, e os seres desencarnados, em sua nova vida, prosseguem em suas aquisições intelectuais e morais, preparando-se para um futuro retorno à jornada terrena.&lt;br /&gt;Mais uma vez André Luiz esclarece que a morte não faz milagres: aqui ou no além o homem é construtor do seu destino e colherá no futuro o fruto da árvore que planta na vida atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No Mundo Maior (psicografia de Chico Xavier) – (1947)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;5ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;Tecendo informações sobre alguns setores das esferas mais próximas ao nosso mundo material, André Luiz focaliza aspectos significativos da vida no mundo espiritual e da comunicação entre seres desencarnados e encarnados, especialmente durante o repouso do corpo físico.&lt;br /&gt;O autor espiritual fornece esclarecimentos sobre as causas do desequilíbrio da vida mental e apresenta os correspondentes tratamentos espirituais. Analisa temas como aborto, epilepsia, esquizofrenia e mongolismo, destacando o socorro imediato prestado aos necessitados pelos trabalhadores invisíveis, que evitam, o quanto possível, a loucura, o suicídio e os extremos desastres morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Libertação (psicografia de Chico Xavier) – (1949)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;6ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;Nesta obra, André Luiz nos propicia o conhecimento dos processos da ação obsessora de Espíritos revoltados e infelizes, que procuram envolver os homens em suas atitudes condenáveis. O autor espiritual informa sobre a intercessão realizada pelos Espíritos Superiores em benefício dos homens, dando provas da misericórdia divina que concede a todos abençoada oportunidade de libertação pelo estudo, pelo trabalho, e pelo perseverante serviço na prática do bem.&lt;br /&gt;Em emocionante narrativa, André Luiz destaca o trabalho de Espíritos elevados no esforço de conversão ao bem de Gregório, Espírito de coração endurecido, desviado dos caminhos da evolução, que possuía largos poderes junto às forças trevosas e chefiava uma falange de centenas de Espíritos cristalizados no mal. O relato culmina com o inesquecível reencontro de Gregório com sua mãe, Espírito de escol, rendendo-se aquele ao apelo irresistível do amor materno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Entre a Terra e o Céu (psicografia de Chico Xavier) – (1954)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;7ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;É um documentário em estilo romanceado, que nos oferece notícias sobre o relacionamento existente nas atividades do Espírito nos dois planos da vida, o material e o espiritual.&lt;br /&gt;Renovando seu interesse em nosso aprimoramento íntimo, André Luiz revela a comovente história de Amaro, Zulmira, Odila e outros personagens, recuando nos acontecimentos de suas anteriores existências, desde a Guerra do Paraguai até os dias da antiga Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Em seu prefácio, Emmanuel nos assegura que “os quadros fundamentais da narrativa nos são intimamente familiares”, como as provações do lar, as aflições do coração, a tormenta do ciúme, as lutas cotidianas para aquisição do progresso moral. E nos alerta sobre a necessidade de valorização dos recursos que o mundo nos oferece para a reestruturação do nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nos Domínios da Mediunidade (psicografia de Chico Xavier) – (1954)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;8ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;Neste livro, André Luiz analisa os vários aspectos do intercâmbio dos Espíritos com os encarnados pela via da mediunidade, enaltecendo o esforço dos médiuns fiéis ao mandato espiritual recebido antes da reencarnação e adverte sobre os riscos do intercâmbio mal-conduzido entre os dois mundos.&lt;br /&gt;Dentre os temas abordados, destacam-se a psicofonia, o sonambulismo, a possessão, a clarividência, a clariaudiência, o desdobramento, a fascinação, a psicometria e a mediunidade de efeitos físicos. Trata-se de um estudo técnico de grande relevância, que revela como agem os Espíritos nos intrincados processos da comunicação mediúnica. Retransmite conceituações de elevados mentores da espiritualidade, contidas em exposições de temática filosófica, científica e evangélica, indispensáveis aos que se dedicam ao estudo do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ação e Reação  (psicografia de Chico Xavier) – (1957)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;9ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;Nela, André Luiz mostra-nos que as nossas possibilidades na atual existência estão vinculadas às nossas ações no passado, do mesmo modo que as nossas ações no hoje condicionarão as nossas possibilidades no amanhã.&lt;br /&gt;O autor espiritual descreve as regiões inferiores da esfera espiritual, reportando o sofrimento a que se condena a consciência culpada, após a morte do corpo físico, e mostra novos caminhos a serem trilhados em busca da felicidade. Para isso, apresenta estudos de casos reais, oferecendo orientações sobre o débito aliviado, a lei de causa e efeito, os preparativos para a reencarnação, os resgates coletivos e o valor da oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Evolução em Dois Mundos (psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira) – (1958)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;10ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;André Luiz destina esta obra aos estudiosos, aqueles que desejam se aprofundar no conhecimento da ciência do Espírito; para isso, procura o autor aliar os conceitos rígidos da ciência aos preceitos evangélicos, revividos no Espiritismo.&lt;br /&gt;Adentrando a Física e a Biologia, discorre sobre temas como fluido cósmico, o corpo espiritual e sua evolução, a alma, mecanismos da mediunidade, aspectos morfológicos, sociais e morais dos desencarnados, entre outros. É uma rica fonte de conhecimentos para os que buscam ampliar a sua capacidade intelectual com o auxílio dos cientistas e pesquisadores do plano espiritual.&lt;br /&gt;Em resumo, este trabalho nos oferece, segundo as palavras de André Luiz, “um pequeno conjunto de definições sintéticas sobre nossa própria alma imortal, à face do Universo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mecanismos da Mediunidade (psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira) – (1959)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;11ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;Tomando por referência as ciências físicas do mundo material, André Luiz realiza elucidativo estudo dos intrincados mecanismos da mediunidade. Oferece aos médiuns e estudiosos do tema os recursos para a compreensão de complexas questões da Física e da Fisiologia, que inteligentemente vão sendo relacionadas com os inúmeros aspectos da mediunidade. Ressalta a importância da mediunidade com Jesus, esclarecendo que, além dos conhecimentos necessários, surgem os impositivos da disciplina e da responsabilidade como fatores de aprimoramento das criaturas que se devotam ao intercâmbio com o mundo espiritual, dentro dos princípios do Evangelho à luz da Doutrina Espírita.&lt;br /&gt;Por fim, demonstra o autor que a mediunidade foi a viga mestra de todas as construções do Cristianismo, traduzida pelas aparições dos santos, as profecias, as curas do Mestre e dos apóstolos e as visões de João no Apocalipse. Através dos dons mediúnicos, Jesus, após a morte do seu corpo físico, manifestou-se diante dos apóstolos para comprovar a imortalidade do Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sexo e Destino (psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira) – (1963)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;12ª de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;br /&gt;Valendo-se de uma história real, o autor espiritual oferece neste livro respostas às nossas indagações sobre o intricado problema do relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do Espírito imortal e nas condições de suas experiências futuras. Liberdade e compromisso, culpa e resgate, lar e reencarnação, amor e consciência, constituem os temas deste livro.&lt;br /&gt;André Luiz apresenta o sexo como instrumento sagrado de criação e o lar como refúgio santificante, deixando clara a ideia de que ninguém consegue lesar alguém nos seus dotes afetivos sem que posteriormente passe por dolorosas reparações.&lt;br /&gt;As narrativas apresentam um duplo aspecto: por um lado, culpados incorrendo em consequências trágicas e, por outro, o amparo para os vencidos que aceitam a luz da retificação. Há, ainda, uma narrativa edificante, na qual os delinqüentes de ontem, redimidos de hoje, recebem a benção de tornarem-se colaboradores na redenção daqueles que outrora foram suas vítimas.&lt;br /&gt;E a Vida Continua... (psicografia de Chico Xavier) – (1968)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;13ª e última de 13 obras que compõem a coleção “A Vida no Mundo Espiritual”.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;André Luiz nos oferece aqui um retrato da vida espiritual após a desencarnação, mostrando que a situação do habitante do plano espiritual está relacionada com sua condição mental.&lt;br /&gt;Em estilo romanceado, o autor apresenta a história de personagens reais, com nomes trocados para evitar constrangimentos. Relata como eles se conduziram na espiritualidade com o auxílio de amigos espirituais, lançando-se ao estudo e ao trabalho, preparando-se para estarem aptos à revisão do passado e das tramas que os comprometeram, possibilitando traçar diretrizes novas que lhes permitirão renovadas experiências no infinito processo de evolução.&lt;br /&gt;André Luiz ensina, ainda, a prática do auto-exame, na certeza de que a vida continua após a morte, sempre ajustada às eternas leis do Criador, plena de esperança, trabalho e progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;b) Demais obras de André Luiz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Agenda Cristã  (psicografia de Chico Xavier) – (1947)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma das obras mais procuradas pelos espíritas para presentear familiares e amigos, mesmo os que não se enfileiram no Espiritismo.&lt;br /&gt;Em 50 pequenos capítulos, André Luiz nos oferece um conjunto de reflexões e ensinamentos sobre vigilância e prudência necessárias a uma boa conduta cristã, com base na sabedoria e na visão da Espiritualidade Superior. O leitor aqui encontrará conforto, orientação segura e lições de autocontrole para as ansiedades e situações inesperadas que nos surpreendem no dia-a-dia.&lt;br /&gt;Esclarece André Luiz que a obra nada mais faz do que reavivar os antigos e eternos ensinos do Cristo-Jesus, com vistas ao nosso aprimoramento moral; são simples e valiosas normas de conduta que nos auxiliam a agirmos como verdadeiros cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conduta Espírita (psicografia de Waldo Vieira) – (1960)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nos 47 capítulos que integram a obra, André Luiz nos oferece valiosas orientações sobre a conduta moral daqueles que abraçaram a Doutrina Espírita. O autor espiritual sugere regras simples e sensatas sobre como agir ou não agir perante as múltiplas situações e opções que se apresentam na vida de relação.&lt;br /&gt;Em seu conteúdo, a obra trata da conduta espírita tanto da mulher como do homem, do jovem, do dirigente de reuniões doutrinárias, nos embates políticos, na obra assistencial, na tribuna, na imprensa, na radiofonia, perante a Pátria, perante as fórmulas sociais, perante a própria Doutrina, perante Jesus; em suma, perante o próximo, que, seja quem for, é nosso irmão, e perante Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desobsessão (psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira) – (1964)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Este livro revela-se um valioso auxílio àqueles que se propõem atuar, com a devida seriedade, em reuniões específicas da Casa Espírita, o grave e delicado problema da obsessão, que, como as mais diferentes e temíveis doenças do corpo físico, se constitui em flagelo da Humanidade.&lt;br /&gt;Em 73 capítulos devidamente ilustrados, André Luiz aborda temas que orientam os trabalhadores das reuniões de desobsessão sobre o seu preparo físico e psíquico, desde o despertar no dia da reunião, superação de impedimentos, conversação anterior à reunião, pontualidade, trabalho em equipe, educação mediúnica, passes, até o seu encerramento. Trata ainda de importantes procedimentos posteriores ao trabalho de desobsessão. &lt;br /&gt;Alerta sobre a gravidade do assunto, salientando que cada Casa Espírita deve possuir a sua equipe de servidores da desobsessão, não somente para sua defesa e conservação, como também para socorrer as vítimas da desorientação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Respostas da Vida (psicografia de Chico Xavier) – (1975)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nesta obra o autor espiritual nos oferece um conjunto de reflexões e apontamentos, como respostas a indagações formuladas por companheiros de luta na experiência terrena, especialmente no que se refere à iluminação íntima e ao relacionamento comum, objetivando a nossa própria melhoria e elevação espiritual.&lt;br /&gt;O Espírito André Luiz destaca que as respostas para os problemas e dificuldades enfrentados pelo homem encontram-se no universo de sua própria intimidade; daí a expressão: "Conhece-te a ti mesmo". A partir deste contexto, ele sugere os caminhos que podem levar o leitor ao porto seguro de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sinal Verde (psicografia de Chico Xavier) – (1971)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores sucessos da literatura espírita dos últimos anos, esta pequena-grande obra é um verdadeiro manual de conduta moral. André Luiz nos oferece aqui preciosas orientações sobre nossas atitudes do dia-a-dia, para auxiliar-nos na nossa convivência em família, no trabalho e na sociedade em geral. Focaliza pequenos detalhes de conduta que às vezes nos passam despercebidos, mas que são de grande importância para a nossa paz interior, além de servirem de exemplo de respeito e solidariedade diante dos nossos semelhantes.&lt;br /&gt;Em mensagens que se revelam singelas e ao mesmo tempo sábias, o autor espiritual procura nos auxiliar na localização das causas dos problemas no relacionamento humano, indicando para cada uma o receituário adequado à saúde do corpo e do espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1468815146128750647?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1468815146128750647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1468815146128750647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1468815146128750647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1468815146128750647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/sinopses-das-obras-de-andre-luiz.html' title='Sinopses das obras de André Luiz (Espírito)'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-8127794193534226484</id><published>2011-01-28T21:18:00.000-02:00</published><updated>2011-01-28T21:18:44.347-02:00</updated><title type='text'>O Médium e o Centro Espírita</title><content type='html'>Texto de Joanira Necas Soares - de Ribeirão Preto, SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Espírita é uma organização humana e no seu funcionamento precisa de muitos colaboradores, dentre eles os médiuns, que são os instrumentos usados pelos Espíritos para o intercâmbio espiritual entre os dois mundos. Daí, portanto, o Centro Espírita precisa do médium, assim como o médium precisa do Centro Espírita. A Doutrina Espírita sem a prática mediúnica ficaria incompleta e perderíamos belíssima oportunidade de restauração moral em decorrência dos exemplos e ensinamentos que vivenciamos, além de que as comunicações espirituais nos trazem muito conforto, consolo, amparo e aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Espírita é importante para o médium como centro de apoio e força espiritual para o desempenho de suas tarefas doutrinárias (o mediunato).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médium não deverá jamais desempenhar suas tarefas mediúnicas em seu lar ou em lares alheios. É imprescindível conscientizar-se sempre de que ser médium não é privilégio e que mediunidade não dá atestado moral a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médium tem o dever de conhecer as obras básicas da Codificação Espírita, de evangelizar-se e de divulgar o Espiritismo, dando-lhe atenção e carinho, isso é uma grande prova de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício da mediunidade exige perseverança, disciplina, amor, paciência, estudo e interesse contínuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médium é uma pessoa comum, suscetível de variadas influências de caráter emotivo, daí, portanto é também merecedor de compreensão, solidariedade e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médiuns, mediunidade e Espíritos estão todos a serviço de uma única causa: a evangelização da humanidade, alicerçada no “Amai-vos uns aos outros.” Mais importante que ser médium é ser bom. Quem vivencia o bem com consciência, o vivencia em plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediunidade é dada aos homens para o intercâmbio do bem, os médiuns que se afastarem desse caminho, estarão desvirtuando-a da sua finalidade básica e certamente responderão por isto. Seja qual for o setor de atividade a que estejamos engajados, a prática do bem é o essencial em nossas tarefas doutrinárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos exercer a mediunidade, seja de que tipo for com respeito e carinho, sempre agradecendo a Deus por estarmos trilhando esta estrada de luz e levando a nossos semelhantes, encarnados e desencarnados, consolo, amor e carinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desempenho dos deveres mediúnicos os médiuns deverão tomar por base a disciplina e a humildade; na qualidade de servidor, o médium não tem direito de ser arrogante ou presunçoso. É muito importante também que os médiuns tenham noção de limites, que conheçam o regulamento da Casa Espírita em que trabalham, isso é fundamental para que se evite algum tipo de relacionamento desagradável; primar sempre pela ordem e colaborar no que for possível para a harmonia, o bom funcionamento do Centro Espírita. A psicosfera psíquica de uma instituição revela o equilíbrio de seus trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental que os médiuns não se tornem, de forma alguma, em pedra de tropeço no bom desempenho das tarefas doutrinárias; nunca ser obstáculo à propagação da Doutrina; não ser instrumento de dissenções e discórdias nos estudos e atividades doutrinárias, evitando ataques pessoais, a pretexto de defender a verdade, do tipo: “pela Doutrina eu falo tudo, faço isto ou aquilo.” Quem ofende um ser humano dentro de um Centro Espírita, está desrespeitando a Doutrina; procurar se dirigir aos companheiros fraternalmente, nunca com presunção ou superioridade; que os médiuns não se invejem mutuamente, cada tipo de mediunidade cumpre com uma finalidade de suma importância no contexto geral do intercâmbio com o invisível. Que os médiuns sintam a responsabilidade que lhes pesa sobre os ombros e guardem vigilância redobrada contra os espíritos incendiários, aqueles que alimentam o fogo da desavença nos corações. Toda espécie de trabalho para produzir os melhores frutos carece de disciplina e abnegação, na mediunidade isso é indispensável. Confiar na orientação dos bons Espíritos, com paciência sempre se encontra boas soluções, as coisas se encaixam e se encadeiam no seu tempo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No grupo mediúnico estar atento para identificar o medianeiro que se revele portador de determinadas deficiências e ampará-lo por todos os meios possíveis, para que em si a mediunidade seja fonte de luz e crescimento espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediunidade em si não é um mar-de-rosas, nem atividades de prazeres momentâneos, é, porém, oportunidade divina para mais rápida ascensão a todos aqueles que dela souberem se beneficiar, ou seja, usá-la com responsabilidade, exclusivamente para o Bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médium que se pautar dentro dessa linha de conduta, terá, com certeza, grandes oportunidades onde estiver e fará da sua Casa Espírita um lugar de credibilidade e aconchego moral para tantos que necessitam de paz e orientação. Assim sendo o bom Centro Espírita se revelará pelos médiuns e trabalhadores que possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa Espírita e o médium estão interligados e interdependentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-8127794193534226484?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/8127794193534226484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=8127794193534226484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8127794193534226484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/8127794193534226484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/o-medium-e-o-centro-espirita.html' title='O Médium e o Centro Espírita'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-6163699751074555441</id><published>2011-01-26T00:12:00.000-02:00</published><updated>2011-01-26T00:12:17.705-02:00</updated><title type='text'>Emmanuel fala sobre o Perdão</title><content type='html'>"O perdão do Senhor é sempre transformação do mal no bem, com a renovação de nossas oportunidades de luta e resgate, no grande caminho da vida. A Divina Tolerância não constitui subversão da ordem no campo da Justiça. A Bondade Infinita do Criador ou daqueles que O representam nos afaga e desculpa sempre, entretanto, nossa consciência jamais nos perdoa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se somarmos as inquietações e sofrimentos que infligimos a nós mesmos por não perdoarmos aos entes amados pelo fato de não serem eles as pessoas que imaginávamos ou desejávamos fossem, surpreenderemos conosco volumosa carga de ressentimento que nada mais é senão peso morto, a impelir-nos para o fogo inútil do desespero." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"PERDOAR  AOS  AMIGOS&lt;br /&gt;Afirmação aparentemente contraditória, mas de justo sentido: "perdoar aos amigos". Advertência afetuosa para todos os dias.&lt;br /&gt;Reflete nisso e não estragues o tempo com suscetibilidade inúteis.&lt;br /&gt;Do adversário, é possível venham ofensas que nos impõem a prática da tolerância, considerando-se que os inimigos, em muitas ocasiões, são nossos credores, que nos ensinam a raciocinar e a discernir.&lt;br /&gt;Dos amigos, porém, temos as lições constantes da convivência, na escola do cotidiano.&lt;br /&gt;São os testes da comunhão afetiva que nos oferecem oportunidades à conquista do entendimento e do amor.&lt;br /&gt;Valoriza os companheiros que te apóiam e não lhes desmereças a dedicação por bagatelas.&lt;br /&gt;Não de queixes da omissão de teu nome na relação de convidados para uma festa; não exijas dos teus associados de ideal considerações pessoais claramente dispensáveis; não te melindres com alguma frase menos feliz a teu respeito e nem percas tempo com apontamentos que a malícia te assopre aos ouvidos.&lt;br /&gt;Honra sempre os amigos que te incentivem para o trabalho do bem e abençoa-lhes a presença no caminho que a vida te deu a percorrer.&lt;br /&gt;Diz a Escritura: "aquele que encontrou um amigo achou um tesouro" e, por isso mesmo, entre as mutações e perturbações do mundo, é preciso saibamos conservá-lo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A atitude que mais favorecerá o nosso êxito espiritual nos trabalhos do mundo deve ser a que vos é ensinada pela lei divina, na reencarnação em que vos encontrais, isto é, a do esquecimento de todo o mal, para recordar apenas o bem e a sagrada oportunidade de trabalho e edificação, no patrimônio eterno do tempo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esquecer o mal é aniquilá-lo, e perdoar a quem o pratica é ensinar o amor, conquistando afeições sinceras e preciosas.&lt;br /&gt;Daí a necessidade do perdão, no mundo, para que o incêndio do mal possa ser exterminado, devolvendo-se a paz legitima aos corações."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem perdoa sinceramente, fá-lo sem condições e olvida a falta no mais íntimo do coração; todavia, a boa palavra é sempre útil e a ponderação fraterna é sempre um elemento de luz, clarificando o caminho das almas.&lt;br /&gt;O perdão sincero é filho espontâneo do amor e, como tal, não exige reconhecimento de qualquer natureza. Portanto, quando alguém perdoa, não deve mostrar a superioridade de seus sentimentos para que o culpado seja levado a arrepender-se da falta cometida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para a convenção do mundo, o perdão significa renunciar à vingança, sem que o ofendido precise olvidar plenamente a falta do seu irmão; entretanto, para o espírito evangelizado, perdão e esquecimento devem caminhar juntos, embora prevaleça para todos os instantes da existência a necessidade de oração e vigilância.&lt;br /&gt;Aliás, a própria lei da reencarnação nos ensina que só o esquecimento do passado pode preparar a alvorada da redenção."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-6163699751074555441?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/6163699751074555441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=6163699751074555441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6163699751074555441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/6163699751074555441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/emmanuel-fala-sobre-o-perdao.html' title='Emmanuel fala sobre o Perdão'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-497129849299023241</id><published>2011-01-25T10:59:00.002-02:00</published><updated>2011-12-15T05:37:39.865-02:00</updated><title type='text'>Obsessores, o ódio e o amor</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Amai-vos uns aos outros, e sereis felizes. Tratai sobretudo de amar aos que vos provocam indiferença, ódio e desprezo. " (ESE, Cap. 12, Instruções dos Espíritos, FÉNELON, Bordeaux, 1861).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano, que cederá, mesmo de malgrado, ao verdadeiro amor. Este é um imã a que ele não poderá resistir, e o seu contato vivifica e fecunda os germes dessa virtude, que estão latentes em vossos corações”. (ESE, Cap. 11, Instruções dos Espíritos, FÉNELON, Bordeaux, 1861).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaramos ainda o Obsessor como um inimigo? Isso é parte de um "vício" religioso que trazemos de muitas encarnações, quando deturpamos e humanizamos outras religiões e agora queremos transferir ao Espiritismo. A história do espiritismo no Brasil mostra muitos exemplos destas transferências, com a finalidade de nos adaptar mais facilmente à nova doutrina. Não se sabe como, mas o espiritismo vem ao longo das décadas naturalmente limpando este tipo de deformação, preservando sua pureza doutrinária naturalmente, sem necessitar do policiamento doutrinário que ocorria nos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Obsessor não é a figura do mal. Na maior parte das vezes, principalmente àqueles que são tratados no P2 (da Aliança e FEESP) são espíritos que estão meio perdidos e se ligam a nós pelos pensamentos de tristeza, pensamentos negativos em geral. Normalmente não são espíritos ligados a nós, não há grandes vínculos reencarnatórios. Após a sessão de P2, o que se vê no plano espiritual é uma imensa enfermaria de espíritos sendo atendidos pelos plano superior, eles vão encontrar o caminho deles seguramente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos falar de um irmão tipo P3B (idem acima), numa obsessão dirigida, planejada... Pense primeiro que você já foi capaz de fazer isso e veja onde você está hoje. Pense ainda que pode não ter sido há muito tempo e veja que grande diferença. Pense ainda que muitas vezes você ainda se surpreende com sentimentos de ódio muito fortes dentro de você, uma energia intensa, mas que te faz mal, chega a doer no corpo. Pois é, quando estamos desencarnados, não temos a ancora do corpo, que nos tira de pensamentos longos e continuados. O corpo nos impõe horas para comer, dormir, trabalhar, cuidar dos filhos, nos obriga a mudar o pensamento. Ou seja, é uma benção, pois quando desencarnados podemos vibrar ódio durante semanas sem percebermos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kardec (no texto acima) e Hermínio Miranda (em Diálogo com as Sombras) nos mostram que o Obsessor tem dentro de si sentimentos como os nossos. Quando conversarmos com um obsessor devemos ter com ele todo o nosso respeito, devemos ouvi-lo sem preconceitos, devemos acolhê-los e descobrir qual é a sua dor. Normalmente vamos ouvir o seguinte: fui rejeitado, me abandonaram, me tiraram meu filho, mentiram para mim, fui enganado, não me respeitaram... Isso é só a primeira camada. A segunda é a mais legal e é aquela que nos mostra a chave para compreender o ódio de uma vez: &lt;b&gt;todos que odeiam acreditam que foram impedidos de amar&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos nesta segunda camada, quando o espírito (encarnado ou não) entende o porquê de sua dor inicia-se o caminho do plano superior (e de nós, por que não) de ajudá-lo a curar esta dor com muito amor. Um obsessor pode ser um pai que viu sua filha ser morta em sua frente, há alguns séculos e logo depois de morto perseguiu por 200 anos e em falanges os seus algozes. A filha que nunca sentiu ódio, se recuperou e lutou para recuperar seu pai durante todos estes 200 anos e numa sessão de desobsessão, o doutrinador (com respeito e com amor) consegue chegar no ponto e sua filha aparece e ocorre a mudança, a conversão. O amor é irresistível. E o ódio é uma crença nossa de que fomos impedidos de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, durante uma gritaria de ódio, pude ouvir no meio dela, a dor de uma pessoa que estava me odiando. No meio da confusão, lá do fundo do seu coração surgia como uma suplica, a sua dor real apareceu. E pude colocar uma água fresca sobre ela, mostrando o seu engano, e a pessoa agora está bem, não se sente mais mal, não se sente mais com ódio, está em paz. Fiz com ela o que gostaria que tivessem feito comigo, mas ao mesmo tempo aprendi que eu não preciso que me dêem uma bengala, minhas pernas estão fortes, posso andar, correr e carregar peso com elas. Fica aqui a nova lição, àquele que muito recebeu, muito será exigido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-497129849299023241?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/497129849299023241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=497129849299023241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/497129849299023241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/497129849299023241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/obsessores-o-odio-e-o-amor.html' title='Obsessores, o ódio e o amor'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-1649454877481557373</id><published>2011-01-24T23:42:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T23:42:20.279-02:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO DO PERDÃO</title><content type='html'>&lt;i&gt;Plenamente consciente de minha missão, me perdoo por todo o mau uso das energias ao longo da minha jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoo todos aqueles que me acompanham em minha jornada atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoo todos aqueles que, em outro nível de consciência, bloqueiam meu trabalho, dificultando meu sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perdoando e perdoando meus companheiros de caminhada, abro as portas a todas as oportunidades de servir e ser servido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da minha missão e em nome do AMOR maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perdoando, modifico erros em lições de sabedoria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Integro toda a minha aprendizagem em minha bagagem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projeto coragem e eficiência no futuro de abundância e prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plenamente consciente de meus objetivos nessa atual existência, perdoo e abençoo a todos aqueles que, por afinidades positivas ou negativas, estão presentes em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossigo no caminho da verdade, do amor e da paz,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sabedoria e discernimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem do Espírito Lavínia, psicografada por Chico Xavier&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-1649454877481557373?l=cadernetapessoal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/feeds/1649454877481557373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7316188499707181844&amp;postID=1649454877481557373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1649454877481557373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7316188499707181844/posts/default/1649454877481557373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernetapessoal.blogspot.com/2011/01/oracao-do-perdao.html' title='ORAÇÃO DO PERDÃO'/><author><name>Zaki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257089486189115684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-egMZE4x2r7U/TWEAWndA5DI/AAAAAAAAADE/2RamJQLWHYE/s220/escrevendo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7316188499707181844.post-2369773905072242701</id><published>2011-01-23T12:59:00.001-02:00</published><updated>2011-01-24T00:57:37.043-02:00</updated><title type='text'>Tentações</title><content type='html'>&lt;i&gt;E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. (Mateus, Cap 6,ver 13).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta frase na prece do Pai Nosso, que foi proferida por Jesus, no Sermão da Montanha, para nos ensinar como deveríamos orar, nos traz a reflexão em torno das tentações e como lidar com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente devemos entender o que é o caminho correto. Se estamos alinhados com os princípios e ensinamentos do Sermão da Montanha, estamos no caminho correto. Qualquer desvio que fazemos neste alinhamento, nos tira do caminho correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vivemos nossa vida +- correta, mas num certo momento nos alinhamos ao Sermão da Montanha, naquele momento podemos ter uma vivência 100% correta. Um momento que seja, um minutinho que seja, Deus está aberto a que vivenciemos o bem e o amor dele e toda a plenitude irradiante que o caminho correto oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vivemos o caminho correto as coisas conspiram a favor, numa energia positiva que pode nos assustar, num primeiro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de uma guerra, de uma batalha, de choros e ranger de dentes, se o Cristão se mantiver no caminho correto, insistindo, persistindo, no bem e no alinhamento do código do Sermão da Montanha, então ele triunfará, não com louros da exposição mas com a vitória silenciosa e discreta do Bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem que estar alinhado com o Sermão da Montanha até mesmo o triunfo do Bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tentações nos desviam deste caminho. Vamos conceituar as tentações. Coisas externas ou internas podem encontrar eco (familiaridade) dentro de nós, que nos desviam para o mal. Para que existem estas familiaridades internas, nós precisamos reconhecer elas são os nossos defeitos e nossos vícios. Ou seja, por mais que a tentação possa vir de fora, ela realmente só existe se tivermos o nosso defeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: um aposentado militar do século XI vê uma batalha sangrenta, cai na tentação de batalhar e vai ao encontro do confronto que não foi chamado. Cá entre nós, você iria? Possivelmente não. Para ele era uma tentação, para você tentação pode ser uma torta de chocolate ou falar mal dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase do pai nosso nos dirige a pedir ajuda de Deus para que tenhamos força de não dar vazão aos nossos defeitos ou vícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar substituir os defeitos e vícios por virtudes é um desafio diário e as vitórias milimétricas devem ser comemoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem mais nesta história da tentação. &lt;b&gt;Uma reflexão maior que normalmente não fazemos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando desejamos fazer aquilo que não temos condições ou competência para realizarmos, ou quando aquilo não está no planejamento do plano superior para que façamos, ou quando nos propomos a realizar um trabalho no qual ainda não temos capacidade de dar conta, nós podemos estar caindo em tentação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso vale com filhos, no trabalho profissional, no centro espírita etc. Vale sempre a pergunta, se daremos conta ou não. Devemos refletir no sim que daremos, pensar no compromisso que estamos assumindo, pois teremos que dar conta, outras pessoas estarão aguardando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dar outro exemplo de como fazer coisas que não estão ao nosso alcance é uma tentação: muitas vezes alguém pode nos pedir ajuda e isso estar de acordo com a nossa possibilidade. Ok, maravilha, mãos à obra. Mas tem horas que não está ao nosso alcance, nem é justo que façamos, e caímos mesmo assim na tentação de realizar. Nestes casos, muitas vezes aceitamos, mas com o coração pesado, sentimos que algo não está certo, não estamos fazendo de coração. As conseqüências não são as melhores, minha secretária do Centro sabe bem o que estou dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarefa que Deus nos dá, não importa qual, é algo que devemos fazer com amor, mas dentro de nosso alcance reconhecermos humildemente quem somos, se a arrogância que nos fará prejudicar a tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o trabalho é compulsório, como de ser pai, abraçar fortemente a questão e burilar os erros que fazemos e buscar soluções. Se for um trabalho opcional, avaliar e pedir ajuda, não ser egoísta ou orgulhoso ou vaidoso. Não cair em tentação tem disso, tem a renuncia da vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, na insistência minha em me manter no bem, num certo aspecto, me deu ontem uma pequena vitória que fica aqui registrada. A pessoa teve humildade de pedir desculpas. O que eu fiz, dei a face esquerda muitas vezes sem reagir, me mantendo na sintonia do bem. O meu exemplo de não violência despertou nela os ensinamentos evangélicos. O exemplo dela de arrependimento me ajuda a fazer o mesmo. Não caí na tentação do revide, juro que morri de vontade de fazê-lo, mas ouvi e obedeci o alerta. Foi só um primeiro passo meu nisso, terei que no futuro me virar sem o amparo tão incisivo do meu mentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em outra história paralela a esta, ainda percebo que as agressões seguirão, pois a pessoa terá que entender o que está acontecendo e e o que está fazendo, por isso seguirá agredindo. Que eu reconheça e faça como fiz com o exemplo acima, me mantenha na sintonia do bem (alinhado com o sermão da montanha) e não revide, não agrida, não pense mal, nem nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu confie no meu mentor, que tem pedido repetidas vezes "pense em mim, liga pra mim, não ligue pra eles" (risos). Mas é isso, vibrar pelos nossos "inimigos" nos põe em tentação de entrarmos na sintonia deles e por isso melhor deixar nas mãos de quem entendem, nossos mentores, discípulos verdadeiros do Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Domingo e Boa Semana a todos. Aos meus queridos alunos, até quinta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7316188499707181844-2369773905072242701?l=cadernetapessoal.blogspot.com' 
